Principais Conclusões:
O regulador financeiro na Austrália lembra aos jovens investidores que o interesse deles por criptomoedas está cada vez mais influenciado pelas redes sociais e inteligência artificial. Estudos recentes indicam que uma grande parte dos traders da Geração Z depende de conteúdos disponíveis online, embora raramente sejam factuais. As descobertas revelam que os jovens estão mais motivados a especular com criptomoedas através de algoritmos, influenciadores e tendências virais.
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Uma pesquisa da Comissão de Valores Mobiliários e de Investimentos da Austrália (ASIC) revelou que 63% dos australianos da Geração Z (18-28 anos) consomem informações financeiras nas redes sociais. Plataformas como YouTube e conteúdos de influenciadores desempenham um papel importante na forma como muitos jovens aprendem sobre os mercados.
A pesquisa também mostra que 30% das pessoas dependem do YouTube e 18% usam ferramentas de IA para buscar informações financeiras. Essas plataformas tendem a oferecer explicações simplificadas e rápidas, o que é bem-vindo pelos novatos em pesquisa de ativos digitais.
No entanto, a ASIC afirma que a estrutura dos algoritmos das redes sociais pode distorcer a educação financeira. O conteúdo muitas vezes é organizado de forma a gerar cliques e atenção, mas sem uma análise equilibrada.
Isso é especialmente perigoso no mercado de criptomoedas, onde os preços podem variar drasticamente em curtos períodos de tempo.

A pesquisa descobriu que 23% dos participantes da Geração Z já possuem criptomoedas, indicando a popularidade dessa classe de ativos entre os jovens investidores. Muitos desses investidores são bastante especulativos.
Entre os detentores de criptomoedas da Geração Z:
Esses dados indicam que um número considerável de jovens traders vêem as criptomoedas como uma tendência rápida, e não como um investimento.

Os riscos desse comportamento podem aumentar com a volatilidade do mercado. A rápida movimentação de preços e ciclos de hype tendem a ser valorizados na internet e podem levar ao trading de momentum, em vez de decisões baseadas em pesquisa.
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Segundo os oficiais da ASIC, os investidores podem cair na armadilha de desinformação ao depender de poucos recursos disponíveis na internet. A publicidade nas redes sociais ou o marketing por influenciadores podem criar falsas esperanças ou minimizar os riscos do mercado.
O regulador também destacou o grau de marketing de criptomoedas entre os jovens. Quase três quartos (72%) da Geração Z relataram ter visto anúncios de investimentos em criptomoedas nas redes sociais no último ano, e 41% indicaram que foram abordados diretamente com ofertas de ajuda para investir em criptomoedas.