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A história por trás da proibição de criptmoedas no Egito: 51 países em todo o mundo já seguiram o exemplo
Egito, este importante centro econômico do Oriente Médio, tem uma postura extremamente firme contra as criptomoedas — total proibição. Mas o Egito não está sozinho; já há 51 países e regiões ao redor do mundo que adotaram medidas semelhantes de proibição. Quais são, afinal, as razões políticas por trás dessas ações?
Egito faz parte do grupo de proibição absoluta
O Egito é um dos 9 países que implementam a “proibição absoluta”, o que significa o quê? Simplificando, é uma zona completamente proibida — sem produção, sem posse, sem negociação, sem uso. As criptomoedas em qualquer forma são ilegalmente proibidas por lei no país.
Assim como o Egito, outros países que adotam essa postura incluem Argélia, Bangladesh, China, Iraque, Marrocos, Nepal, Catar e Tunísia. Esses 9 países formam a “aliança de ferro” na regulação global de criptomoedas.
Outros 42 países adotam a “proibição velada”
Além da proibição absoluta, há outros 42 países e regiões que adotam uma abordagem diferente — a “proibição velada”. Esses países não proíbem diretamente os indivíduos de possuírem criptomoedas, mas cortam a origem: proíbem bancos e instituições financeiras de se envolverem com negócios de criptomoedas, e impedem que exchanges operem dentro do país.
Essa lista inclui Cazaquistão, Tanzânia, Camarões, Turquia, Líbano, República Centro-Africana, República Democrática do Congo, Indonésia, Bolívia e Nigéria. Embora o número seja maior do que o dos países com proibição absoluta, as medidas são mais “suaves”.
As verdadeiras preocupações por trás das proibições
Por que tantos países são tão cautelosos com as criptomoedas? As considerações dos formuladores de políticas concentram-se principalmente em alguns pontos:
Segurança financeira em primeiro lugar. A volatilidade e a imprevisibilidade dos ativos digitais deixam os bancos centrais inquietos — uma queda repentina pode abalar todo o sistema financeiro.
Proteção da soberania monetária. A moeda fiduciária é o núcleo da economia nacional, e não admite desafiar sua autoridade. Se as criptomoedas se tornarem amplamente populares, o controle sobre a moeda local será ameaçado.
Necessidade de controle de capitais. Muitos países aplicam controles cambiais para estabilizar suas moedas. A circulação transfronteiriça de criptomoedas representa uma ameaça direta a esse objetivo.
Pressões contra lavagem de dinheiro e terrorismo. A forte anonimidade e a dificuldade de rastreamento das transações criptográficas facilitam transferências ilegais de fundos, tornando-se um pesadelo para as autoridades.
Além disso, alguns países temem que as criptomoedas possam gerar divisão social — poucos lucrando enquanto a maioria perde, levando a problemas sociais.
Diante desses riscos, as políticas de proibição, de Egito a outros 51 países, parecem ser uma consequência lógica.