
Seed round funding é o capital inicial captado por um projeto na sua fase de “germinação”, utilizado para transformar uma ideia em protótipo, validar a demanda de mercado e formar o time mínimo viável. No universo Web3, esse financiamento costuma ser alinhado a planos futuros de emissão de tokens, assegurando que o desenvolvimento tecnológico, o crescimento da comunidade e a conformidade regulatória evoluam simultaneamente.
Os seed rounds geralmente têm menor volume, mas são decisivos para o direcionamento do projeto. Eles definem o roadmap inicial, as contratações estratégicas e determinam se o projeto avançará para rodadas privadas ou ofertas públicas. Para investidores, o seed round representa o maior grau de risco e a menor disponibilidade de informações, por isso seus termos priorizam proteção e restrições ao investidor.
O seed funding é fundamental em Web3, pois produtos blockchain precisam provar tanto a viabilidade técnica quanto a adoção pela comunidade—ambos exigem recursos. Os custos iniciais normalmente incluem auditorias de segurança, estruturação de tokenomics e consultoria jurídica para garantir conformidade.
No último ano (até início de 2026), o financiamento early-stage passou a adotar o modelo “equity + token warrant”, equilibrando demandas regulatórias com incentivos futuros em tokens. Dessa forma, as equipes consolidam módulos essenciais—como wallets, smart contracts e infraestrutura—antes de ampliar para cenários de emissão e negociação mais complexos.
O capital do seed round normalmente vem dos próprios fundadores, investidores anjo, fundos de venture capital especializados em Web3, players do setor que realizam follow-on investments e, em alguns casos, da comunidade ou de DAOs. Algumas exchanges também participam como investidores estratégicos nas rodadas iniciais, criando oportunidades de colaboração futura no ecossistema.
Na prática, projetos que planejam ofertas públicas ou listagem em exchanges (como o programa Startup da Gate) costumam envolver consultores jurídicos, de compliance ou técnicos desde o início para garantir integração eficiente nas etapas seguintes.
O seed round funding utiliza acordos simples, como “capital agora por equity ou tokens futuros”. Os instrumentos mais comuns são SAFE e SAFT.
SAFE (Simple Agreement for Future Equity) funciona como um “cupom de pré-compra” de equity. O investidor aporta recursos antecipadamente; quando o projeto define valuation em rodada posterior, o investimento é convertido em ações com desconto ou teto de valuation pré-determinado—sem participação imediata ou precificação complexa.
SAFT (Simple Agreement for Future Tokens) é um “cupom de pré-compra” de tokens. O investidor financia o projeto no início e recebe tokens numa proporção definida após a geração e liberação legal. SAFTs costumam prever cronogramas de vesting e liberação para evitar vendas rápidas e garantir conformidade.
Notas conversíveis são outra alternativa—empréstimos de curto prazo que se convertem em equity conforme os termos acordados. Em Web3, equipes frequentemente combinam “equity SAFE + token SAFT” para atender à participação societária e à entrega de incentivos em tokens.
A escolha depende do perfil do projeto e do ambiente regulatório. Projetos focados em software ou serviços básicos tendem a optar por equity; já protocolos ou aplicações com forte incentivo em tokens preferem alocação de tokens para engajar usuários e validadores.
Equity oferece segurança jurídica e governança clara; tokens trazem incentivos imediatos à rede e maior engajamento da comunidade. Porém, a distribuição de tokens exige atenção à conformidade e mecanismos de lock-up bem planejados. Muitas equipes optam pela combinação: SAFE para garantir equity futura ao investidor e SAFT para definir alocação e vesting de tokens.
Passo 1: Elabore um pitch deck objetivo (10–12 slides), abordando problema/oportunidade, solução, arquitetura técnica, público-alvo, modelo de negócios, marcos, equipe, valor de captação e uso dos recursos.
Passo 2: Estruture o tokenomics com clareza: oferta total, distribuição (equipe, ecossistema, investidores, reservas), cronogramas de vesting/liberação e justificativa para crescimento sustentável.
Passo 3: Defina estrutura jurídica e de compliance: local de registro, cap table, composição do conselho; se houver tokens, prepare documentação SAFT e pareceres legais para garantir conformidade e processos de KYC/AML.
Passo 4: Apresente protótipos técnicos e planos de segurança: MVP, trechos de código, deploys em testnet, auditorias independentes programadas com orçamento definido.
Passo 5: Forneça dados e roadmap: pesquisa de usuários, feedback beta, projeções de marcos (testnet, mainnet, integrações) e planos de parceria no ecossistema (exemplo: listagem na Gate ou preparação para eventos comunitários).
Passo 6: Defina os termos do financiamento: valor alvo, cap de valuation ou taxa de desconto, tipo de instrumento (SAFE/SAFT/nota conversível), regras de vesting/liberação, frequência de disclosure e direitos do investidor.
O seed round funding influencia a participação do investidor por meio de “valuation caps” e “descontos”. O valuation cap limita o preço de conversão (equity ou tokens); o desconto garante preço reduzido ao investidor na próxima rodada.
Exemplo: Se um SAFE define cap de US$10 milhões e a rodada seguinte é precificada em US$20 milhões, o investidor converte a US$10 milhões—recebendo mais ações. Descontos típicos variam de 10% a 30%, recompensando early backers. Essas estruturas geram diluição: novos aportes reduzem a participação dos fundadores e primeiros colaboradores. É preciso equilibrar captação com o risco de diluição.
Seed rounds focam em poucos investidores iniciais, com informações limitadas e termos flexíveis; rodadas privadas vêm depois, com produto e dados consolidados—envolvendo valores maiores e due diligence rigorosa; IEOs são ofertas públicas de tokens, exigindo compliance e preparação técnica robusta.
Na prática, equipes só consideram atividades públicas em exchanges após concluir o seed round e atingir marcos importantes. Por exemplo, o programa Startup da Gate permite que projetos vendam tokens para grandes públicos e engajem comunidades—essas ações são posteriores ao seed funding e fazem parte de fases públicas.
Para equipes: riscos incluem valuation prematuro, gerando pressão em rodadas futuras; termos restritivos sobre direitos de informação ou períodos de lock-up; e riscos regulatórios na distribuição de tokens. Para investidores: atrasos na entrega do produto, falhas técnicas ou mudanças regulatórias podem afetar o acesso futuro a equity ou tokens.
Ao usar SAFTs, defina períodos de vesting e liberação adequados; prepare documentação de compliance e fluxos de KYC/AML. Proteja todos os acordos e documentos assinados para evitar perdas ou adulteração. Tenha cautela em operações financeiras; este conteúdo não é recomendação de investimento—consulte profissionais jurídicos ou financeiros licenciados conforme necessário.
Passo 1: Invista no desenvolvimento do produto e segurança—finalize funcionalidades essenciais, realize auditorias de código, implemente programas de bug bounty para garantir o lançamento estável do mainnet.
Passo 2: Reforce compliance e governança—estruture governança corporativa, implemente processos de disclosure e planos de auditoria; esclareça mecanismos de governança comunitária e votação, se aplicável.
Passo 3: Fortaleça ecossistema e comunidade—lance programas para desenvolvedores, iniciativas de educação de usuários, atualizações regulares, entregue marcos do roadmap; prepare o terreno para eventos maiores em plataformas como a Gate.
Passo 4: Prepare para crescimento de mercado e liquidez—faça parcerias com market makers/data services em conformidade; estabeleça métricas transparentes (usuários ativos diários, taxas de retenção, uso do protocolo) para próximas rodadas de captação ou ofertas públicas.
Em resumo: o seed round funding representa a passagem de “ideia” para “produto validado” em Web3. Compreender SAFE e SAFT, equilibrar equity e tokens, preparar materiais completos e negociar termos sólidos são essenciais para o sucesso. Equipes e investidores devem priorizar segurança, conformidade e desenvolvimento sustentável para avançar com confiança à próxima etapa.
Seed rounds normalmente variam de US$500 mil a US$5 milhões, conforme o setor e o perfil da equipe. Projetos iniciais podem precisar de valores menores; equipes renomadas ou setores em alta captam mais. O ideal é definir metas de captação baseadas em custos reais, tamanho do time e objetivos de desenvolvimento, evitando buscar grandes valores sem critério.
A diluição ocorre conforme o valor investido versus o valuation. Por exemplo: captar US$5 milhões com valuation de US$20 milhões implica em destinar 20% da equity aos investidores. Antes de captar, avalie o impacto de SAFE/SAFT na participação futura; reserve pools de opções para membros-chave manterem o controle da empresa.
O capital não utilizado deve ser gerido estrategicamente—investido na expansão do time, P&D, campanhas de marketing ou mantido como reserva de emergência. Comunique-se claramente com os investidores conforme os acordos; evite que fundos parados gerem desperdício. Mantenha registros transparentes do uso dos recursos para futuras captações.
Investidores anjo são pessoas físicas que investem valores menores (US$10 mil–US$100 mil) com envolvimento flexível; seed VCs são firmas especializadas que aportam quantias maiores, com due diligence rigorosa e acompanhamento contínuo. Anjos focam no potencial da equipe; VCs analisam modelo de negócio e oportunidade de mercado—suas tolerâncias a risco e expectativas de retorno são distintas.
Depende do estágio do projeto e do perfil do investidor. Equity é mais adequada em fases de validação tecnológica—menor risco para o investidor; financiamento via tokens é indicado para projetos com produto ou comunidade estabelecidos—atraindo mais participantes. Consulte especialistas jurídicos sobre regulações locais e avalie se o modelo de tokenomics é robusto para evitar riscos legais desnecessários.


