A empresa japonesa Metaplanet anunciou no dia 16 que levantou aproximadamente 255 milhões de dólares em novos fundos para continuar a adquirir Bitcoin, mantendo a sua estratégia de reserva centrada no Bitcoin nos últimos anos. Esta operação também fez desta empresa listada em Tóquio uma das mais observadas na Ásia em termos de exposição ao Bitcoin no mercado público.
A captação foi realizada através de uma emissão de novas ações com um prémio de 2% em relação ao preço de mercado, combinada com warrants de subscrição com um preço de exercício 10% acima do preço de mercado; se todos os warrants forem exercidos, o montante total arrecadado pode chegar a cerca de 531 milhões de dólares. A Metaplanet pretende acelerar a sua acumulação de Bitcoin, com a meta de possuir 210.000 BTC até 2027. Segundo dados do Coingecko, a empresa já possui atualmente 35.102 BTC, tornando-se o maior detentor corporativo de Bitcoin no Japão e uma referência de exposição indireta às criptomoedas no mercado tradicional.
Metaplanet levantou cerca de 255 milhões de dólares de investidores institucionais globais através de uma colocação de ações novas com um prémio de 2%, acompanhada de warrants de exercício fixo com um prémio de 10%, que podem gerar até cerca de 276 milhões de dólares adicionais em capital ao serem exercidos. Até cerca de 531 milhões de dólares… pic.twitter.com/0tg62TopGR
— Simon Gerovich (@gerovich) 16 de março de 2026
Esta última operação demonstra novamente que a Metaplanet continua altamente dependente do mercado de capitais para expandir as suas reservas de Bitcoin, ao contrário de uma estratégia de desaceleração após as rodadas anteriores de acumulação. O objetivo desta captação é acelerar a aquisição de Bitcoin; ao mesmo tempo, a empresa também suspendeu um plano antigo de emissão de até 210 milhões de ações, indicando uma intenção de reduzir a potencial diluição e focar numa nova estrutura de captação.
Este design é bastante notável, pois tenta equilibrar a ambição de expansão com a percepção dos acionistas. Com um preço de emissão acima do valor de mercado e warrants com preços de exercício mais elevados, a Metaplanet claramente quer transmitir ao mercado que acredita que o seu preço de ação ainda é suficiente para suportar um modelo de operação de capital centrado no BTC. Algumas notícias de mercado também indicam que esta nova estrutura de warrants está relacionada à gestão do valor patrimonial por ação ou ao valor dos ativos, refletindo a intenção de que futuras emissões estejam vinculadas ao crescimento da exposição ao Bitcoin por ação, e não apenas à diluição.
A ambição da empresa vai além de alocação, busca escala
O que torna esta captação ainda mais interessante é a escala da ambição da Metaplanet. O seu plano denominado “555 Million Plan” tem como objetivo possuir 100.000 BTC até o final de 2026 e alcançar 210.000 BTC até 2027. Para uma empresa listada no Japão, esses objetivos são bastante incomuns; se forem alcançados, a Metaplanet entrará para o grupo das três maiores detentoras corporativas de Bitcoin do mundo.
Este planejamento de longo prazo também está se expandindo de uma simples gestão de reservas para uma construção mais ampla do ecossistema Bitcoin. Poucos dias antes da última captação, a Metaplanet criou uma subsidiária integral, a Metaplanet Ventures K.K., com planos de investir cerca de 4 bilhões de ienes nos próximos dois a três anos em startups e infraestrutura relacionadas ao Bitcoin no Japão. Isso demonstra que a empresa não quer apenas possuir mais BTC, mas também posicionar-se de forma mais central na economia mais ampla do Bitcoin.
Atualmente, a mensagem transmitida por esta nova captação é bastante clara: a Metaplanet não pretende recuar de sua estratégia de Bitcoin. Com os 255 milhões de dólares já assegurados e a possibilidade de expansão adicional caso todos os warrants sejam exercidos, a empresa reforça sua capacidade de continuar comprando mais BTC, mantendo a acumulação corporativa de Bitcoin como um tema de alta atenção no mercado público.