O Federal Reserve enfrenta uma tarefa delicada de equilíbrio, uma vez que o agravamento do conflito com o Irão está a enviar ondas de choque nos mercados globais, levantando questões sobre se o banco central priorizará o controlo da inflação ou a estabilidade económica nos seus próximos movimentos políticos.



A crise geopolítica aumentou a incerteza num ambiente macroeconómico já frágil. Os preços do petróleo subiram significativamente devido aos temores de interrupção das importações, aumentando a pressão inflacionária no momento em que o Federal Reserve indicava confiança num desacelerar do crescimento dos preços.

Adiamento dos cortes nas taxas de juro com o regresso dos riscos de inflação
Antes da escalada do conflito iraniano, os mercados esperavam múltiplos cortes nas taxas de juro até 2026. Mas estes cálculos mudaram. O aumento dos custos energéticos afecta directamente os preços ao consumidor, transportes e manufatura, dificultando a justificação ao Federal Reserve de um relaxamento da política monetária.
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