Acabo de revisar os dados sobre quem possui a dívida dos Estados Unidos e é bastante interessante ver como ela está distribuída. Os números são enormes: mais de 36 trilhões de dólares em dívida nacional, e a maior parte é financiada vendendo títulos do Tesouro a outros países.



O Japão lidera como o maior credor com 1,13 trilhão em títulos do Tesouro dos EUA. O curioso é que cresceu apenas 0,75% em relação ao ano anterior. O Reino Unido vem em segundo lugar com 808 bilhões, e aqui sim há movimento: aumentou 13% no último ano, passando de 714 bilhões. A China, por sua vez, está em terceiro lugar com 757 bilhões, mas caiu de 775 bilhões há um ano.

O que me chamou a atenção é que a China vem reduzindo suas participações em títulos do Tesouro dos EUA há anos. Há uma década tinha cerca de 1,3 trilhão, e agora está quase na metade. Provavelmente tem a ver com as tensões comerciais e as tarifas que foram impostas mutuamente.

Além dos três grandes, há outros jogadores importantes. Ilhas Cayman, que é um centro financeiro offshore, possui 448 bilhões. Bélgica e Luxemburgo, dois pequenos países europeus, mas com setores financeiros muito desenvolvidos, possuem 411 bilhões cada um. Depois estão Canadá, França, Irlanda, Suíça, e até Taiwan, Cingapura e Hong Kong com quantidades significativas.

No total, os 15 principais países que possuem dívida dos Estados Unidos em forma de títulos do Tesouro possuem cerca de 6 trilhões de dólares. É a principal forma que Washington usa para financiar seu déficit orçamentário. Interessante ver como o fluxo de capital global se concentra nos ativos americanos, especialmente em tempos de incerteza econômica.
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