OpenAI atualmente está em negociações aprofundadas com várias das principais empresas de private equity (PE), planejando estabelecer uma joint venture avaliada em cerca de 10 bilhões de dólares antes do investimento. A colaboração visa, através do poder dos gigantes de PE, integrar profundamente os produtos corporativos da OpenAI em grandes carteiras de empresas. Isso não só acelerará a comercialização da OpenAI, mas também é visto como uma estratégia importante na disputa com seu rival Anthropic pelo IPO até o final do ano.
(Atualização anterior: OpenClaw na próxima semana: suporte ao Claude Code e OpenAI Codex, fundador Steinberger ainda conciliando a escrita de código)
(Informação adicional: OpenAI adquiriu a empresa de segurança de IA Promptfoo: elevando testes de segurança e exercícios de red team a funcionalidades nativas do Frontier)
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A guerra comercial da IA generativa está se espalhando dos servidores do Vale do Silício para o centro de capital de Wall Street. Segundo a Reuters, citando fontes confidenciais, o gigante da inteligência artificial OpenAI está ativamente buscando alianças com os principais fundos de private equity globais, tentando estabelecer uma joint venture para dominar o mercado de software de IA empresarial.
De acordo com fontes, a OpenAI está em negociações avançadas com TPG, Advent International, Bain Capital e Brookfield Asset Management. O projeto de joint venture proposto tem uma avaliação pré-investimento de aproximadamente 10 bilhões de dólares.
Dentro desse acordo, espera-se que esses quatro investidores de PE aportem cerca de 4 bilhões de dólares (cada um aproximadamente 1 bilhão), em troca de participação acionária e assentos no conselho. Para demonstrar boa fé, a OpenAI oferece “ações preferenciais”, que concedem prioridade na distribuição de lucros e limitam riscos de queda; em contraste, seu concorrente Anthropic, em negociações similares, oferece apenas ações ordinárias sem essas proteções.
Por trás dessa aliança, há uma troca de interesses entre os gigantes tecnológicos e Wall Street.
Para os fundos de PE, o rápido desenvolvimento da IA generativa ameaça seus modelos tradicionais de investimento. Com esse aporte, os PE podem obter acesso antecipado às ferramentas corporativas da OpenAI (como a plataforma Frontier lançada recentemente), além de orientar suas empresas a integrar tecnologias de IA, oferecendo uma tábua de salvação para negócios tradicionais ameaçados pela automação.
Para a OpenAI, os fundos de PE controlam muitas empresas e decisões de orçamento de software. Isso cria uma vasta e leal “força de vendas direta”, capaz de acelerar a penetração de seus produtos de IA em diversos setores.
Essa intensa “relação de capital” evidencia a competição acirrada pelo mercado de IA corporativa. Fontes indicam que, no mercado empresarial, a Anthropic, fundada por ex-executivos da OpenAI, atualmente leva vantagem na adoção por clientes corporativos. Assim, tanto a OpenAI quanto a Anthropic estão buscando alianças com fundos de PE para ampliar sua participação de mercado.
Dados mostram que, até o final do mês passado, a receita anual total da OpenAI de 25 bilhões de dólares já inclui 10 bilhões de dólares provenientes de negócios corporativos. Fontes destacam que, com ambas as empresas sob pressão para realizar seu IPO ainda neste ano, quem conseguir consolidar sua posição no mercado corporativo através do capital de Wall Street terá maior potencial de valorização e domínio no mercado público futuro.