As antigas fortalezas do vilarejo, canais de água falaj e fazendas fizeram dele o coração pulsante do comércio no deserto durante séculos
** PUBLICADO:** Qua 25 Fev 2026, 5:00 AM
Por:
Ruqayya Al Qaydi
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Longo antes das cidades modernas dos Emirados, as antigas rotas comerciais do deserto traçaram caminhos na areia, e no coração de uma dessas rotas vitais ficava a aldeia de Fili. Mais do que uma simples área de descanso, Fili era um ponto de conexão crucial, um local movimentado onde as caravanas que viajavam entre o Golfo de Omã e o Golfo Arábico se reabasteciam, trocavam mercadorias e buscavam abrigo sob a proteção de suas fortalezas.
Fili, uma aldeia estratégica localizada na região central de Sharjah, é um testemunho da engenhosidade da vida dos primeiros Emirados.
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Durante séculos, Fili foi um centro movimentado onde as artérias do comércio convergiam. Seu nome deriva de ‘falaj’, o antigo sistema de irrigação que possibilitou a vida na região árida. Essa rede de canais subterrâneos, com origens que remontam à Idade do Ferro ou do Bronze, captava água dos wadis e das regiões elevadas, canalizando-a para sustentar as comunidades e fazendas que ali se estabeleceram.
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Embora milhares desses sistemas tenham existido no passado nos Emirados, hoje apenas cerca de cem permanecem ativos, tornando o patrimônio de Fili ainda mais precioso.
Fortaleza do comércio, defesa
Construída entre os séculos XVIII e XIX, a imponente Fortaleza de Fili serviu como guardiã desse importante centro comercial. Ela fazia parte de uma cadeia de fortificações na região central, garantindo a segurança das caravanas que cruzavam as rotas.
Sua posição elevada proporcionava uma vista privilegiada das fontes de água, fazendas e territórios ao redor, permitindo proteger o sangue vital da comunidade contra ameaças potenciais.
No entanto, seu papel não era apenas militar. A fortaleza era um centro de atividade econômica, assegurando as rotas comerciais e tornando Fili uma estação principal para as caravanas descansarem, trocarem mercadorias e abastecerem-se de água e provisões.
A estrutura revela seu propósito defensivo, com recursos como aberturas na porta principal pelas quais os defensores podiam despejar água quente, óleo fervente ou xarope de tâmaras aquecido sobre os atacantes.
O comércio sazonal nos Emirados
A vida e o comércio em Fili eram ditados pelas estações, com três principais temporadas de caravanas que definiam o movimento de mercadorias através de Fili:
** 1. Colheita de tâmaras (Darb Al Karyat):** Durante a colheita de tâmaras no verão, caravanas de camelos, conhecidas como jamamil, eram organizadas para transportar tâmaras.
** 2. Rota do peixe (Darb Al Tararid):** Essa rota começava em Khor Khuwaire, no norte de Ras Al Khaimah, onde grupos de quatro a cinco homens transportavam cargas de 20-25 peixes cada em camelos.
** 3. Rota do combustível (Darb Al Sakham):** Ao longo do ano, essa rota transportava carvão vegetal e lenha para os principais mercados de Dubai e Sharjah, que eram os principais centros urbanos dos Estados Truciais na época.
Fili servia como ponto central para todas essas rotas críticas, consolidando seu status como o coração econômico e logístico da região.
Um renascimento do patrimônio
Hoje, Fili está sendo trazida de volta ao destaque, graças à visão do Sheikh Dr. Sultan bin Muhammad Al Qasimi, Membro do Conselho Supremo e Governante de Sharjah. Reconhecendo seu valor histórico, uma série de projetos estão em andamento para preservar seu legado e compartilhar sua história com o mundo.
Essas iniciativas incluem a restauração da Fortaleza de Fili, a criação de um mercado de patrimônio tradicional, a instalação de um parque de animais de estimação e projetos que simulam a experiência antiga das caravanas.
Fundamentalmente, os sistemas de falaj, que forneciam água, estão sendo restaurados, e as fazendas estão sendo revitalizadas, dando nova vida aos elementos que permitiram que a aldeia prosperasse inicialmente.
Por meio desses esforços, Fili não é apenas uma relíquia do passado, mas um museu vivo, conectando novamente as pessoas não apenas a dois mares, mas à história profunda e resiliente dos Emirados.
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Antes das estradas, os viajantes pararam aqui: Como a aldeia Fili dos Emirados Árabes Unidos conectou 2 mares
(MENAFN- Khaleej Times)
As antigas fortalezas do vilarejo, canais de água falaj e fazendas fizeram dele o coração pulsante do comércio no deserto durante séculos
** PUBLICADO:** Qua 25 Fev 2026, 5:00 AM
Por:
Ruqayya Al Qaydi
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Longo antes das cidades modernas dos Emirados, as antigas rotas comerciais do deserto traçaram caminhos na areia, e no coração de uma dessas rotas vitais ficava a aldeia de Fili. Mais do que uma simples área de descanso, Fili era um ponto de conexão crucial, um local movimentado onde as caravanas que viajavam entre o Golfo de Omã e o Golfo Arábico se reabasteciam, trocavam mercadorias e buscavam abrigo sob a proteção de suas fortalezas.
Fili, uma aldeia estratégica localizada na região central de Sharjah, é um testemunho da engenhosidade da vida dos primeiros Emirados.
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Embora milhares desses sistemas tenham existido no passado nos Emirados, hoje apenas cerca de cem permanecem ativos, tornando o patrimônio de Fili ainda mais precioso.
Fortaleza do comércio, defesa
Construída entre os séculos XVIII e XIX, a imponente Fortaleza de Fili serviu como guardiã desse importante centro comercial. Ela fazia parte de uma cadeia de fortificações na região central, garantindo a segurança das caravanas que cruzavam as rotas.
Sua posição elevada proporcionava uma vista privilegiada das fontes de água, fazendas e territórios ao redor, permitindo proteger o sangue vital da comunidade contra ameaças potenciais.
No entanto, seu papel não era apenas militar. A fortaleza era um centro de atividade econômica, assegurando as rotas comerciais e tornando Fili uma estação principal para as caravanas descansarem, trocarem mercadorias e abastecerem-se de água e provisões.
A estrutura revela seu propósito defensivo, com recursos como aberturas na porta principal pelas quais os defensores podiam despejar água quente, óleo fervente ou xarope de tâmaras aquecido sobre os atacantes.
O comércio sazonal nos Emirados
A vida e o comércio em Fili eram ditados pelas estações, com três principais temporadas de caravanas que definiam o movimento de mercadorias através de Fili:
** 1. Colheita de tâmaras (Darb Al Karyat):** Durante a colheita de tâmaras no verão, caravanas de camelos, conhecidas como jamamil, eram organizadas para transportar tâmaras.
** 2. Rota do peixe (Darb Al Tararid):** Essa rota começava em Khor Khuwaire, no norte de Ras Al Khaimah, onde grupos de quatro a cinco homens transportavam cargas de 20-25 peixes cada em camelos.
** 3. Rota do combustível (Darb Al Sakham):** Ao longo do ano, essa rota transportava carvão vegetal e lenha para os principais mercados de Dubai e Sharjah, que eram os principais centros urbanos dos Estados Truciais na época.
Fili servia como ponto central para todas essas rotas críticas, consolidando seu status como o coração econômico e logístico da região.
Um renascimento do patrimônio
Hoje, Fili está sendo trazida de volta ao destaque, graças à visão do Sheikh Dr. Sultan bin Muhammad Al Qasimi, Membro do Conselho Supremo e Governante de Sharjah. Reconhecendo seu valor histórico, uma série de projetos estão em andamento para preservar seu legado e compartilhar sua história com o mundo.
Essas iniciativas incluem a restauração da Fortaleza de Fili, a criação de um mercado de patrimônio tradicional, a instalação de um parque de animais de estimação e projetos que simulam a experiência antiga das caravanas.
Fundamentalmente, os sistemas de falaj, que forneciam água, estão sendo restaurados, e as fazendas estão sendo revitalizadas, dando nova vida aos elementos que permitiram que a aldeia prosperasse inicialmente.
Por meio desses esforços, Fili não é apenas uma relíquia do passado, mas um museu vivo, conectando novamente as pessoas não apenas a dois mares, mas à história profunda e resiliente dos Emirados.