Qual é o bom negócio no mundo dos ativos digitais? Não se trata de comprar e vender milhares de tipos de criptomoedas. Segundo o famoso investidor do Shark Tank, Kevin O’Leary, o verdadeiro lucro está nos ativos principais: terra, eletricidade e a infraestrutura que sustenta toda a indústria. Sua grande aposta em data centers e operações de mineração indica uma mudança profunda em relação a onde realmente o dinheiro está na ecossistema de criptomoedas.
Terra e Eletricidade: O Verdadeiro Valor da Infraestrutura de Data Centers
O’Leary revelou à CoinDesk que possui 26.000 hectares de terra distribuídos em várias regiões, todos preparados para operações de alta intensidade energética. Isso inclui 13.000 hectares em Alberta, Canadá, já divulgados publicamente, e mais 13.000 hectares em locais confidenciais, atualmente aguardando permissões regulatórias.
Porém, a estratégia de O’Leary não é simplesmente comprar terras. Seu modelo baseia-se em uma compreensão profunda do que realmente precisam as operações de mineração de Bitcoin e data centers de IA: grandes áreas e eletricidade barata e confiável. “Não preciso construir um data center,” explica ele. “Meu trabalho é preparar locais prontos para uso, completos com todas as permissões e infraestrutura.”
Seu investimento na BitZero—uma empresa que opera data centers na Noruega, Finlândia e North Dakota—mostra sua estratégia. Essa empresa oferece soluções de mineração de Bitcoin e computação de alto desempenho, lucrando ao fornecer serviços a clientes dispostos a pagar por infraestrutura otimizada. O modelo é semelhante ao desenvolvimento imobiliário tradicional: lucra-se alugando espaço e recursos, não construindo do zero.
O contrato de eletricidade em alguns desses locais, onde o preço é inferior a seis centavos por quilowatt-hora, é mais importante do que suas participações em Bitcoin. É por isso que o investimento em infraestrutura lidera suas participações em tokens—cerca de 19% de seus ativos estão focados em terras e infraestrutura relacionadas a cripto.
Por que Bitcoin e Ethereum São os Únicos Importantes para as Instituições
O’Leary é direto e sem ambiguidades quanto ao futuro das criptomoedas alternativas: a maioria delas não voltará a subir. Seus estudos de mercado mostram uma concentração impressionante em apenas dois ativos digitais.
Segundo ele, o capital institucional—o dinheiro real que movimenta os mercados—está focado apenas em Bitcoin e Ethereum. “Para capturar 97,2% do movimento total do mercado desde o início das criptos, você precisa de apenas duas posições: Bitcoin e Ethereum,” demonstra com dados. Todas as outras criptomoedas permaneceram no mesmo nível ou subiram pouco—e, em muitos casos, não voltaram ao valor anterior.
Um estudo independente da Charles Schwab reforça essa observação. Quase 80% da avaliação de mercado prevista de US$3,2 trilhões está centrada em Bitcoin e Ethereum, mesmo com milhares de novos projetos surgindo continuamente. Essa é uma informação crítica para investidores: o grande dinheiro está nas duas maiores blockchains.
A Regulação Como Chave: Como o Mercado de Criptomoedas Vai Mudar
Qual é o potencial para desbloquear uma adoção institucional massiva de criptomoedas? Segundo O’Leary, é a regulação. O Congresso dos EUA está atualmente revisando um projeto de lei abrangente sobre a estrutura do mercado de criptomoedas que pode transformar o setor.
Porém, o rascunho atual do projeto tem problemas. Inclui uma cláusula que proíbe rendimentos em contas de stablecoins—uma política que ele considera injusta. Clientes de bancos tradicionais podem ganhar juros em depósitos, mas no mundo cripto, isso não é permitido. Assim, não há incentivo para os usuários experimentarem produtos de stablecoin.
A Coinbase, que lucrou bastante—US$355 milhões apenas no terceiro trimestre de 2025 com ofertas de rendimento de stablecoins—registrou forte oposição ao projeto devido a essa restrição. A Circle, emissora de USDC e parceira estratégica da Coinbase, deseja oferecer recompensas aos titulares de contas, como fazem as instituições financeiras tradicionais.
A percepção de O’Leary é profunda: “Enquanto não permitirmos que os usuários de stablecoin recebam juros sobre seus depósitos, será difícil a comunidade adotar amplamente.” A regulação, em vez de abrir portas, pode criar obstáculos—ou, ao contrário, ser o maior catalisador para uma adoção realmente mainstream.
A vida gira em torno de escolher onde investir. Para Kevin O’Leary, a resposta é simples: infraestrutura, terra e eletricidade são os negócios capazes de construir o futuro das criptomoedas e da inteligência artificial. Não são as moedas e tokens que proliferam como joias no mercado. O verdadeiro lucro está na fundação—literal e figurativamente.
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Qual é o Bom Negócio: Por que Kevin O'Leary aposta em Infraestrutura, não em Token de Criptomoeda
Qual é o bom negócio no mundo dos ativos digitais? Não se trata de comprar e vender milhares de tipos de criptomoedas. Segundo o famoso investidor do Shark Tank, Kevin O’Leary, o verdadeiro lucro está nos ativos principais: terra, eletricidade e a infraestrutura que sustenta toda a indústria. Sua grande aposta em data centers e operações de mineração indica uma mudança profunda em relação a onde realmente o dinheiro está na ecossistema de criptomoedas.
Terra e Eletricidade: O Verdadeiro Valor da Infraestrutura de Data Centers
O’Leary revelou à CoinDesk que possui 26.000 hectares de terra distribuídos em várias regiões, todos preparados para operações de alta intensidade energética. Isso inclui 13.000 hectares em Alberta, Canadá, já divulgados publicamente, e mais 13.000 hectares em locais confidenciais, atualmente aguardando permissões regulatórias.
Porém, a estratégia de O’Leary não é simplesmente comprar terras. Seu modelo baseia-se em uma compreensão profunda do que realmente precisam as operações de mineração de Bitcoin e data centers de IA: grandes áreas e eletricidade barata e confiável. “Não preciso construir um data center,” explica ele. “Meu trabalho é preparar locais prontos para uso, completos com todas as permissões e infraestrutura.”
Seu investimento na BitZero—uma empresa que opera data centers na Noruega, Finlândia e North Dakota—mostra sua estratégia. Essa empresa oferece soluções de mineração de Bitcoin e computação de alto desempenho, lucrando ao fornecer serviços a clientes dispostos a pagar por infraestrutura otimizada. O modelo é semelhante ao desenvolvimento imobiliário tradicional: lucra-se alugando espaço e recursos, não construindo do zero.
O contrato de eletricidade em alguns desses locais, onde o preço é inferior a seis centavos por quilowatt-hora, é mais importante do que suas participações em Bitcoin. É por isso que o investimento em infraestrutura lidera suas participações em tokens—cerca de 19% de seus ativos estão focados em terras e infraestrutura relacionadas a cripto.
Por que Bitcoin e Ethereum São os Únicos Importantes para as Instituições
O’Leary é direto e sem ambiguidades quanto ao futuro das criptomoedas alternativas: a maioria delas não voltará a subir. Seus estudos de mercado mostram uma concentração impressionante em apenas dois ativos digitais.
Segundo ele, o capital institucional—o dinheiro real que movimenta os mercados—está focado apenas em Bitcoin e Ethereum. “Para capturar 97,2% do movimento total do mercado desde o início das criptos, você precisa de apenas duas posições: Bitcoin e Ethereum,” demonstra com dados. Todas as outras criptomoedas permaneceram no mesmo nível ou subiram pouco—e, em muitos casos, não voltaram ao valor anterior.
Um estudo independente da Charles Schwab reforça essa observação. Quase 80% da avaliação de mercado prevista de US$3,2 trilhões está centrada em Bitcoin e Ethereum, mesmo com milhares de novos projetos surgindo continuamente. Essa é uma informação crítica para investidores: o grande dinheiro está nas duas maiores blockchains.
A Regulação Como Chave: Como o Mercado de Criptomoedas Vai Mudar
Qual é o potencial para desbloquear uma adoção institucional massiva de criptomoedas? Segundo O’Leary, é a regulação. O Congresso dos EUA está atualmente revisando um projeto de lei abrangente sobre a estrutura do mercado de criptomoedas que pode transformar o setor.
Porém, o rascunho atual do projeto tem problemas. Inclui uma cláusula que proíbe rendimentos em contas de stablecoins—uma política que ele considera injusta. Clientes de bancos tradicionais podem ganhar juros em depósitos, mas no mundo cripto, isso não é permitido. Assim, não há incentivo para os usuários experimentarem produtos de stablecoin.
A Coinbase, que lucrou bastante—US$355 milhões apenas no terceiro trimestre de 2025 com ofertas de rendimento de stablecoins—registrou forte oposição ao projeto devido a essa restrição. A Circle, emissora de USDC e parceira estratégica da Coinbase, deseja oferecer recompensas aos titulares de contas, como fazem as instituições financeiras tradicionais.
A percepção de O’Leary é profunda: “Enquanto não permitirmos que os usuários de stablecoin recebam juros sobre seus depósitos, será difícil a comunidade adotar amplamente.” A regulação, em vez de abrir portas, pode criar obstáculos—ou, ao contrário, ser o maior catalisador para uma adoção realmente mainstream.
A vida gira em torno de escolher onde investir. Para Kevin O’Leary, a resposta é simples: infraestrutura, terra e eletricidade são os negócios capazes de construir o futuro das criptomoedas e da inteligência artificial. Não são as moedas e tokens que proliferam como joias no mercado. O verdadeiro lucro está na fundação—literal e figurativamente.