A verdadeira questão sobre o seu salário e poupanças: que percentagem deve realmente reservar?

Você sabe que precisa poupar, mas descobrir qual porção do seu salário deve realmente ir para poupança parece avassalador. Entre a regra de orçamento 50/30/20, o orçamento de base zero, o sistema de envelopes e inúmeras outras estratégias que inundam as redes sociais e as listas de bestsellers, é fácil sentir-se perdido. A resposta verdadeira, segundo especialistas financeiros, pode surpreendê-lo: não existe uma percentagem universal que funcione para todos.

Anita Kinoshita, uma planeadora financeira certificada e criadora do Her FI Story, partilhou recentemente as suas percepções como parte da série Top 100 Money Experts da GOBankingRates. A sua perspetiva corta o ruído de conselhos concorrentes: a percentagem do seu salário que deve poupar depende totalmente das suas circunstâncias únicas, não de uma fórmula rígida.

Esqueça os Modelos de Orçamento Tamanho Único

O seu colega de trabalho elogia como a regra 50/30/20 transformou as suas finanças—está a pagar dívidas de cartão de crédito enquanto faz férias na Europa anualmente. Um amigo jura pelo orçamento de base zero e atribui-lhe a mudança completa na sua mentalidade de gastos. Mas aqui está o problema: se vive numa área de alto custo, dedicar 50% do seu rendimento a essenciais como comida e habitação pode nem sequer ser possível. Ou talvez acompanhar cada compra—até um chiclete—contra os seus valores pareça emocionalmente exaustivo.

A boa notícia? Não precisa seguir estes quadros à risca. Kinoshita enfatiza que os planos de orçamento não são de tamanho único, e adotar cegamente um sem considerar o impacto real na sua vida pode criar problemas financeiros que não antecipou.

Considere este cenário com a regra 50/30/20: se estiver sem dívidas, sem poupanças para reforma e poupa exatamente 20% do seu rendimento líquido, teoricamente pode reformar-se em 37 anos. Embora 20% seja provavelmente melhor do que 0%, Kinoshita coloca a questão crítica: “Está confortável em depender de um salário por mais 37 anos?” Se isso parecer pouco atraente, prender-se a um quadro rígido que exige 20% de poupança não é a melhor escolha para si.

Construa a Sua Estratégia de Poupança em Torno de Objetivos Pessoais

Então, como determinar qual porção do seu salário deve destinar à poupança se as percentagens tradicionais de orçamento não funcionam? A resposta é começar pelos seus objetivos e trabalhar de trás para frente.

Em vez de começar com uma percentagem alvo, Kinoshita recomenda identificar o que realmente deseja da vida. A sua abordagem pessoal é reveladora: ela determinou a sua própria meta de poupança pensando primeiro nos seus objetivos—reformar-se aos 40 anos, desfrutar de omakase duas vezes por ano e viajar pelo menos uma vez por ano. Assim que esses objetivos ficaram claros, ela calculou quanto rendimento precisava de entrar na poupança para torná-los realidade.

“Uma percentagem nem sempre é um bom ponto de partida,” explica Kinoshita. “O valor ‘certo’ para poupar a cada mês depende dos seus objetivos, do seu prazo e da qualidade de vida que deseja hoje. Não existe uma percentagem universal ‘certa’, pois estas variáveis não são fixas para todos.”

Esta abordagem transforma a conversa. Em vez de perguntar “Que percentagem devo poupar do meu salário?”, está a perguntar “O que a minha vida ideal exige financeiramente, e quanto preciso de reservar para lá chegar?” A diferença é profunda—a segunda questão é empoderadora, em vez de prescritiva.

Crie um Plano de Poupança Flexível que se Adapte à Vida

Uma grande vantagem de construir a sua estratégia de poupança em torno de objetivos pessoais é a flexibilidade incorporada. A vida acontece: aumentos de renda, reparações no carro, despesas inesperadas surgem. Tratar o seu plano de poupança como um documento vivo que evolui com as suas circunstâncias permite ajustar-se sem abandonar completamente os seus objetivos financeiros.

Quando notar que as suas despesas aumentaram e não consegue direcionar tanto do seu salário para poupança, Kinoshita recomenda fazer uma auditoria detalhada das despesas. Concentre-se nas três ou quatro maiores despesas e pergunte se há espaço para as reduzir ou eliminar.

“As suas três ou quatro maiores despesas são provavelmente necessidades, mas isso não as isenta de uma reconsideração consciente,” observa ela. O objetivo não é cortar todas as despesas de forma implacável, mas identificar onde está a gastar algo que não traz valor ou satisfação real à sua vida.

Esta abordagem evita o quadro simplificado de categorizar tudo como necessidades ou desejos. Em vez disso, incentiva-o a pensar estrategicamente sobre para onde vai o seu dinheiro e se isso está alinhado com o que realmente importa para si.

O Plano de Ação: Como Encontrar a Sua Taxa de Poupança Ideal

Para determinar a sua percentagem de poupança pessoal, siga estes passos:

Comece por ter clareza sobre os seus objetivos financeiros—idade de reforma, compras importantes, planos de viagem ou preferências de estilo de vida. Escreva-os com prazos específicos. Depois, calcule aproximadamente quanto esses objetivos vão custar em euros. Em seguida, trabalhe de trás para frente para determinar quanto do seu rendimento mensal precisa de ser alocado à poupança para financiar esses objetivos dentro do seu prazo desejado. A percentagem resultante é o seu alvo personalizado, não um benchmark genérico.

Revise este plano trimestralmente ou sempre que as suas circunstâncias mudarem. Se estiver a ganhar mais, pode aumentar a sua taxa de poupança. Se as despesas aumentarem, pode ajustar temporariamente para baixo enquanto identifica cortes que lhe permitam regressar ao seu objetivo original.

Lembre-se: o objetivo não é a perfeição ou seguir à risca uma percentagem de poupança de alguém mais. É construir um sistema que financie as suas prioridades reais, enquanto ainda lhe permite aproveitar o presente.

Conclusão

Não existe uma percentagem mágica do seu salário que deva ir automaticamente para poupança. O número certo para si é determinado pelos seus objetivos específicos, pela sua situação atual e por como deseja viver. Em vez de encaixar as suas finanças num molde predeterminado, invista tempo a entender o que realmente importa para si, e depois estruture a sua poupança com base nessa realidade. O seu eu futuro agradecerá por ter adotado uma abordagem personalizada, em vez de seguir uma regra de tamanho único.

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