A tendência de alta do ouro ainda está em andamento, mas o impulso desta rodada de valorização é diferente. O analista Jeremy Boulton aponta que a atual alta do ouro é impulsionada por fundos “não especulativos”, o que altera a estrutura de motivação do mercado tradicional de ouro. Desde os dados de posições até a tendência do dólar, tudo indica que uma profunda reestruturação na alocação de ativos está ocorrendo.
Mudanças silenciosas na estrutura de posições
Os dados desta onda de alta do ouro são impressionantes:
Recorde histórico: US$ 4967 por onça (atingido na sexta-feira)
Magnitude do aumento: mais de US$ 2000 por onça desde janeiro de 2025
Mudanças nas posições: em janeiro de 2025, as posições longas ultrapassaram 300 mil contratos, atualmente estão em torno de 200 mil
Esses dados revelam um fenômeno interessante. O preço do ouro subiu mais de US$ 2000, mas as posições longas, na verdade, diminuíram. Normalmente, esse tipo de aumento deveria atrair uma grande quantidade de fundos especulativos para construir posições, mas isso não aconteceu. O que isso significa?
Estabilidade de fundos não especulativos
A análise de Jeremy Boulton aponta para um ponto-chave: os compradores atuais não são principalmente especuladores. Essas fontes de demanda apresentam algumas características:
Posições mais estáveis, sem entradas e saídas frequentes
Tendência a manter as posições por longo prazo após a compra
Insensibilidade às oscilações de curto prazo no preço
Posições relativamente dispersas, sem grandes contratos concentrados
O que isso implica? Significa que essa alta não está sendo pressionada por posições especulativas em grande escala. Em outras palavras, se fundos especulativos entrassem massivamente, poderiam criar uma resistência natural de preço. Mas, neste momento, essa resistência não existe, e o ouro tem mais espaço para subir.
Implicações do enfraquecimento do dólar
Durante a alta do ouro, o dólar também enfraqueceu, e isso não é uma coincidência. Jeremy Boulton acredita que isso sugere que a demanda pode estar relacionada à reestruturação das reservas cambiais por parte de diversos países.
Outra perspectiva: se fosse apenas especulação pura, a relação entre o enfraquecimento do dólar e a alta do ouro seria mais direta. Mas a situação atual é mais complexa — bancos centrais e instituições oficiais podem estar reconfigurando suas reservas, aumentando a proporção de ouro e reduzindo a de dólares. Trata-se de uma mudança estratégica na alocação de ativos, e não de uma ação especulativa.
As características dessas fontes de demanda incluem:
Motivação baseada em necessidades estratégicas de longo prazo, não em ganhos de curto prazo
Ritmo de compras relativamente estável, sem compras massivas de uma só vez
Após a aquisição, o período de manutenção das posições é longo
Reação insensível às oscilações de preço
Lições para o futuro
A estrutura de posições dessa natureza tem uma implicação importante: o potencial de alta do ouro pode não encontrar uma resistência forte.
Em um mercado de alta tradicional do ouro, quando fundos especulativos entram em grande quantidade, geralmente há uma pressão de realização de lucros — esses fundos de curto prazo tendem a realizar lucros em determinados níveis de preço, limitando a subida do ouro. Mas, se os compradores principais forem fundos não especulativos, essa pressão se reduz significativamente.
A lógica de Jeremy Boulton é: na ausência de posições longas de grande escala, o preço do ouro pode subir ainda mais. Essa avaliação faz sentido — quando o mercado carece de uma pressão especulativa concentrada, os preços tendem a avançar mais longe.
Resumo
A particularidade desta onda de alta do ouro é que ela é impulsionada por fundos não especulativos. Não se trata de um jogo de investidores de varejo ou hedge funds, mas de bancos centrais e instituições oficiais realizando uma reestruturação estratégica de seus ativos. A estabilidade na estrutura de posições indica que há menos resistência forte ao avanço, e o potencial de alta do ouro pode ser maior do que o esperado. O acompanhamento futuro mais importante será a tendência do dólar e o progresso na reestruturação das reservas cambiais internacionais, pois esses fatores influenciarão diretamente o equilíbrio entre oferta e demanda do ouro.
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Após a quebra do ouro acima de 4967 dólares, o verdadeiro impulsionador são os fundos não especulativos
A tendência de alta do ouro ainda está em andamento, mas o impulso desta rodada de valorização é diferente. O analista Jeremy Boulton aponta que a atual alta do ouro é impulsionada por fundos “não especulativos”, o que altera a estrutura de motivação do mercado tradicional de ouro. Desde os dados de posições até a tendência do dólar, tudo indica que uma profunda reestruturação na alocação de ativos está ocorrendo.
Mudanças silenciosas na estrutura de posições
Os dados desta onda de alta do ouro são impressionantes:
Esses dados revelam um fenômeno interessante. O preço do ouro subiu mais de US$ 2000, mas as posições longas, na verdade, diminuíram. Normalmente, esse tipo de aumento deveria atrair uma grande quantidade de fundos especulativos para construir posições, mas isso não aconteceu. O que isso significa?
Estabilidade de fundos não especulativos
A análise de Jeremy Boulton aponta para um ponto-chave: os compradores atuais não são principalmente especuladores. Essas fontes de demanda apresentam algumas características:
O que isso implica? Significa que essa alta não está sendo pressionada por posições especulativas em grande escala. Em outras palavras, se fundos especulativos entrassem massivamente, poderiam criar uma resistência natural de preço. Mas, neste momento, essa resistência não existe, e o ouro tem mais espaço para subir.
Implicações do enfraquecimento do dólar
Durante a alta do ouro, o dólar também enfraqueceu, e isso não é uma coincidência. Jeremy Boulton acredita que isso sugere que a demanda pode estar relacionada à reestruturação das reservas cambiais por parte de diversos países.
Outra perspectiva: se fosse apenas especulação pura, a relação entre o enfraquecimento do dólar e a alta do ouro seria mais direta. Mas a situação atual é mais complexa — bancos centrais e instituições oficiais podem estar reconfigurando suas reservas, aumentando a proporção de ouro e reduzindo a de dólares. Trata-se de uma mudança estratégica na alocação de ativos, e não de uma ação especulativa.
As características dessas fontes de demanda incluem:
Lições para o futuro
A estrutura de posições dessa natureza tem uma implicação importante: o potencial de alta do ouro pode não encontrar uma resistência forte.
Em um mercado de alta tradicional do ouro, quando fundos especulativos entram em grande quantidade, geralmente há uma pressão de realização de lucros — esses fundos de curto prazo tendem a realizar lucros em determinados níveis de preço, limitando a subida do ouro. Mas, se os compradores principais forem fundos não especulativos, essa pressão se reduz significativamente.
A lógica de Jeremy Boulton é: na ausência de posições longas de grande escala, o preço do ouro pode subir ainda mais. Essa avaliação faz sentido — quando o mercado carece de uma pressão especulativa concentrada, os preços tendem a avançar mais longe.
Resumo
A particularidade desta onda de alta do ouro é que ela é impulsionada por fundos não especulativos. Não se trata de um jogo de investidores de varejo ou hedge funds, mas de bancos centrais e instituições oficiais realizando uma reestruturação estratégica de seus ativos. A estabilidade na estrutura de posições indica que há menos resistência forte ao avanço, e o potencial de alta do ouro pode ser maior do que o esperado. O acompanhamento futuro mais importante será a tendência do dólar e o progresso na reestruturação das reservas cambiais internacionais, pois esses fatores influenciarão diretamente o equilíbrio entre oferta e demanda do ouro.