A evolução da mineração de Ethereum ETH: a virada de PoW para PoS

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Muitas pessoas consideraram a mineração de ETH como uma alternativa de investimento em criptomoedas. No entanto, com a grande atualização da rede Ethereum, a mineração tradicional com GPU tornou-se história. Este artigo revisa os métodos, custos e práticas da mineração de ETH na era PoW, ajudando os leitores a entenderem o contexto dessa mudança revolucionária.

O que é a mineração de ETH na Ethereum? Revisão histórica

Antes da transição para o proof of stake (PoS), a mineração de ETH era uma indústria ativa. Nos primeiros tempos, a Ethereum utilizava o mecanismo de consenso proof of work (PoW), onde os participantes resolviam problemas criptográficos complexos com hardware dedicado. O primeiro a resolver o algoritmo recebia uma recompensa de 2 ETH por bloco e taxas de transação.

Segundo Kevin Rooke, a Ethereum foi uma das infraestruturas mais importantes do ecossistema cripto. Até 94% dos projetos de blockchain eram construídos na plataforma Ethereum, que suportava mais de 1.900 aplicações, incluindo mais de 3.000 dApps. O relatório da Electric Capital indica que há mais de 250.000 desenvolvedores de Ethereum, com uma média de 700 novos por mês, e um volume de transações mensal superior a 500.000. Esses dados refletem a alta demanda de mercado e a vitalidade do ecossistema durante o auge da mineração de ETH.

A grande mudança na mineração de ETH: o evento de fusão em 2022

Em 15 de setembro de 2022, a Ethereum concluiu a atualização “The Merge”, marcando a transição oficial do mecanismo PoW para o PoS. Desde então, a mineração com GPU e CPU deixou de ser viável, encerrando a era da mineração de ETH. Essa mudança obrigou os mineradores que investiram em hardware de mineração a buscar novas oportunidades, migrando parcialmente para outras criptomoedas que ainda utilizam PoW.

Equipamentos e configurações de mineração de ETH na era PoW

Embora a mineração de ETH seja história, entender seus métodos ainda é útil. Os mineradores que participaram da mineração de ETH geralmente seguiram o seguinte processo:

Configuração de carteiras para armazenamento de ativos

No início, os mineradores de ETH precisavam escolher entre dois tipos de carteiras:

  • Carteira fria: mais segura, porém mais cara. Opções comuns incluem Ledger Nano X e Trezor Model T.
  • Carteira quente: como MyEtherWallet, acessível e prática, mas requer cuidado na proteção da chave privada contra hackers.

Seleção de hardware GPU e atualização de drivers

Na época do PoW, a GPU era o hardware principal para mineração de ETH. GPUs da AMD e NVIDIA, como GTX 1070, eram as preferidas. Softwares de mineração populares incluíam ETHMiner, Claymore Miner e Phoenix Miner.

Após a instalação, os mineradores precisavam atualizar os drivers para a versão mais recente nos sites oficiais da AMD ou NVIDIA, além de usar ferramentas como GPU-Z para monitorar o estado do sistema. Criar uma conta de cliente Ethereum para validar transações na blockchain também era necessário.

Participação em pools de mineração para aumentar os lucros

Na era PoW, era comum que os mineradores se juntassem a pools de mineração. Ao agregar poder de hashing, vários mineradores podiam encontrar blocos mais rapidamente e dividir as recompensas proporcionalmente. Ao escolher um pool, considerava-se sua capacidade total, taxas (normalmente entre 0% e 2%), segurança e reputação. Pools bem gerenciados pagam mais de 1 ETH por dia, com liquidações a cada 4-6 horas.

Análise dos custos na mineração de ETH

O custo total da mineração de ETH incluía diversos fatores, que determinavam a rentabilidade:

  • Custos de carteira: carteiras quentes são gratuitas, mas mais arriscadas; carteiras frias têm custo de aquisição.
  • Investimento em hardware: GPUs, placas-mãe, memória RAM, fontes de alimentação representam gastos iniciais elevados.
  • Aluguel de instalações: mineração em grande escala requer espaço dedicado, com custos de aluguel ou manutenção.
  • Eletricidade: o maior custo contínuo. O consumo de energia das máquinas operando 24h é fundamental para o cálculo de lucros.
  • Manutenção: hardware precisa de manutenção periódica para garantir operação estável a longo prazo.

Investidores podem usar ferramentas como Cryptocompare para simular custos e avaliar a viabilidade do investimento. Na era PoW, a mineração só fazia sentido se o custo fosse inferior ao valor do ETH obtido.

Dicas de otimização da mineração de ETH na era PoW

Mineradores experientes seguiam boas práticas como:

  • Evitar overclock excessivo das GPUs para economizar energia e prolongar a vida útil do hardware.
  • Monitorar temperaturas do VRM para evitar superaquecimento.
  • Usar ferramentas como MSI Afterburner para ajustar o clock do núcleo (em torno de 1 MHz) equilibrando desempenho e consumo.
  • Ajustar configurações de energia para evitar que o sistema entre em modo de suspensão, prejudicando a mineração.
  • Manter-se atualizado com conhecimentos técnicos para otimizar a estabilidade do sistema.

O objetivo principal era equilibrar consumo de energia e produção de ativos criptográficos, evitando operação contínua sem controle.

Formas variadas de mineração de ETH na era PoW

Durante a era PoW, a mineração de ETH apresentou várias formas:

  • Aplicativos de mineração em smartphones: oferecidos como jogos, acessíveis para iniciantes, mas com produção limitada, mais para entretenimento.
  • Mineração em computadores pessoais: executando softwares de mineração diretamente no PC, embora softwares pesados possam prejudicar o hardware.
  • Mineração com CPU: usando processadores de computadores, com risco de superaquecimento e dano ao equipamento.
  • Mineração profissional com várias GPUs: sistemas dedicados com múltiplas placas, mais eficientes, porém com alto investimento.
  • ASICs específicos para mineração: hardware especializado, com alto desempenho, mas extremamente caro e difícil de manter.

Novas tendências na mineração de criptomoedas atualmente

Com a mudança da Ethereum para PoS, o ecossistema de mineração sofreu uma transformação radical. Muitos mineradores migraram para outras criptomoedas que ainda usam PoW, como Bitcoin, enquanto outros exploram staking (participação) e outras formas de valor agregado. Além disso, o mercado de hardware se estabilizou, com preços de GPUs voltando ao normal, encerrando a escassez de “placas de vídeo”.

Independentemente do ativo criptográfico escolhido, investidores devem estudar profundamente os fundamentos do projeto, sua arquitetura técnica e perspectivas de mercado antes de agir, evitando riscos desnecessários. A história da mineração de ETH mostra que avanços tecnológicos e evolução do ecossistema podem remodelar todo o setor.

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