11 de março de 2024 - As forças armadas dos Estados Unidos anunciaram que, recentemente, atacaram alvos da Marinha iraniana perto do Estreito de Ormuz, destruindo várias embarcações, incluindo 16 pequenas embarcações usadas para colocar minas. O Comando Central dos EUA publicou vídeos nas redes sociais mostrando múltiplos projéteis atingindo navios atracados ou no mar. O Estreito de Ormuz é uma via crucial que transporta cerca de um quinto do petróleo mundial, e as mudanças na situação têm provocado grande atenção nos mercados energéticos e na indústria marítima internacional.
Os EUA afirmaram que a operação ocorreu em 10 de março, em resposta ao aumento das tensões recentes. Anteriormente, havia preocupações de que o Irã pudesse colocar minas no estreito, como resposta às ações conjuntas de ataques aéreos dos EUA e Israel iniciadas em 28 de fevereiro. Na última semana, cerca de 10 navios comerciais foram atacados na região, levando a uma redução significativa nas atividades de navegação no Estreito de Ormuz.
O mercado de energia já apresentou volatilidade evidente. Os preços futuros do petróleo chegaram a quase 120 dólares por barril no domingo, antes de recuar para abaixo de 100 dólares. Analistas acreditam que o presidente dos EUA, Donald Trump, tem sinalizado uma possível redução de tensões, indicando que o conflito pode diminuir, enquanto Washington também estuda soluções para aliviar a escassez de oferta, incluindo possíveis relaxamentos em algumas sanções ao petróleo.
Ao mesmo tempo, a mídia americana citou dois funcionários anônimos que afirmaram que Teerã já implantou algumas dezenas de minas no Estreito de Ormuz, embora essa quantidade ainda represente apenas uma parte da capacidade potencial do Irã de colocar minas. Trump publicou no Truth Social que os EUA “ainda não receberam relatórios confirmados de minas iranianas”, mas alertou que, se o Irã realizar ações relacionadas e não remover imediatamente as minas, enfrentará “consequências militares sem precedentes”.
No âmbito militar, os EUA atualmente dependem principalmente de corvetas da classe Independence para realizar tarefas de desminagem. Essas embarcações estão equipadas com drones subaquáticos e sensores de arrasto, além de outros dispositivos de desminagem de nova geração, embora a confiabilidade desses sistemas em condições marítimas complexas ainda seja discutida. Anteriormente, as corvetas da classe Vengeance, usadas na varredura de minas, foram aposentadas.
Ao mesmo tempo, a situação no Oriente Médio permanece tensa. Israel continua realizando ataques militares contra o Irã e o Líbano, enquanto alguns países do Golfo relatam interceptações de drones e mísseis vindos do Irã. Especialistas alertam que, se o tráfego no Estreito de Ormuz for ainda mais perturbado, toda a cadeia de suprimentos de energia global e o comércio marítimo internacional poderão enfrentar novos impactos.