Quando Donald Trump declarou o dia 2 de abril do ano passado como “Dia da Libertação”, ele iniciou uma das maiores expansões tarifárias da história moderna dos Estados Unidos. Com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional de 1977 (IEEPA), Trump impôs tarifas retaliatórias abrangentes a vários parceiros comerciais importantes, alegando que o déficit comercial persistente era uma emergência nacional. Essa medida foi tomada sem a aprovação do Congresso e rapidamente perturbou o comércio global.
Quase um ano depois, em 20 de fevereiro, a Suprema Corte dos EUA revogou essa autoridade com uma decisão de 6–3, afirmando que a IEEPA não permite que o presidente imponha tarifas. O juiz-chefe John Roberts destacou que a lei não concede tal poder, tornando inválidas várias tarifas, incluindo a tarifa de 25% sobre bens do Canadá e México, bem como tarifas ampliadas contra a China.
A decisão teve consequências políticas em Illinois, onde o governador JB Pritzker solicitou a devolução de 8,68 bilhões de dólares, alegando que as famílias sofreram prejuízos devido às tarifas agora consideradas inconstitucionais.