Acabei de ler uma análise detalhada de Vitalik sobre para onde o Ethereum está indo nos próximos anos, e realmente é um plano ambicioso. A essência é que o nível básico da rede deve ficar muito mais rápido e resistente às ameaças futuras.



Na base está o chamado strawmap — não é um documento oficial, mas sim uma ferramenta de coordenação, que Justin Drake da Ethereum Foundation publicou recentemente. O documento descreve como o Ethereum L1 deve evoluir até o final da década. E o principal que é proposto lá — é uma aceleração gradual de todo o sistema.

Vamos começar pelo mais interessante. Os slots são, na essência, intervalos de tempo nos quais novos blocos são criados. Atualmente, eles duram 12 segundos, mas o plano prevê sua redução pela fórmula sqrt(2) — ou seja, para 8, depois 6, 4, 3 e potencialmente 2 segundos. Parece loucura, mas Vitalik destacou que os últimos passos dependem de pesquisas sérias de segurança. O ponto-chave: os slots não são apenas um parâmetro técnico, são o ritmo de toda a rede.

Um dos principais problemas — como manter a segurança com velocidades tão altas? Aqui entram melhorias nas redes peer-to-peer. Em vez de cada nó receber blocos completos dos vizinhos, os blocos serão divididos em fragmentos — por exemplo, em oito partes, das quais qualquer quatro podem reconstruir o bloco inteiro. Isso reduz bastante a carga na largura de banda e os atrasos causados por nós lentos.

Agora, sobre a finalização. Atualmente, ela leva cerca de 16 minutos, o que é bastante tempo. O strawmap propõe separar os slots da finalização e implementar um algoritmo de rodada única chamado Minimmit. Como resultado, a finalização pode cair para 6-16 segundos. Consegue imaginar? De 16 minutos — para segundos. Vitalik admitiu honestamente que isso é difícil, mas acredita que o novo protocolo pode ser até mais simples que o sistema atual Gasper.

Tem também uma parte importante do plano — a criptografia pós-quântica. Quando computadores quânticos poderosos se tornarem realidade, as assinaturas atuais ficarão vulneráveis. Portanto, planeja-se a transição para assinaturas baseadas em hash e funções hash compatíveis com STARK. Os desenvolvedores avaliam várias opções — desde aumentar o número de rodadas no Poseidon até usar funções tradicionais como BLAKE3.

Um ponto interessante: a proteção quântica ao nível dos slots pode surgir antes da proteção da finalização. Se, de repente, computadores quânticos aparecerem inesperadamente, as garantias de finalização podem enfraquecer, mas a própria cadeia continuará funcionando.

Vitalik descreveu todo o processo como uma substituição gradual de componentes — como o navio de Teseu, onde as peças mudam, mas o navio permanece o mesmo. Espera-se aproximadamente uma bifurcação a cada seis meses.

É importante entender: o strawmap não é uma promessa, mas uma proposta para discussão. Se o Ethereum atingirá slots de 2 segundos e uma finalização definitiva até 2029, depende de pesquisas, governança e de como a rede descentralizada conseguirá chegar a um consenso. Mas a direção é claramente essa — blocos mais rápidos, confirmações mais ágeis e um protocolo preparado para sobreviver tanto às mudanças de hardware quanto às eras criptográficas.
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