O défice da dose diária de magnésio e outros nutrientes — uma causa oculta da obesidade nos americanos

Paradoxo que parece impossível: com a abundância de produtos, os americanos sofrem de desnutrição. E não se trata de fome no sentido clássico, mas de fome do organismo — deficiência de vitaminas, minerais e nutrientes essenciais. A dose diária de magnésio, cálcio, vitaminas do grupo B e outros micronutrientes simplesmente não é atingida devido ao perfil da cultura alimentar local.

O paradoxo da dieta americana: por que as pessoas engordam e passam fome ao mesmo tempo

Nos EUA, não há uma cultura consolidada de alimentação. O café da manhã costuma ser cereal, salsicha com ovos ou um lanche rápido. O almoço — comida pronta ou delivery. O jantar — a refeição mais reforçada, muitas vezes churrasco, bife ou pizza. Muitos comem fora de casa, pegando algo rápido, sem pensar na composição. A popularidade de fast food, delivery e cafés de rede tornou esse padrão normal.

A dieta dos americanos é composta por 70-80% de um único grupo: proteína + carboidratos refinados + gorduras trans. Quase não há fibras, vitaminas ou minerais. O corpo recebe energia, mas não o que realmente precisa. Resultado? A pessoa come um hambúrguer, fica satisfeita por uma hora, e logo volta a sentir fome.

Carboidratos complexos vs carboidratos rápidos: por que o organismo exige mais

O cérebro de um adulto consome cerca de 20% de toda a energia do corpo — aproximadamente 300-400 kcal por dia, o que equivale a 100-120 g de glicose. Os carboidratos são essenciais. Mas há uma diferença importante.

Carboidratos complexos — trigo sarraceno, aveia, arroz integral, pão integral, leguminosas, vegetais ricos em amido — são digeridos lentamente. O corpo gasta tempo para processá-los, e a sensação de saciedade dura horas. O nível de açúcar no sangue permanece estável.

Carboidratos rápidos (açúcar, pão branco, cereais açucarados, biscoitos, refrigerantes) — são vazios. Causam um pico de energia por 30-60 minutos, depois o açúcar cai, e o organismo grita: “Fome!”. Além disso, são apenas açúcar sem fibras ou nutrientes benéficos.

O café da manhã típico americano parece reforçado — ovos, bacon, torrada com geleia. Mas é um truque: a proteína demora a ser digerida, enquanto os carboidratos são absorvidos rapidamente. Às 10h, já se quer comer de novo.

Excesso de proteína com deficiência de fibras: uma combinação perigosa

A carne é barata e acessível. Nos supermercados americanos, um bife de 1 kg custa menos de 7 dólares. Resultado: as pessoas comem carne no café da manhã, almoço e jantar. A proteína é necessária para músculos, pele, vasos — mas só se houver atividade física.

Se não há esforço, o excesso de proteína é eliminado pelo organismo. Funciona assim: cerca de 50-60 g de proteína por dia são suficientes. Isso equivale a um bife de 200 g. Se você comer 1 kg de carne, os outros 800 g o organismo simplesmente descartará. Parece bom, mas não é: volumes assim sobrecarregam os rins.

Com excesso de proteína (especialmente carne vermelha, embutidos, produtos processados), aumenta o consumo de gorduras saturadas e sal. Isso eleva o “mau” colesterol e o risco de doenças cardiovasculares. Além disso, a deficiência de fibras causa prisão de ventre e disbiose — a carne não contém fibras alimentares essenciais para a microbiota.

Gorduras ruins na comida pronta: como as gorduras trans destroem a saúde

A publicidade contra gorduras é tão forte que as pessoas têm medo delas. Mas as gorduras são necessárias. A quantidade delas afeta o equilíbrio hormonal: em deficiência, as mulheres podem perder a menstruação, os homens podem ter problemas de ereção, e todos ficam mais irritados e ansiosos.

O problema não é com as gorduras em geral, mas com as gorduras trans. São gorduras artificialmente modificadas: óleo líquido (girassol, soja) “saturado” com hidrogênio em altas temperaturas na fábrica. As moléculas mudam de forma, tornam-se sólidas — é a margarina ou gordura culinária para fritura. Essas gorduras trans se acumulam no organismo como placas de colesterol nas artérias.

Experimento: calorias são calorias? Por que a qualidade da alimentação importa mais

No YouTube, há o documentário “That Sugar Film”, onde duas pessoas fizeram um teste de 4 semanas:

  • Uma só come fast food, contando calorias e sem exagerar
  • A outra consome alimentos saudáveis: vegetais, proteína de qualidade, carboidratos complexos, gorduras boas

Os resultados foram chocantes:

✓ Com a mesma quantidade de calorias, quem come fast food ganhou peso, enquanto o outro emagreceu

✓ O primeiro teve picos de insulina e açúcar no sangue, o segundo manteve estabilidade

✓ O primeiro sentia fadiga, o segundo, energia renovada

Conclusão: não se trata só de calorias. A qualidade da comida determina como o corpo a processa.

Açúcar escondido no fast food: de onde vem e por que é um problema

A pessoa pensa: “Só como um hambúrguer e batatas”, mas a dose diária de açúcar já foi ultrapassada. Veja onde ele se esconde:

  • Molhos: ketchup, barbecue, maionese têm várias colheres de chá de açúcar
  • Pães de hambúrguer e hot dog: muitas vezes adoçados, com 2-5 g de açúcar por unidade
  • Bebidas: refrigerantes, sucos, chá adoçado — uma bomba de açúcar
  • Empanados e marinadas: em nuggets, hambúrgueres, muitas vezes há açúcar escondido
  • Batatas fritas: às vezes tratadas com açúcar ou xarope para dar cor

Resultado: até quem é minimalista no fast food facilmente consome o dobro da dose diária de açúcar.

Dados nacionais: quais vitaminas e minerais os americanos não recebem

Dados do National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES) mostram a gravidade do problema:

  • 95% dos americanos têm deficiência de vitamina D
  • 84% de vitamina E
  • 46% de vitamina C
  • 45% de vitamina A
  • 15% de zinco

E isso sem contar outras deficiências: magnésio, iodo, selênio, ferro, vitaminas do grupo B. A ingestão diária de magnésio é inferior à metade da população, levando a distúrbios metabólicos, ansiedade e problemas de sono.

A que isso leva:

Imunidade debilitada. Sem vitamina C, zinco e selênio, o defesa do organismo fica comprometida.

Aparência prejudicada. Deficiências de vitaminas A, E e do grupo B causam pele seca, unhas frágeis, queda de cabelo.

Energia baixa. Com falta de ferro, B12, magnésio e iodo, surgem fraqueza, fadiga e tontura.

Ossos frágeis. Carência de cálcio, vitamina D e fósforo leva à osteoporose.

Sistema nervoso afetado. Deficiência de vitaminas B e magnésio causa irritabilidade, ansiedade, insônia.

Sangue enfraquecido. Falta de ferro, folato e B12 provoca anemia, palidez, falta de ar.

Metabolismo lento. Carência de iodo afeta a tireoide.

Os sintomas se desenvolvem lentamente, sendo difícil percebê-los no início. Por isso, é importante entender: “rápido” não é sinônimo de “bom”, e a ausência de doses diárias de magnésio e outros micronutrientes é uma estrada lenta para obesidade, diabetes e doenças crônicas.

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