Espera-se que a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos reduza a taxa de tarifas efetiva do país. Após a sentença que declarou ilegal a “tarifa de reciprocidade”, o presidente Donald Trump implementou uma “tarifa global” com base no Artigo 122 da Lei de Comércio, o que deve diminuir a taxa média de tarifas efetiva de 16% para cerca de 13,7%.
O Artigo 122 da Lei de Comércio permite ao presidente impor tarifas em situações de emergência, com validade máxima de 150 dias. Após o término dessa medida tarifária, a taxa efetiva deve retornar a 9,1%. No entanto, essa medida pode ser prorrogada, desde que aprovada pelo Congresso.
O governo Trump planeja estabelecer um novo sistema tarifário durante esses 150 dias, utilizando o Artigo 301 e o Artigo 232 da Lei de Comércio Extensivo. Essas mudanças tarifárias afetarão diretamente as atividades econômicas nacionais e contribuirão para a arrecadação fiscal.
De acordo com o Instituto de Orçamento da Universidade de Yale, se a tarifa de 15% for mantida, espera-se que gere um total de 2,2 trilhões de dólares em receitas fiscais entre 2026 e 2035. Isso é ligeiramente inferior às estimativas de receita tarifária baseadas na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional.
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que a nova política tarifária deve manter a receita de tarifas dos EUA em níveis semelhantes aos anteriores neste ano. Ainda é incerto qual será o impacto a longo prazo dessas flutuações nas tarifas sobre os mercados globais e a economia.