

A licença surge após uma subida de 233% nos volumes de negociação de criptomoedas em Hong Kong.
O banco suíço de criptomoedas AMINA Bank AG obteve aprovação regulatória em Hong Kong para disponibilizar serviços de negociação e custódia de criptomoedas a clientes institucionais, tornando-se o primeiro banco internacional autorizado na cidade. Este feito assinala um avanço relevante nos esforços de Hong Kong para se posicionar como referência global em serviços institucionais de ativos digitais.
Principais destaques:
Num comunicado divulgado segunda-feira, o banco anunciou que a Securities and Futures Commission atribuiu uma “ampliação da licença Tipo 1”, permitindo à AMINA servir um segmento de mercado que tem enfrentado dificuldades em aceder a serviços cripto compatíveis e de padrão bancário sob o exigente regime regulatório de Hong Kong. Esta licença Tipo 1 constitui uma autorização abrangente que faculta às instituições financeiras o exercício de operações sobre valores mobiliários e serviços conexos, representando o mais elevado grau de aprovação regulatória do setor financeiro de Hong Kong.
Com esta aprovação, a filial da AMINA em Hong Kong pode agora disponibilizar negociação e custódia para 13 criptomoedas, incluindo Bitcoin, Ether, USDC, Tether e vários tokens DeFi de referência. Esta diversidade de ativos digitais permite aos clientes institucionais aceder a uma oferta abrangente de serviços cripto, mantendo a conformidade com a regulamentação local. A infraestrutura do banco alia padrões suíços à tecnologia blockchain de última geração, assegurando segurança institucional e eficiência operacional.
Esta iniciativa decorre num contexto de forte dinamismo do mercado regional: a AMINA reportou uma subida de 233% no volume de negociação nas bolsas cripto de Hong Kong, num período recente, face ao ano anterior. Este crescimento evidencia a crescente adoção institucional dos ativos digitais na Ásia e demonstra a robusta procura por serviços cripto regulados na região.
Michael Benz, responsável pela AMINA em Hong Kong, refere que a licença coloca a empresa em posição de expandir para gestão de fundos privados, produtos estruturados, derivados e ativos reais tokenizados. Estes segmentos constituem a próxima vaga de procura institucional em Hong Kong, numa altura em que a cidade acelera a atração de negócios globais de ativos digitais. O alargamento a estes instrumentos financeiros sofisticados permitirá à AMINA servir uma base mais ampla de clientes institucionais, incluindo family offices, hedge funds e instituições financeiras tradicionais que procuram exposição aos ativos digitais.
Hong Kong tem procurado atrair empresas internacionais de criptomoedas, apresentando-se como alternativa regulada face a mercados menos claros. A cidade conjuga supervisão regulatória exigente com um ambiente favorável ao investimento, estabelecendo um quadro que equilibra proteção do investidor e inovação. Esta estratégia tem vindo a captar tanto instituições financeiras estabelecidas como empresas emergentes nativas do universo cripto.
Apesar de ser o primeiro banco estrangeiro a obter esta permissão reforçada Tipo 1, a AMINA integra um ecossistema já servido por operadores locais como Tiger Brokers e HashKey. A presença destes intervenientes evidencia a maturidade da infraestrutura do mercado cripto em Hong Kong e oferece à AMINA um ambiente colaborativo propício ao crescimento e a novas parcerias.
Esta aprovação segue uma orientação regulatória mais ampla. Nos últimos meses, Hong Kong introduziu as aguardadas regras para stablecoin, motivando bancos de referência como HSBC e ICBC a ponderar licenciamento. Estes avanços revelam uma abordagem abrangente à regulação dos ativos digitais que ultrapassa a negociação de criptomoedas, abrangendo todo o ecossistema de ativos digitais.
A SFC aprovou recentemente o primeiro ETF de Solana, antecipando-se aos Estados Unidos, numa estratégia para reforçar a oferta de produtos cripto da cidade. Esta postura proativa demonstra o empenho de Hong Kong em manter-se na linha da frente da inovação em ativos digitais, sem abdicar de um enquadramento regulatório exigente.
Mesmo reforçando algumas regras de autocustódia para mitigar riscos de cibersegurança, os reguladores mantêm abertura ao crescimento responsável dos ativos digitais. Esta estratégia equilibrada garante que as preocupações de segurança são abordadas sem travar a inovação ou limitar oportunidades legítimas de negócio no setor cripto.
A entrada da AMINA traz novo impulso ao projeto de Hong Kong para se afirmar como centro global de finanças institucionais cripto. A tradição suíça do banco e a experiência em banca tradicional, aliadas ao domínio sobre tecnologia blockchain, posicionam-no de forma única para ligar finanças tradicionais ao novo ecossistema digital.
Hong Kong está a preparar uma reforma profunda das regras de negociação de criptomoedas, permitindo que plataformas licenciadas se liguem pela primeira vez a livros de ordens globais. Esta mudança irá transformar radicalmente a forma como os ativos digitais são negociados na cidade, constituindo um dos maiores desenvolvimentos regulatórios na evolução do mercado cripto regional.
A alteração, apresentada pela CEO da SFC, Julia Leung, durante a Hong Kong Fintech Week, vai terminar o modelo de negociação isolado da cidade e alinhar as regras dos ativos digitais com as dos mercados financeiros tradicionais. Ao permitir integração com pools de liquidez globais, as bolsas de Hong Kong poderão oferecer mercados mais profundos, spreads mais apertados e maior eficiência na descoberta de preços.
Esta medida integra uma estratégia mais ampla para consolidar o papel de Hong Kong como centro cripto regional. Desde 2022, a cidade introduziu o licenciamento de plataformas, aprovou produtos de investimento ligados a Bitcoin e Ether e começou a estruturar um ecossistema de fundos de ativos digitais. Estas ações coordenadas mostram uma estratégia completa para criar toda a infraestrutura de serviços institucionais cripto.
Apesar dos esforços, os volumes de negociação em Hong Kong continuam abaixo de mercados como os Estados Unidos, levando os reguladores a ajustar a abordagem sem abdicar de proteção rigorosa ao investidor. As novas regras de liquidez visam colmatar esta lacuna, tornando os mercados de Hong Kong mais competitivos e apelativos para traders institucionais internacionais.
Em paralelo às novas regras de liquidez, Hong Kong está a finalizar quadros de licenciamento para intermediários cripto, custodians e emissores de stablecoin. Estes enquadramentos regulatórios vão oferecer clareza e previsibilidade às empresas do setor, promovendo investimento e inovação.
Os reguladores poderão ainda permitir que intermediários licenciados, para além das bolsas, acedam a pools globais de liquidez, facilitando a entrada de grandes plataformas internacionais. Esta abordagem flexível poderá acelerar a integração do mercado cripto de Hong Kong na infraestrutura global de negociação, mantendo elevados padrões regulatórios. O alargamento das categorias de licença vai criar múltiplos caminhos para diferentes operadores integrarem o ecossistema cripto local, fomentando concorrência e inovação com supervisão e proteção do investidor adequadas.
A AMINA Bank é um banco digital suíço regulado, especializado em serviços institucionais de criptomoedas. Os bancos suíços entram no setor cripto para responder à crescente procura institucional e beneficiar da clareza regulatória. A AMINA disponibiliza soluções seguras e compatíveis em várias jurisdições.
A AMINA obteve uma licença cripto dos reguladores de Hong Kong, que lhe permite prestar serviços institucionais de negociação e custódia. Como primeiro banco internacional com esta licença, reforça a adoção institucional de cripto na Ásia.
A AMINA oferece custódia regulada de ativos digitais, conversão entre ativos digitais e fiduciários, e serviços de transferência. Destina-se a clientes institucionais e empresas que procuram infraestrutura financeira compatível e soluções profissionais.
Esta aprovação reforça a posição global de Hong Kong como centro financeiro e assinala a adoção institucional do cripto. Atrai mais capital institucional ao mercado, aumenta a competitividade da cidade e estimula o crescimento e a legitimidade do setor de criptomoedas.
Sim, a entrada de bancos tradicionais no cripto é uma tendência relevante de mercado. Para os investidores, significa maior adoção institucional, reforço da legitimidade, mais clareza regulatória e integração acelerada dos ativos digitais no mainstream. Espera-se que este movimento institucional sustente o crescimento do mercado e a valorização dos ativos.
A AMINA é regulada pela Securities and Futures Commission de Hong Kong, oferece contas de clientes totalmente segregadas e segurança de padrão institucional. Os ativos estão protegidos por supervisão regulatória rigorosa.
Hong Kong dispõe de um quadro regulatório financeiro robusto, talento qualificado em fintech e apoio governamental ativo à inovação. Estes fatores criam um ambiente estável e favorável para serviços institucionais de ativos digitais e o desenvolvimento Web3.











