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Resultados das Big Techs e reunião do FOMC coincidem no 'ponto máximo do trimestre'… a maior variável na Bolsa de Nova Iorque até o final de janeiro
Fonte: BlockMedia Título Original: 빅테크 실적·FOMC 회의 겹친 ‘분기 최대 고비’…1월 말 뉴욕증시 최대 변수는 Link Original: A bolsa dos EUA encerrou janeiro com a semana mais movimentada do primeiro trimestre de 2024( de 26 a 31 de janeiro), numa altura em que a incerteza geopolítica e a controvérsia sobre a fraqueza do dólar continuam a dominar o cenário. A expectativa é de que a reunião do Comité Federal de Mercado Aberto(FOMC) e os resultados de empresas como Microsoft, Meta, Tesla e Apple sejam divulgados simultaneamente, aumentando a cautela dos investidores.
Bolsa de Nova Iorque, queda por duas semanas consecutivas
Na semana passada, a bolsa de Nova Iorque continuou a tendência de queda por duas semanas consecutivas. O índice S&P(500) caiu 0,4% na semana, permanecendo praticamente inalterado, enquanto o Dow Jones Industrial Average caiu 0,7% ao longo da semana. O índice Nasdaq Composite, apesar de uma recuperação na sexta-feira, fechou a semana com uma queda de cerca de 0,1%. As notícias geopolíticas e a incerteza nas políticas desde o início do ano têm limitado a preferência por ativos de risco.
No mercado de commodities, o destaque foi o aumento do preço do gás natural. Com uma onda de frio polar que se espalhou por todo o território dos EUA, os futuros de gás natural subiram 75% em cinco dias, sendo um exemplo de aumento de preço de curto prazo devido à insegurança no fornecimento de energia.
Dólar em oscilação, movimento para ativos seguros
As questões políticas e diplomáticas também aumentaram a volatilidade do mercado. Na Fórum Econômico Mundial(WEF) em Davos, Suíça, os presidentes Trump e líderes europeus concordaram em negociações sobre a questão da Groenlândia, mas também evidenciaram diferenças de perceção entre os EUA e os aliados ocidentais. Nesse processo, voltou a surgir a dúvida sobre a posição do dólar como ativo seguro.
O estratega global de câmbio e taxas do Macquarie afirmou: “O acordo sobre a Groenlândia mitigou preocupações de tarifas ou conflitos de curto prazo, mas não resolveu o problema estrutural de isolamento entre os EUA e seus aliados”, acrescentando que “o mercado começou a refletir a possibilidade de enfraquecimento do papel do dólar num mundo mais fragmentado.”
De fato, no mercado cambial, o dólar mostrou fraqueza. Nos últimos cinco dias de negociação, o euro valorizou cerca de 2% em relação ao dólar, enquanto o dólar caiu mais de 2,7% em relação ao franco suíço. Em relação ao iene, a queda foi de aproximadamente 1,8%, indicando uma preferência crescente por ativos seguros além do dólar por parte dos investidores globais.
Federal Reserve mantém taxas, Big Tech investe
Agora, o foco do mercado está nesta semana. É provável que o Federal Reserve mantenha a taxa de juros entre 3,5% e 3,75% na reunião de janeiro do FOMC. Segundo o CME Group, o mercado está a refletir uma probabilidade de 97% de manutenção da taxa. No entanto, após o término do mandato de Jerome Powell, as discussões sobre o próximo presidente do Fed estão emergindo como uma variável de política.
No que diz respeito aos resultados corporativos, o investimento em inteligência artificial(AI) pelas Big Techs é uma variável-chave. Microsoft, Meta e Tesla divulgarão resultados na quarta-feira após o encerramento do mercado, enquanto a Apple apresentará seus resultados na quinta-feira. A Meta já elevou sua orientação de investimento anual para US$ 70 a 72 bilhões, e a Microsoft anunciou que seu investimento até 2026 ultrapassará US$ 88,2 bilhões em 2025.
Esses investimentos agressivos também estão mudando a estrutura de captação de recursos. Nos últimos trimestres, as empresas de tecnologia emitiram cerca de US$ 700 bilhões em títulos de grau de investimento, aproximando-se do setor financeiro. Isso indica uma mudança na dinâmica do mercado de títulos de grau de investimento.
Alguns analistas alertam também para o peso da avaliação. “A IA é uma inovação tecnológica fundamental, mas não podemos ignorar os riscos de gastos ilimitados e de avaliações excessivas”, alertam. Além disso, os custos de energia decorrentes da expansão de data centers e as questões sociais relacionadas também representam novas variáveis para as empresas de tecnologia.
Rally de metais preciosos, início de superciclo
Por outro lado, em meio à instabilidade geopolítica e à fraqueza do dólar, o mercado de metais continua em alta. O preço do ouro subiu cerca de 8% na semana passada, ultrapassando US$ 4.900 por onça troy, com uma previsão de alta para US$ 5.400. A prata atingiu um recorde, passando de US$ 100 pela primeira vez, enquanto o platina subiu mais de 30% desde o início do ano.
Os metais industriais também estão em alta, impulsionados pela demanda crescente. O cobre, beneficiado pela demanda por data centers, mantém a tendência de alta desde o início do ano, assim como o lítio e o estanho. O analista de metais do HSBC afirmou: “A transição energética e a demanda por infraestrutura de IA estão abrindo a possibilidade de um superciclo em alguns mercados de metais.”
A última semana de janeiro será decisiva para o mercado financeiro global, que estará atento às direções do Fed e aos resultados das Big Techs. Os investidores estão de olho na possibilidade de que os investimentos massivos em IA possam se traduzir em crescimento real e aumento de produtividade.