Sistema de Transações SEPA de Mark Minervini: Metodologia Completa desde a Triagem até o Rompimento

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Mark Minervini é um trader de topo, conhecido pelos seus resultados práticos. Os seus desempenhos na competição de trading nos EUA falam por si: venceu logo na sua primeira participação com um retorno de 155%, e em 2021, voltou a conquistar o título com um surpreendente 334,8%. Mesmo nos anos mais fracos, conseguiu um retorno positivo de 128%, tendo tido apenas um trimestre de prejuízo na sua carreira, com perdas inferiores a 1% do capital. Estes resultados demonstram que a sua abordagem de trading foi testada e aprovada pelo tempo e pelo mercado.

Porque é que Mark Minervini mantém a mesma estratégia de trading

Mark nunca esconde a sua experiência. Afirma publicamente que tem usado a mesma estratégia e método há anos. Para ele, o trading é um negócio sério, que envolve dinheiro real, e cada operação deve ser planeada cuidadosamente. Essa disciplina e rigor levaram-no, em 2021, a participar novamente na competição de trading nos EUA, para provar que o seu sistema não perde validade com as mudanças de mercado ou de ativos.

A estratégia que ele chama SEPA (Análise de Ponto de Entrada Específico) resume a sua metodologia ao longo dos anos. O núcleo do SEPA é garantir lucros consistentes através de três etapas: primeiro, selecionar ativos com tendência de alta tanto nos fundamentos como na técnica; segundo, entrar no momento certo e no ponto adequado; por último, usar mecanismos de risco rigorosos para evitar perdas e obter ganhos significativos.

Primeira etapa do SEPA: filtrar 90% dos sinais inválidos com uma seleção precisa

A primeira fase do método parece simples, mas é crucial — usar critérios específicos para identificar os ativos candidatos ao trading. É como usar uma rede de pesca: se os buracos forem grandes demais, entram peixes indesejados; se forem muito pequenos, perdem-se boas capturas. É preciso definir padrões de seleção próprios.

Hoje, a ferramenta mais eficiente é o filtro do TradingView, que permite automatizar a seleção com base em critérios predefinidos, aumentando bastante a produtividade. Com critérios bem ajustados, consegue-se eliminar mais de 90% dos sinais inválidos, ficando com ativos que já estão numa fase de forte tendência de mercado.

Da teoria dos quatro estágios ao padrão mestre de tendência: critérios científicos para identificar ações fortes

O movimento do preço das ações segue quatro fases típicas: acumulação, avanço, distribuição e declínio. A maioria das ações fortes passa por uma acumulação bem confirmada antes de iniciar um grande avanço. Muitos traders entram cedo demais, na fase de acumulação, e ficam presos. A abordagem de Mark é diferente — o objetivo não é comprar ao mínimo, mas entrar quando o preço está na posição certa.

Para identificar ações em avanço, Mark criou o padrão “Trend Motherboard” (Placa-mãe da tendência), uma série de quatro critérios progressivos:

Primeiro nível: o preço e a média móvel de 50 dias devem estar acima das médias de 150 e 200 dias, formando uma configuração de alta completa, indicando uma tendência de mercado de alta.

Segundo nível: a média de 200 dias deve estar em subida, com pelo menos um mês de tendência, preferencialmente quatro ou cinco meses, mostrando reconhecimento de mercado a longo prazo.

Terceiro nível: o preço atual deve estar pelo menos 25% acima do mínimo de 52 semanas, idealmente mais de 100%, indicando que a ação saiu da zona de fundo e ganhou impulso.

Quarto nível: o preço deve estar a no máximo 25% do topo de 52 semanas, preferencialmente mais perto de uma nova máxima, garantindo que se está a capturar uma tendência forte de subida.

A combinação destes quatro critérios filtra mais de 90% dos ativos indesejados, deixando uma lista de ações em forte avanço, prontas para análise fundamental e potencial catalisador.

Procurar catalisadores: esperar fatores que impulsionem o preço

A análise fundamental visa descobrir catalisadores que possam fazer o preço subir. Estes podem ser lançamentos de novos produtos, aprovações regulatórias importantes, mudanças positivas na empresa ou setor, contratos relevantes, avanços tecnológicos disruptivos ou novas soluções.

Uma técnica útil é comparar os ativos candidatos com ações de forte tendência do passado, analisando fundamentos e gráficos, para criar uma previsão inicial do seu comportamento futuro. Assim, o trader consegue reduzir o universo de opções às mais promissoras, aguardando o momento ideal de entrada.

Padrão VCP de contração de volatilidade: esperar a ruptura na melhor configuração

Quando as condições estão maduras, a segunda fase de Mark é esperar que o preço forme um padrão VCP (Volatility Contraction Pattern). Este é um padrão de consolidação onde a amplitude de oscilações e o volume de negociação vão diminuindo progressivamente. Quanto mais tempo durar essa fase, maior será o potencial de movimento após a ruptura.

Primeiro padrão comum de VCP: o padrão de tripé (três fundos). Quando uma ação forte recua e forma um fundo, seguido de uma fase de contração de volume e preço, com fundos cada vez mais altos, formando um tripé, há uma alta probabilidade de continuação de alta após a ruptura. A quebra costuma vir com volume e preço a subir juntos.

Para definir o stop, é melhor colocá-lo abaixo do último fundo, ou pelo menos abaixo do segundo fundo, para reduzir perdas desnecessárias.

Segundo padrão de VCP: o padrão de taça com alça. Primeiro, o preço cai, forma uma base em U, com volume decrescente. Depois, há uma consolidação lateral (a “alça”), também com volume reduzido. A entrada ocorre na ruptura da alça, com volume aumentado, confirmando o movimento.

O caso clássico do PAG em 2021 exemplifica esse padrão. Após uma forte subida, a ação recuou em maio, voltou a subir em julho, formando uma taça com alça. Mark entrou na ruptura em setembro, com volume, e o movimento subsequente foi forte, sem retorno ao ponto de entrada.

Rigor na gestão de risco: a disciplina que garante a continuidade do sucesso

O sucesso do SEPA deve-se também a uma gestão de risco rigorosa. Mark criou regras claras para sair de operações, com sinais de fraqueza e alertas de queda. Essa disciplina protege o capital e permite crescimento consistente.

O sistema completo — desde a seleção, identificação, espera, ruptura, entrada e saída — reflete a filosofia de Mark Minervini: tratar cada operação com seriedade, usar um método sistemático ao invés de decisões emocionais, e apoiar-se em dados ao invés de intuição. Essa abordagem explica seus sucessos consecutivos na competição e sua eficácia ao longo do tempo.

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