

Lançado em 2009 pelo programador pseudónimo Satoshi Nakamoto, o Bitcoin (BTC) é reconhecido como a primeira criptomoeda, tanto por entusiastas do setor como pelo público em geral. A tecnologia blockchain subjacente ao Bitcoin tem captado grande atenção, com empresas como a Amazon, Facebook e Microsoft a desenvolverem e comercializarem produtos e serviços baseados em blockchain. O êxito desta criptomoeda pioneira originou o aparecimento de diversas moedas alternativas, vulgarmente designadas por altcoins.
Em termos simples, altcoins são todas as criptomoedas que não sejam Bitcoin. Para quem procura saber quantas altcoins existem, a CoinMarketCap lista atualmente mais de 18 000 altcoins. Algumas visam corrigir limitações percebidas no protocolo do Bitcoin, enquanto outras seguem finalidades totalmente distintas. Este artigo apresenta uma introdução a várias altcoins populares, fatores a considerar para investir em altcoins, diferenças-chave face ao Bitcoin e outras informações essenciais sobre altcoins.
As altcoins podem ser classificadas segundo a sua utilidade e mecanismos de consenso. Note que algumas altcoins podem enquadrar-se em mais do que uma categoria. Seguem-se as principais categorias de criptomoedas e os seus representantes mais relevantes:
Os forks do Bitcoin consistem em alterações ou novas regras implementadas no protocolo principal. Por vezes, toda a comunidade adere a essas mudanças e migra para a versão melhorada. Noutras situações, a comunidade divide-se e surgem novas versões do Bitcoin.
Este processo pode ser ilustrado por uma árvore genealógica: cada ramo representa um indivíduo único ou uma variante do Bitcoin, enquanto o tronco simboliza o protocolo base — o antepassado de todas as versões. Sempre que um grupo da comunidade adota um novo conjunto de regras não seguido pelos restantes, ocorre um fork.
Existem mais de 100 projetos de forks do Bitcoin, sendo o Bitcoin Cash (BCH) claramente o mais bem-sucedido. O BCH é uma altcoin que procura ultrapassar as limitações do Bitcoin. Um dos principais desafios do sistema de validação e da blockchain do Bitcoin reside no número e velocidade de transações que consegue processar.
O tamanho teórico do bloco do Bitcoin é de 4 megabytes, mas na prática ronda os 2 megabytes. As transações são agrupadas em blocos, pelo que o tamanho do bloco determina diretamente quantas transações podem ser verificadas e adicionadas à blockchain num determinado intervalo. Atualmente, o Bitcoin processa cerca de 7 transações por segundo — um valor muito inferior à média da Visa, de 24 000 TPS. À medida que a base de utilizadores do Bitcoin cresce, os atrasos e a congestão tornam-se mais notórios.
Para responder à escalabilidade, alguns programadores criaram um fork do Bitcoin, originando o Bitcoin Cash em agosto de 2017. A principal atualização foi o aumento do tamanho do bloco para 8 MB, traduzindo-se em transações muito mais rápidas e taxas mais baixas. Atualmente, o BTC é maioritariamente utilizado como ouro digital (ativo de investimento ou reserva de valor), enquanto o BCH se posiciona como um sistema de pagamentos eficiente.
Ou seja, o BCH pretende ser tão funcional como o dinheiro. Contudo, enfrenta desafios próprios, sendo o maior a baixa adoção e confiança dos investidores. Apesar de o BCH ser conhecido dentro da comunidade cripto, permanece praticamente desconhecido fora dela. Com uma base de utilizadores reduzida, o tamanho médio dos blocos minerados na sua blockchain é, inclusive, inferior ao do Bitcoin, o que significa que o objetivo de suportar mais transações com blocos maiores ainda não foi verdadeiramente testado.
Além disso, surgiram outras altcoins para desafiar a ambição do BCH de se tornar o principal meio de pagamento do quotidiano. Da mesma forma que divergências sobre o rumo do Bitcoin deram origem ao BCH, disputas sobre o futuro do BCH originaram outro fork: o Bitcoin SV (BSV). O grande número de concorrentes, aliado a preocupações constantes de segurança e fiabilidade, deverá limitar o sucesso do BCH no futuro.
Distintas dos forks do Bitcoin, estas altcoins operam em blockchains próprias, embora assentem fortemente no protocolo original do Bitcoin. Continuam a recorrer a sistemas que geram novas moedas por mineração, ou seja, através da resolução de cálculos matemáticos complexos.
O Litecoin (LTC) foi a primeira alternativa ao Bitcoin a alcançar sucesso e mantém-se ativo. Chegou a ser a segunda criptomoeda mais relevante a seguir ao BTC, mas ocupa atualmente uma honrosa 20.ª posição em capitalização de mercado.
Tal como o BCH, o LTC privilegia a velocidade — as transações em Litecoin são validadas cerca de quatro vezes mais rápido que as do Bitcoin. Outra diferença importante reside no mecanismo de proof-of-work: o Litecoin utiliza o algoritmo Scrypt, mais simples. À medida que o algoritmo do Bitcoin se tornou mais complexo, a mineração passou a exigir equipamento altamente especializado, inacessível ao utilizador comum. Em contrapartida, a mineração de Litecoin pode ainda ser feita com CPUs e GPUs standard, tornando o LTC muito mais acessível. Por isso, o Litecoin é visto como uma versão “mais leve” do Bitcoin — muitos comparam o Bitcoin e o Litecoin ao ouro e à prata do universo cripto.
O Ethereum (ETH) representou um salto marcante na evolução das altcoins baseadas em mineração. Ao contrário do LTC e de outras alternativas, o Ethereum introduziu conceitos inovadores e objetivos próprios. O Ethereum é uma plataforma blockchain que suporta smart contracts.
Os smart contracts são conjuntos de condições que, ao serem cumpridas, executam automaticamente determinadas ações. Permitem que programadores desenvolvam aplicações descentralizadas (DApps) que funcionam na rede. Por exemplo, serviços financeiros como crédito e empréstimo podem ser automatizados através de smart contracts, dispensando intermediários.
Para aceder a estas aplicações é preciso pagar uma taxa de computação à rede em ether (ETH) — o token nativo do Ethereum e combustível dos contratos. O Ethereum não visa ser apenas uma moeda digital como o Bitcoin; procura aplicar a tecnologia blockchain numa multiplicidade de aplicações descentralizadas e invioláveis.
O Ethereum utiliza atualmente o algoritmo de consenso Proof-of-Work (PoW), que recorre a poder computacional para validar transações. Contudo, o Ethereum planeia migrar para Proof-of-Stake (PoS), onde as transações são validadas em função do número de moedas em staking. Esta transição tornará a mineração obsoleta e reduzirá o consumo energético do Ethereum em 99%, respondendo a uma das maiores críticas à blockchain. Para ser validador no Ethereum, é necessário colocar 32 ETH em staking.
O Ethereum também tem o seu próprio fork — o Ethereum Classic (ETC) — o mais relevante entre eles. Em 2016, o DAO original do Ethereum foi alvo de um ataque devido a vulnerabilidades no código, resultando no roubo de 3,6 milhões de ETH. Foi realizado um hard fork para recuperar os fundos e resolver os problemas.
Quem se opôs ao fork manteve o apoio à cadeia pré-fork, hoje chamada Ethereum Classic. A comunidade cripto continua a demonstrar preocupação quanto à segurança deste fork, sobretudo após o Ethereum Classic ter sofrido ataques de 51%, em que hackers roubaram mais de 5 milhões de dólares em ETC em 2020.
O Proof-of-Stake (PoS) é um mecanismo de consenso alternativo para validação de transações. Nos sistemas PoS, os utilizadores colocam cripto em staking para se tornarem validadores. Estes desempenham funções semelhantes às dos mineradores: ordenar transações, criar novos blocos e verificar propostas de outros validadores.
O Cardano (ADA) é a maior rede PoS em valor em staking e ocupa a sétima posição em capitalização de mercado. O Cardano suporta atualmente mais de 600 projetos, abrangendo funcionalidades e setores como NFT, exchanges descentralizadas, DeFi e Metaverso.
Ao contrário do Ethereum, os smart contracts do Cardano funcionam com ADA, o seu token nativo. O Cardano utiliza o protocolo Ouroboros Proof-of-Stake, distribuindo o controlo da rede por vários pools de staking. Os utilizadores podem criar os seus próprios pools ou delegar ADA a pools já existentes, caso não tenham conhecimentos técnicos para operar um nó. Os stakers recebem recompensas proporcionais ao ADA delegado.
O Cardano assenta na base dos smart contracts do Ethereum, mas visa maior escalabilidade, melhor desempenho, mais segurança e eficiência energética superior. Destaca-se pela revisão rigorosa do código e desenvolvimento científico.
O Cardano apoia-se em investigação sujeita a revisão por pares, publicando os seus trabalhos em conferências da especialidade. Esta abordagem tem sido alvo de críticas por parte da comunidade cripto, já que o processo de revisão é visto como um entrave ao ritmo de desenvolvimento e adoção do Cardano.
Ainda assim, o Cardano mantém um valor relevante a longo prazo com o lançamento de novas atualizações e projetos. Por exemplo, a atualização Hydra irá aumentar significativamente a velocidade das transações.
Estas criptomoedas são concebidas para reduzir e mitigar o risco financeiro. O Bitcoin e a generalidade das altcoins apresentam elevada volatilidade e mantêm correlação. O preço do Bitcoin pode oscilar fortemente em minutos ou segundos, e muitas altcoins acompanham esta tendência. As stablecoins oferecem proteção contra quedas abruptas de preço ao disponibilizarem alternativas menos expostas ao risco. São suportadas por ativos menos voláteis, como matérias-primas, moedas fiduciárias ou cestos de outras criptomoedas.
As stablecoins lastreadas em commodities podem ser fixas ou resgatáveis por ativos como ouro, prata ou outros metais preciosos. Os Digix Gold Tokens, por exemplo, têm lastro em ouro. Os detentores podem trocar estes tokens pelo valor equivalente em ouro. Estas stablecoins são também menos suscetíveis à inflação, já que é mais difícil aumentar a oferta de metais do que imprimir moeda.
A TrueUSD, a USD Tether (USDT) e a USD Coin (USDC) são exemplos de stablecoins indexadas ao dólar norte-americano. O seu valor deve manter-se o mais próximo possível de um dólar. Para emitir mais tokens, as empresas têm de depositar montantes equivalentes em reservas de USD. Contudo, a USDT tem sido criticada pela relutância ou incapacidade em apresentar relatórios de auditoria que comprovem o real valor das suas reservas.
As stablecoins colateralizadas por cripto são geralmente garantidas por carteiras de outras criptomoedas. A sua implementação é mais complexa do que nas stablecoins fiduciárias ou de commodities, pois a colateralização ocorre na blockchain via smart contracts. Para garantir a estabilidade de preços, são necessários instrumentos e incentivos adicionais para além do colateral.
Não existe um gráfico global para a dominância das altcoins no mercado. Por isso, a dominância das altcoins é normalmente inferida pela análise da dominância do Bitcoin. Os traders comparam a capitalização de mercado do Bitcoin com a total do mercado de cripto; uma descida acentuada da dominância do Bitcoin costuma indicar o início da “altcoin season”.
No final de 2018, a dominância do Bitcoin caiu abaixo dos 37,5%, marcando uma altcoin season em que mais de 20 altcoins duplicaram de valor. A season terminou com a recuperação da dominância do Bitcoin, superando os 60% a meio de 2019.
A mais recente altcoin season ocorreu no final de 2020, quando a dominância do Bitcoin caiu para pouco acima de 40% e várias altcoins (como ETH e ADA) registaram fortes valorizações. Esta fase terá terminado em maio de 2021, com o regresso da dominância do Bitcoin, que nunca recuperou totalmente os máximos anteriores e hoje oscila entre 40% e 47,5%.
Para começar a negociar ou investir em altcoins, deve escolher uma plataforma de exchange de criptomoedas. Existem muitas plataformas no setor cripto, sendo difícil apontar uma única “melhor” opção, já que cada uma apresenta vantagens e limitações. Os fatores-chave são a variedade de ativos disponíveis, as comissões de negociação, o volume transacionado e a segurança.
As melhores exchanges de altcoins combinam, em teoria, uma seleção alargada de ativos, comissões baixas, elevado volume de negociação e segurança robusta para salvaguardar os fundos.
Antes de comprar altcoins numa exchange, é necessário criar uma conta com e-mail e palavra-passe. Após adquirir cripto por cartão de crédito ou transferência bancária, os ativos ficam disponíveis na carteira. Pode transferi-los depois para outra carteira, como a MetaMask, para utilizar fundos noutros ecossistemas. Uma carteira cripto é uma aplicação que armazena as chaves de acesso e gestão dos ativos digitais.
Se não quiser fornecer dados pessoais para comprar ativos numa exchange centralizada, pode optar por uma exchange descentralizada. No entanto, estas plataformas podem apresentar menor volume de negociação e liquidez, o que as torna mais vulneráveis a oscilações de preço — pequenas transações podem provocar grandes variações.
Se pretende aceder ao mercado cripto sem comprar e deter diretamente criptomoedas, pode investir em exchange-traded funds (ETF). Os ETF apresentam geralmente menor risco, replicando o valor dos ativos subjacentes e negociando em bolsas tradicionais. Por exemplo, um ETF de altcoins acompanha o valor do Ethereum.
O top 10 atual de criptomoedas por capitalização de mercado mantém o Bitcoin (BTC) na liderança. O Ethereum (ETH), a altcoin mais popular, surge em segundo lugar, seguido de Cardano (ADA) e Solana (SOL).
Se pretende investir em criptomoedas, a maioria destas moedas de referência apresenta risco relativamente baixo. Estes projetos tendem a ter menor risco e preços mais estáveis, o que reduz a probabilidade de ganhos excecionais.
Quem procura maior risco pode optar por criptomoedas recentes que ainda não registaram grandes valorizações. Estas são naturalmente mais arriscadas, já que quebras abruptas de preço e insucesso de projetos são frequentes no setor cripto.
Com investigação rigorosa (DYOR), é possível identificar a próxima moeda a valorizar 10x ou 100x. Por exemplo, entre as 10 moedas com melhor desempenho recente, várias altcoins como a Polygon (MATIC) valorizaram mais de 100x, enquanto Solana (SOL) e Avalanche (AVAX) subiram mais de 10x. Estes projetos mantêm-se sólidos, com bases de utilizadores em expansão — potenciando novas subidas.
O desempenho das principais criptomoedas ao longo do tempo demonstra que alguns projetos registaram fortes crescimentos de valor. Contudo, dada a volatilidade do setor, não é certo que alguma das moedas da lista mantenha essa trajetória. Assim, traders e investidores devem fazer a devida diligência e escolher moedas com utilidade real e equipas credíveis para evitar fraudes, rug pulls e perdas potenciais.
O Bitcoin é visto como um ativo altamente especulativo, com volatilidade superior a investimentos tradicionais como obrigações e ações. As altcoins são ainda mais voláteis e apresentam riscos acrescidos. Os utilizadores podem perder quantias elevadas rapidamente, e a maioria das altcoins raramente recupera após quedas de preço. Por isso, é fundamental fazer a sua própria investigação (DYOR) e procurar projetos de qualidade ou altcoins sólidas ao investir.
No entanto, as altcoins podem proporcionar ganhos substanciais, sobretudo durante as “altcoin seasons”, quando vários tokens superam o desempenho do Bitcoin. Estas fases tendem a começar quando a dominância do Bitcoin cai, à medida que traders e investidores saem do BTC para realizar lucros.
Embora não seja um indicador perfeito, pode analisar-se a dominância do Bitcoin para avaliar o sentimento do mercado e perceber se Bitcoin ou altcoins lideram. Em última análise, o investidor deve pesar prós e contras dos investimentos em altcoins. Trate as altcoins como ativos de alto risco e só invista capital que possa perder.
Com mais de 18 000 altcoins existentes, é impossível abordá-las todas. Este artigo não pretende ser um guia exaustivo sobre todas as alternativas ao Bitcoin, mas sim trazer um resumo dos projetos mais relevantes da história das altcoins. Muitas das 10 principais criptomoedas não referidas poderão ser analisadas em futuros artigos.
O conhecimento fundamental e as perspetivas aqui apresentados devem servir de base para explorar e pesquisar outras moedas emergentes ou em destaque. Tenha em conta que é difícil identificar a “melhor” altcoin para comprar, pois o mercado cripto é ainda jovem quando comparado com os mercados tradicionais. Novos e melhores projetos podem surgir no futuro e ultrapassar os favoritos atuais.
Altcoins são todas as criptomoedas exceto o Bitcoin. Procuram superar o Bitcoin através de tecnologia mais avançada. O Bitcoin tem um percurso mais longo e maior dominância de mercado; as altcoins inovam mais rapidamente, mas apresentam maior volatilidade de preços.
Entre as altcoins mais populares destacam-se Ethereum, Ripple (XRP) e Litecoin. O Ethereum suporta smart contracts e aplicações descentralizadas. O Ripple é especializado em pagamentos internacionais rápidos e económicos. O Litecoin assegura transações mais rápidas do que o Bitcoin.
Avalie as altcoins analisando a capitalização de mercado, a tecnologia do projeto e o apoio da comunidade. Analise o whitepaper e a credibilidade da equipa de desenvolvimento. Considere o volume de negociação, liquidez e roadmap do projeto antes de investir.
Entre os riscos estão a elevada volatilidade, projetos fraudulentos e baixa liquidez. Para evitar estes riscos, faça uma pesquisa detalhada antes de investir, diversifique a carteira, utilize plataformas de confiança e nunca siga dicas de investimento sem verificação.
As altcoins têm menor capitalização de mercado e liquidez do que o Bitcoin, tornando os seus preços mais sensíveis a mudanças de sentimento do mercado e volumes de negociação — o que resulta em maior volatilidade.
Pode comprar e negociar altcoins nas principais exchanges de cripto. Crie uma conta, verifique a identidade, selecione a altcoin desejada e conclua a transação com o método de pagamento escolhido para investir.
As altcoins têm perspetivas positivas, impulsionadas pela inovação contínua e crescente adoção de mercado. Investimentos a longo prazo em projetos com bons fundamentos podem gerar retornos significativos à medida que a Web3 se desenvolve.
Os tokens DeFi são emitidos por sistemas de finanças descentralizadas que permitem transações sem intermediários. Tokens Layer 2 contribuem para a escalabilidade das redes blockchain e reduzem custos de transação. Ambos são classificados como altcoins, pois servem de alternativa ao Bitcoin.
Utilize uma hardware wallet ou armazenamento offline para máxima segurança. Proteja as suas chaves privadas, evite guardá-las online e mantenha cópias de segurança regulares. Nunca partilhe os seus acessos com terceiros.











