

A Valour, subsidiária da DeFi Technologies Inc., obteve aprovação regulatória para listar quatro produtos negociados em bolsa (ETP) focados em ativos digitais na B3 do Brasil. Esta decisão estratégica representa um marco relevante na expansão das opções de investimento institucional em criptomoedas no mercado latino-americano. Os produtos negociados em bolsa permitem aos investidores aceder de forma regulada e prática a ativos digitais sem deter diretamente as criptomoedas subjacentes, respondendo às preocupações de custódia, segurança e conformidade regulatória.
A oferta aprovada integra Valour Bitcoin (BTCV), Valour Ethereum (ETHV), Valour XRP (XRPV) e Valour SUI (VSUI). Cada ETP acompanha o desempenho do respetivo ativo digital, proporcionando aos investidores um veículo de investimento familiar, análogo aos tradicionais fundos negociados em bolsa. Os produtos Bitcoin e Ethereum servem investidores que pretendem exposição às duas maiores criptomoedas por capitalização de mercado, enquanto os produtos XRP e SUI oferecem acesso a ecossistemas blockchain emergentes com utilizações diferenciadas.
O Valour Bitcoin ETP permite aos investidores participar nas variações de preço do Bitcoin através de um produto regulado negociado numa plataforma de referência. O Valour Ethereum ETP proporciona exposição ao ecossistema Ethereum, que viabiliza aplicações descentralizadas e smart contracts. O produto XRP dirige-se a investidores interessados na rede blockchain da Ripple, dedicada à transferência de pagamentos, enquanto o SUI ETP permite aceder a uma nova plataforma blockchain layer-1 reconhecida pela sua elevada performance.
A negociação destes ETPs de ativos digitais iniciou-se no final de 2024 na bolsa brasileira, assinalando um momento decisivo para a adoção de criptomoedas na maior economia da América do Sul. Este lançamento amplia de forma significativa o leque de opções de investimento em ativos digitais para investidores brasileiros, tanto particulares como institucionais. Disponibilizando ETPs regulados numa infraestrutura de bolsa consolidada, a Valour elimina obstáculos históricos à adoção de criptomoedas, como a incerteza regulatória e preocupações com a segurança dos ativos.
A disponibilização destes produtos numa das principais plataformas brasileiras de negociação demonstra a crescente aceitação dos ativos digitais como instrumentos de investimento legítimos. Para o mercado brasileiro, estes ETPs garantem aos investidores locais acesso denominado em pesos a mercados globais de criptomoedas, sem complicações associadas a transferências internacionais ou à compra direta dos ativos. Este avanço acompanha a tendência global de integração das criptomoedas nos sistemas financeiros tradicionais da América Latina e a nível internacional.
A Valour é o principal emissor europeu de ETPs de ativos digitais, especializada em produtos negociados em bolsa para BTC, ETH, SOL e outros ativos. A empresa detém presença relevante no mercado e experiência em infraestruturas de ativos digitais.
Os ETPs de ativos digitais são produtos negociados em bolsa que permitem aos investidores exposição a criptomoedas sem a necessidade de as deter ou gerir diretamente. Diferentemente da compra direta, os ETPs simplificam o processo de investimento através dos mercados financeiros tradicionais, oferecendo soluções de acesso e custódia mais práticas.
A Valour lançou ETPs de ativos digitais na B3 do Brasil para disponibilizar acesso regulado a ativos digitais a instituições e investidores qualificados brasileiros, reforçando a sua estratégia de expansão global na América Latina.
Os quatro ETPs acompanham Bitcoin e Ethereum. Dois são produtos WisdomTree Inc. que permitem exposição física ao Bitcoin e à Ethereum, respetivamente.
Os investidores particulares podem comprar e negociar ETPs de ativos digitais na B3 abrindo uma conta de corretagem, realizando a verificação de identidade e colocando ordens através da plataforma do corretor. Basta pesquisar pelos símbolos dos ETPs e executar ordens de compra ou venda durante o horário de mercado.
Os ETPs de ativos digitais oferecem comissões de negociação mais baixas, maior liquidez e acesso facilitado via corretores tradicionais. No entanto, não permitem controlo direto da custódia e implicam comissões de gestão, ao passo que a posse direta garante autonomia total, exigindo medidas próprias de segurança.











