Tenho visto muitas opiniões ultimamente sobre quanto dinheiro os EUA realmente devem à China e a outros países estrangeiros. As pessoas ficam bastante agitadas com isso, mas quando você analisa os números reais, a história é bem diferente do que a maioria assume.



Então, aqui vai: a dívida total dos EUA está em torno de 36,2 trilhões de dólares. Sim, esse é um número absurdamente grande. Mas é aí que fica interessante—quando você olha quem realmente a possui, a imagem muda completamente. China? Eles detêm cerca de 757,2 bilhões de dólares. Isso parece enorme até você perceber que é apenas cerca de 2% da dívida total dos EUA. Os verdadeiros detentores são o Japão ($1,13 trilhão), o Reino Unido ($807,7 bilhões), e depois a China em terceiro lugar. Mas mesmo todos os países estrangeiros juntos possuem aproximadamente 24% da dívida americana pendente.

Os outros 76%? Os americanos possuem 55% dela diretamente, e agências do governo dos EUA mais a Reserva Federal ficam com o restante. Então, toda a narrativa de que países estrangeiros têm influência sobre a economia dos EUA por meio da posse de dívida não se sustenta realmente quando você olha a distribuição real.

O que realmente vale notar é como a China tem reduzido silenciosamente suas participações nos últimos anos. Eles vêm liquidando lentamente, e o mercado tem ficado totalmente tranquilo com isso. Sem crashes dramáticos, sem picos repentinos nas taxas. Simplesmente acontece, e a vida continua. Isso mostra algo importante sobre quão líquidos e estáveis esses mercados realmente são.

O fator que realmente move as coisas é a demanda. Quando compradores estrangeiros recuam, as taxas podem subir. Quando eles entram com força, os preços dos títulos sobem e os rendimentos caem. Mas até esse efeito é bem moderado, porque a posse está tão espalhada por diferentes países e instituições.

Resumindo: a situação da dívida dos EUA recebe muitas manchetes assustadoras, mas a mecânica real é bem menos dramática do que as pessoas pensam. A posse estrangeira, incluindo a posição da China, importa menos do que a maioria da mídia financeira quer que você acredite.
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