Vamos entrar numa fase significativa para a indústria de ativos digitais. O projeto de lei dos EUA para regulamentação de criptomoedas está a tornar-se mais claro e cada vez mais próximo de se tornar realidade. A questão já não é se é necessário agir, mas quando é que será lei e como será lançado no mercado.
Com base nas discussões no Congresso e no Poder Executivo, os principais elementos do projeto de lei para a estrutura de mercado já receberam apoio bipartidário. Os obstáculos remanescentes são o bloqueio político, confirmações pendentes nas agências reguladoras e algumas questões legislativas ainda não resolvidas. Mas a direção já não é confusa.
De Promessas à Implementação: O Projeto de Lei Está a Tomar Forma
O ano de 2026 servirá como ano de teste para avaliar quão rapidamente podem começar a aplicar-se as novas regras. O projeto de lei concentra-se em dois objetivos principais:
Primeiro, criar um caminho claro e seguro para startups e empresários de criptomoedas obterem certeza jurídica, em vez de temerem a aplicação retroativa. Segundo, restabelecer o comércio global dentro do país — pois atualmente, mais de 80% do volume ocorre fora dos EUA.
Estas discussões centrais sobre a estrutura de mercado, classificação de tokens e provisão de liquidez retornam todos a esses dois objetivos. Se forem resolvidos, toda a paisagem mudará.
O Projeto de Lei de Estrutura de Mercado: Token como Commodidade ou Segurança?
Uma das partes mais empolgantes do projeto de lei é a nova abordagem na classificação de tokens. Atualmente, todos tentam encaixar tudo na estrutura de segurança, mesmo quando não se ajusta realmente.
A proposta é a seguinte: se um token não for realmente uma segurança no sentido tradicional — por exemplo, funciona de forma independente e possui utilidade na rede — deve ser tratado como uma commodity quando negociado em mercados secundários. A necessidade de capital e captação de recursos continua sob a SEC, mas o comércio diário fica sob a jurisdição dos reguladores de commodities.
É como funciona o mercado financeiro tradicional. A SEC regula a divulgação e o combate a fraudes na fase de captação de recursos. O regulador de commodities foca na integridade do mercado e nos derivados.
Essa lógica é mais clara e mais prática. Não há demarcação na interação com projetos não comprovados que não cumprem todos os requisitos de uma oferta pública inicial (IPO). Se implementada corretamente, dará aos emissores certeza jurídica enquanto permite que tokens não-seguridade sejam negociados em plataformas reguladas. Isso é fundamental para construir liquidez onshore e atrair participação institucional.
Competição, Não Apenas Conformidade: Uma Nova Perspectiva em Formação
A segunda mudança principal no projeto de lei é o foco na competitividade global. A realidade atual é preocupante: 80% do volume de negociação de criptomoedas ainda ocorre offshore.
Os formuladores de políticas reconhecem que a superregulação não elimina riscos — apenas exporta a atividade para outros países. Assim, o projeto de lei visa tornar o país mais atrativo para fazer negócios aqui.
Isso implica um foco mais amplo em regras neutras em tecnologia que controlam resultados — mercados justos, divulgação clara, integridade do mercado — em vez de ditar arquiteturas técnicas específicas. Se o objetivo é recuperar volume offshore, a clareza e usabilidade são mais importantes do que a pureza teórica.
Dois Questões Críticas no Projeto de Lei
O sucesso depende de duas soluções:
Objetivo 1: Classificação Clara de Tokens
Qualquer estrutura para “tokens de rede” deve basear-se em critérios objetivos e observáveis — como o token realmente funciona atualmente e qual é sua utilidade real. Não apenas o mecanismo de emissão histórico, mas o estado atual da rede, governança e direitos econômicos.
Investidores, traders e consultores precisam avaliar o token com base na arquitetura, governança, uso no mundo real e incentivos econômicos. Essa clareza ajudará todos a tomar decisões informadas.
Objetivo 2: Estrutura Legal para Market Makers
Não há mercados profundos sem provedores de liquidez profissionais dispostos a cotar em ambos os lados, manter inventário e absorver a volatilidade de preços. O projeto de lei deve oferecer uma proteção explícita para atividades legítimas de market making.
Sem clareza legal, os market makers migrarão para o exterior para evitar riscos regulatórios. O resultado será livros mais finos, spreads mais amplos e maior volatilidade — exatamente o oposto dos objetivos regulatórios.
Especialistas Respondem a Essas Perguntas
P: Por que a última questão é se tokens sempre tratados como security?
Quando um token é originalmente emitido como security, passa pelos requisitos regulatórios tradicionais de finanças. Mas, à medida que cresce, passa para mercados secundários e adquire efeitos de rede, o uso e o controle mudam. A economia fica mais próxima de uma negociação de commodities do que de uma oferta de securities.
Se um “security” for sempre “security”, a regulamentação não reflete a realidade. O framework torna-se ambíguo, o status legal incerto e prejudica o funcionamento do mercado. O projeto de lei olha para o que o token é agora, não para como começou.
P: Por que market makers evitam o mercado dos EUA e operam no exterior?
No mercado de criptomoedas dos EUA atualmente, os market makers enfrentam regras ambíguas e incerteza regulatória. Não há orientações claras sobre o que é legal ou ilegal na atividade de market making. Risco de aplicação retroativa ou classificação que pode mudar no futuro.
Não há uma isenção reconhecida de “market maker de criptomoedas”. Mesmo uma provisão legítima de liquidez pode ser vista pelo regulador como manipulação de mercado. Por isso, a decisão racional é operar onde há certeza — geralmente offshore. O projeto de lei busca mudar isso.
P: Como uma classificação mais clara ajuda investidores e consultores?
A incerteza regulatória é inerentemente arriscada. Quando há risco regulatório adicional, o investidor exige um prêmio. A preocupação com deslistagem ou baixa liquidez aumenta ainda mais a preocupação.
Para os consultores com dever fiduciário, investir em ativos com classificação ambígua pode ser considerado imprudente. Muitos evitam criptomoedas devido à incerteza regulatória — não por causa da tecnologia subjacente, mas pelo risco legal.
Uma classificação mais clara trará tranquilidade, preços mais previsíveis e maior participação institucional. O efeito será que as criptomoedas passarão a fazer parte de carteiras tradicionais, não mais como uma especulação marginal.
O Que Podemos Esperar em 2026?
Este ano será de transição. O progresso provavelmente virá por meio de estruturas operacionais amplamente alinhadas — ajustes na estrutura de mercado, clareza na classificação de tokens e orientações na provisão de liquidez.
Mesmo que sejam passos incrementais, serão transformadores. O sinal claro é: os EUA estão lentamente, mas seguramente, avançando em direção a mercados de criptomoedas regulados, competitivos e acessíveis a instituições.
A única questão é quão rápido o projeto de lei será implementado na prática.
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Proposta de Regulamentação de Criptomoedas dos EUA: Apoiará até 2026?
Vamos entrar numa fase significativa para a indústria de ativos digitais. O projeto de lei dos EUA para regulamentação de criptomoedas está a tornar-se mais claro e cada vez mais próximo de se tornar realidade. A questão já não é se é necessário agir, mas quando é que será lei e como será lançado no mercado.
Com base nas discussões no Congresso e no Poder Executivo, os principais elementos do projeto de lei para a estrutura de mercado já receberam apoio bipartidário. Os obstáculos remanescentes são o bloqueio político, confirmações pendentes nas agências reguladoras e algumas questões legislativas ainda não resolvidas. Mas a direção já não é confusa.
De Promessas à Implementação: O Projeto de Lei Está a Tomar Forma
O ano de 2026 servirá como ano de teste para avaliar quão rapidamente podem começar a aplicar-se as novas regras. O projeto de lei concentra-se em dois objetivos principais:
Primeiro, criar um caminho claro e seguro para startups e empresários de criptomoedas obterem certeza jurídica, em vez de temerem a aplicação retroativa. Segundo, restabelecer o comércio global dentro do país — pois atualmente, mais de 80% do volume ocorre fora dos EUA.
Estas discussões centrais sobre a estrutura de mercado, classificação de tokens e provisão de liquidez retornam todos a esses dois objetivos. Se forem resolvidos, toda a paisagem mudará.
O Projeto de Lei de Estrutura de Mercado: Token como Commodidade ou Segurança?
Uma das partes mais empolgantes do projeto de lei é a nova abordagem na classificação de tokens. Atualmente, todos tentam encaixar tudo na estrutura de segurança, mesmo quando não se ajusta realmente.
A proposta é a seguinte: se um token não for realmente uma segurança no sentido tradicional — por exemplo, funciona de forma independente e possui utilidade na rede — deve ser tratado como uma commodity quando negociado em mercados secundários. A necessidade de capital e captação de recursos continua sob a SEC, mas o comércio diário fica sob a jurisdição dos reguladores de commodities.
É como funciona o mercado financeiro tradicional. A SEC regula a divulgação e o combate a fraudes na fase de captação de recursos. O regulador de commodities foca na integridade do mercado e nos derivados.
Essa lógica é mais clara e mais prática. Não há demarcação na interação com projetos não comprovados que não cumprem todos os requisitos de uma oferta pública inicial (IPO). Se implementada corretamente, dará aos emissores certeza jurídica enquanto permite que tokens não-seguridade sejam negociados em plataformas reguladas. Isso é fundamental para construir liquidez onshore e atrair participação institucional.
Competição, Não Apenas Conformidade: Uma Nova Perspectiva em Formação
A segunda mudança principal no projeto de lei é o foco na competitividade global. A realidade atual é preocupante: 80% do volume de negociação de criptomoedas ainda ocorre offshore.
Os formuladores de políticas reconhecem que a superregulação não elimina riscos — apenas exporta a atividade para outros países. Assim, o projeto de lei visa tornar o país mais atrativo para fazer negócios aqui.
Isso implica um foco mais amplo em regras neutras em tecnologia que controlam resultados — mercados justos, divulgação clara, integridade do mercado — em vez de ditar arquiteturas técnicas específicas. Se o objetivo é recuperar volume offshore, a clareza e usabilidade são mais importantes do que a pureza teórica.
Dois Questões Críticas no Projeto de Lei
O sucesso depende de duas soluções:
Objetivo 1: Classificação Clara de Tokens
Qualquer estrutura para “tokens de rede” deve basear-se em critérios objetivos e observáveis — como o token realmente funciona atualmente e qual é sua utilidade real. Não apenas o mecanismo de emissão histórico, mas o estado atual da rede, governança e direitos econômicos.
Investidores, traders e consultores precisam avaliar o token com base na arquitetura, governança, uso no mundo real e incentivos econômicos. Essa clareza ajudará todos a tomar decisões informadas.
Objetivo 2: Estrutura Legal para Market Makers
Não há mercados profundos sem provedores de liquidez profissionais dispostos a cotar em ambos os lados, manter inventário e absorver a volatilidade de preços. O projeto de lei deve oferecer uma proteção explícita para atividades legítimas de market making.
Sem clareza legal, os market makers migrarão para o exterior para evitar riscos regulatórios. O resultado será livros mais finos, spreads mais amplos e maior volatilidade — exatamente o oposto dos objetivos regulatórios.
Especialistas Respondem a Essas Perguntas
P: Por que a última questão é se tokens sempre tratados como security?
Quando um token é originalmente emitido como security, passa pelos requisitos regulatórios tradicionais de finanças. Mas, à medida que cresce, passa para mercados secundários e adquire efeitos de rede, o uso e o controle mudam. A economia fica mais próxima de uma negociação de commodities do que de uma oferta de securities.
Se um “security” for sempre “security”, a regulamentação não reflete a realidade. O framework torna-se ambíguo, o status legal incerto e prejudica o funcionamento do mercado. O projeto de lei olha para o que o token é agora, não para como começou.
P: Por que market makers evitam o mercado dos EUA e operam no exterior?
No mercado de criptomoedas dos EUA atualmente, os market makers enfrentam regras ambíguas e incerteza regulatória. Não há orientações claras sobre o que é legal ou ilegal na atividade de market making. Risco de aplicação retroativa ou classificação que pode mudar no futuro.
Não há uma isenção reconhecida de “market maker de criptomoedas”. Mesmo uma provisão legítima de liquidez pode ser vista pelo regulador como manipulação de mercado. Por isso, a decisão racional é operar onde há certeza — geralmente offshore. O projeto de lei busca mudar isso.
P: Como uma classificação mais clara ajuda investidores e consultores?
A incerteza regulatória é inerentemente arriscada. Quando há risco regulatório adicional, o investidor exige um prêmio. A preocupação com deslistagem ou baixa liquidez aumenta ainda mais a preocupação.
Para os consultores com dever fiduciário, investir em ativos com classificação ambígua pode ser considerado imprudente. Muitos evitam criptomoedas devido à incerteza regulatória — não por causa da tecnologia subjacente, mas pelo risco legal.
Uma classificação mais clara trará tranquilidade, preços mais previsíveis e maior participação institucional. O efeito será que as criptomoedas passarão a fazer parte de carteiras tradicionais, não mais como uma especulação marginal.
O Que Podemos Esperar em 2026?
Este ano será de transição. O progresso provavelmente virá por meio de estruturas operacionais amplamente alinhadas — ajustes na estrutura de mercado, clareza na classificação de tokens e orientações na provisão de liquidez.
Mesmo que sejam passos incrementais, serão transformadores. O sinal claro é: os EUA estão lentamente, mas seguramente, avançando em direção a mercados de criptomoedas regulados, competitivos e acessíveis a instituições.
A única questão é quão rápido o projeto de lei será implementado na prática.