Os presidentes da Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC) dos Estados Unidos, na quarta-feira (11/03), declararam claramente que, de acordo com as novas regras regulatórias implementadas pelo mais recente “GENIUS Act” dos EUA, as stablecoins, incluindo USDT e USDC, “não terão qualquer tipo de seguro de depósito da FDIC”. Esta medida visa distinguir rigorosamente os tokens de criptomoeda dos depósitos bancários tradicionais, quebrando a ilusão de que as stablecoins possuem garantias do governo americano.
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À medida que os EUA consolidam um quadro regulatório federal para criptomoedas, a linha de atuação do governo em relação aos ativos digitais torna-se cada vez mais clara. O presidente da FDIC, Travis Hill, recentemente fez uma declaração firme e clara sobre a posição regulatória das stablecoins: sob as novas regras do “GENIUS Act”, as stablecoins serão completamente excluídas da proteção do seguro de depósitos federais.
Este projeto de lei histórico, denominado “Lei de Orientação e Estabelecimento de Inovação Nacional para Stablecoins nos EUA” (GENIUS Act), foi oficialmente promulgado em 2025 e atualmente está sendo ativamente promovido por bancos e órgãos reguladores de mercado nos EUA para implementação de detalhes regulatórios.
O presidente da FDIC destacou que o “GENIUS Act” inclui uma proibição clara de oferecer qualquer seguro do FDIC para stablecoins (como USDC emitido pela Circle ou USDT emitido pela Tether, que visam manter uma paridade com o dólar). Os depósitos tradicionais bancários atualmente contam com uma garantia do governo de até 250 mil dólares, mas esse benefício não será estendido às stablecoins.
A análise aponta que o objetivo principal da regulamentação é estabelecer uma fronteira clara entre stablecoins e depósitos tradicionais em moeda fiduciária. No passado, alguns emissores ou participantes do mercado frequentemente operavam em áreas cinzentas, levando os investidores a acreditarem erroneamente que qualquer “stablecoin lastreada em dólar” equivalia a um depósito bancário de dólares.
De acordo com o “GENIUS Act”, futuros emissores de stablecoins terão que cumprir requisitos de transparência extremamente rigorosos. A lei não apenas proíbe explicitamente qualquer marketing que apresente stablecoins como “garantidas pelo governo dos EUA” ou “cobertas pelo seguro do FDIC”, mas também garante que os consumidores não confundam esses ativos digitais com a moeda fiduciária emitida pelo governo americano.
Embora a emissão de stablecoins sem garantia governamental seja permitida, a lei não impede a inovação. Pelo contrário, o “GENIUS Act” abre uma porta para instituições financeiras tradicionais, permitindo que instituições de depósito seguradas emitam stablecoins através da criação de entidades subsidiárias específicas (denominadas emissores de stablecoins autorizados, PPSI).
Para garantir a estabilidade financeira, essas entidades emissores deverão cumprir requisitos de reserva de 1:1 extremamente rigorosos, com ativos de reserva limitados a investimentos de baixo risco (por exemplo, proibidos de incluir títulos corporativos ou ações), prevenindo crises de corrida bancária. Em suma, a postura das autoridades regulatórias americanas está clara: apoiam a inovação financeira responsável, mas, se uma stablecoin colapsar, os contribuintes e o fundo de seguro federal não pagarão a conta.