Dentro do Escândalo NFT de Katy Perry da Theta Labs—De Avaliações Máximas a Alegações de Fraude

A empresa de criptomoedas com sede na Califórnia, Theta Labs, tornou-se o centro de um escândalo crescente de manipulação de mercado, com ex-executivos alegando que o CEO Mitch Liu orquestrou um esquema para inflacionar artificialmente as avaliações de NFTs ligados à estrela pop Katy Perry. A controvérsia, detalhada em processos judiciais apresentados no Tribunal Superior de Los Angeles em dezembro de 2025, levanta questões críticas sobre fraude, uso de informações privilegiadas e práticas enganosas no espaço de colecionáveis digitais.

A Controvérsia dos NFTs da Katy Perry no Centro do Caso

A Theta Labs ganhou destaque inicialmente em 2021 após estabelecer uma parceria de alto perfil com Katy Perry para criar NFTs ligados à sua residência em Las Vegas. A colaboração foi saudada como um momento decisivo para as ambições de NFTs da empresa. No entanto, segundo processos judiciais movidos pelos ex-executivos Jerry Kowal e Andrea Berry, a iniciativa de NFTs da Katy Perry tornou-se um veículo para manipulação de mercado.

As acusações pintam um quadro preocupante: a Theta Labs supostamente empregou táticas de lances falsos nos colecionáveis digitais de Katy Perry para impulsionar artificialmente a demanda e os preços percebidos. Os documentos judiciais sugerem que Liu orientou os funcionários a fazerem lances fraudulentos, enganando os consumidores para pagarem valores excessivos por esses NFTs. O que parecia ser um interesse de mercado orgânico para investidores e colecionadores era, segundo os denunciantes, um esquema coordenado para inflacionar artificialmente as avaliações.

Katy Perry em si não foi implicada em qualquer irregularidade, e seus representantes recusaram-se a comentar as alegações. No entanto, a linha de NFTs de Katy Perry tornou-se emblemática do suposto padrão mais amplo de práticas enganosas da Theta Labs.

Acusações de Fraude Mais Amplas Além da Parceria com Katy Perry

A manipulação dos NFTs de Katy Perry é apresentada nos processos como apenas um capítulo de uma história maior de engano corporativo. A ação de Berry amplia o escopo das alegações, afirmando que a Theta Labs sistematicamente distorceu suas relações com grandes marcas e empresas de tecnologia.

Segundo os documentos, a Theta divulgou falsamente parcerias estratégicas com Google e NASA para inflar sua credibilidade e aumentar o valor de mercado do seu token THETA. Embora a empresa tenha adquirido serviços do Google Cloud, essa relação com o cliente teria sido rebatizada como uma parceria para criar uma ilusão de legitimidade e influência. Tais distorções, se comprovadas, indicariam um esforço calculado para manipular a percepção dos investidores e inflacionar artificialmente a posição de mercado da empresa.

Essas táticas estão alinhadas com o que os reguladores financeiros chamam de esquemas de “pump-and-dump”—estratégias onde insiders inflacionam artificialmente os preços de ativos por meios enganosos antes de venderem, deixando os investidores de varejo absorverem as perdas.

A Queda Dramática do Preço do Token THETA

As consequências no mercado têm sido severas. O token THETA, que chegou a valer mais de $15 em 2021 durante o auge do entusiasmo por NFTs, sofreu uma queda catastrófica. Em fevereiro de 2026, o token é negociado a aproximadamente $0,21—uma queda de cerca de 89% desde seu pico histórico. Essa queda reflete a linha do tempo das alegações de fraude e evidencia o dano financeiro causado aos detentores do token.

Os processos judiciais alegam que Liu utilizou informações privilegiadas para lucrar com a volatilidade do token, comprando e vendendo posições estrategicamente em torno de anúncios importantes para elevar temporariamente as avaliações antes de orchestrarem vendas. Para investidores comuns que acreditaram na narrativa da Theta Labs de parcerias com celebridades e inovação tecnológica, o resultado foi uma perda financeira devastadora.

O Contexto Mais Amplo do Escândalo Cripto

A controvérsia envolvendo a Theta Labs ocorre em um período de intensificação do escrutínio na indústria de criptomoedas. Quebras de grandes plataformas, como a implosão da exchange FTX, e ações legais aumentadas contra celebridades e influenciadores por promoverem projetos cripto questionáveis, têm intensificado o foco regulatório sobre fraudes e representações enganosas no setor.

A Theta Labs enfrenta uma pressão crescente para responder a essas alegações. A empresa negou as acusações de fraude e declarou sua intenção de apresentar provas refutando as acusações. No entanto, à medida que ex-executivos continuam a buscar ações legais, o caso ameaça tornar-se um momento decisivo nas discussões sobre responsabilidade, transparência e proteção dos investidores nos mercados de criptomoedas. A saga dos NFTs da Katy Perry, neste contexto, representa tanto uma falha corporativa específica quanto uma advertência mais ampla sobre o engano desenfreado em mercados emergentes de ativos digitais.

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