Guia de stablecoins imprescindível para 2024: análise aprofundada de sete projetos principais

O que são stablecoins? Guia rápido

O conceito de stablecoin pode parecer complicado, mas na verdade é bastante simples — são ativos criptográficos atrelados ao dólar ou a outros ativos. A forma mais comum é a vinculação 1:1 ao dólar, ou seja, cada stablecoin é apoiada por uma reserva de um dólar. Esse design faz das stablecoins uma ponte entre o sistema financeiro tradicional e o mundo cripto.

Em comparação com a volatilidade extrema do Bitcoin e do Ethereum, o preço das stablecoins teoricamente permanece estável. Mas lições do passado nos mostram que essa estabilidade não é garantida — algumas stablecoins já perderam sua paridade, lembrando-nos de que o risco sempre existe. Independentemente de você planejar ou não negociar stablecoins, entender seu funcionamento é uma aula obrigatória para participar do mercado de criptomoedas moderno.

Como funcionam as stablecoins lastreadas por moeda fiduciária

Stablecoins apoiadas por moeda fiduciária são, na essência, uma representação digital de dinheiro real na blockchain. Os projetos bloqueiam dólares ou euros, por exemplo, e criam tokens digitais equivalentes por meio de contratos inteligentes. Esses fundos bloqueados funcionam como uma promessa, garantindo o valor real de cada stablecoin.

Tomando como exemplo USDC e USDT, ambos seguem o princípio 1:1 — cada token corresponde a 1 dólar em dinheiro ou ativos equivalentes. Essa relação matemática simples torna as stablecoins uma ferramenta ideal para pagamentos internacionais: rápidos, transparentes e com custos baixos. Em comparação com transferências tradicionais, que podem levar dias e cobrar altas taxas, as stablecoins oferecem vantagens evidentes.

Ranking das stablecoins mais populares atualmente

Atualmente, o mercado é dominado por duas gigantes: USD Coin (USDC) e Tether (USDT). Seus valores de mercado superam em muito outros produtos similares. Mas o mercado de cripto é bastante volátil — um exemplo de novembro de 2023 ilustra bem isso. Uma exchange conhecida deixou de suportar sua stablecoin nativa, um projeto que antes estava entre os cinco maiores rapidamente perdeu participação de mercado para concorrentes.

Esse fenômeno nos lembra que, antes de escolher qual stablecoin usar, é fundamental entender as diferenças e características de cada projeto.

Análise individual das principais stablecoins

1. USDT: A longevidade de um veterano do mercado

USDT é o pioneiro no setor de stablecoins. Criado pela Tether Limited em 2014, foi a primeira a oferecer aos usuários um ativo digital atrelado ao dólar — independente de qualquer plataforma específica. Essa inovação combinou as vantagens tecnológicas das criptomoedas com a estabilidade do dinheiro fiduciário.

De acordo com o relatório de reservas de setembro de 2023, a Tether possui mais de 86 bilhões de dólares em ativos, contra mais de 83 bilhões de dólares em passivos circulantes. Esses números mostram o esforço considerável para manter a paridade 1:1. USDT permite que usuários globais façam transações estáveis, com velocidade e custos baixos, tornando-se uma escolha comum para pagamentos transfronteiriços e transferências de fundos.

2. USDC: símbolo de confiança institucional

Lançada em 2018 pela Circle, uma empresa focada em pagamentos ponto a ponto, a USDC tem seu preço atrelado a 1 dólar, sob gestão e supervisão do Centre, uma aliança que inclui mineradoras de Bitcoin como a Bitmain e a exchange Coinbase. Essa combinação reforça a confiança do mercado.

Segundo dados recentes, a USDC tem um valor de mercado circulante de aproximadamente 75,62 bilhões de dólares, sendo a segunda maior stablecoin após a USDT. Sua liquidez é alta, podendo ser facilmente negociada e trocada na maioria das exchanges centralizadas e descentralizadas. É especialmente indicada para usuários de carteiras compatíveis com o padrão ERC-20.

3. TUSD: defensor da transparência

True USD (TUSD), lançado em 2018 pela TrustToken em parceria com a PrimeTrust, nasceu com a missão de resolver a crise de confiança do setor, usando contas de custódia de terceiros para guardar os fundos dos usuários — essas contas são totalmente invisíveis para o emissor do TUSD, evitando desvio de fundos.

Dados recentes indicam que a TUSD tem um valor de mercado de cerca de 494 milhões de dólares. Sua característica mais notável é a divulgação em tempo real das reservas de respaldo, verificadas periodicamente por uma terceira independente. Para quem busca transparência, a TUSD oferece uma camada extra de segurança na escolha de stablecoins.

4. BUSD: solução centralizada emitida por exchanges

BUSD é emitida conjuntamente pela Binance e pela Paxos Trust. Como stablecoin nativa de uma exchange, também é atrelada ao dólar 1:1. A Paxos Trust é responsável pela emissão e destruição dos tokens — quando os usuários compram com dólares, os tokens são criados; ao resgatar, eles são destruídos.

Baseada na Ethereum, a BUSD também suporta o padrão BEP-2 na Binance Chain. Sua oferta depende da demanda do mercado — quanto mais as pessoas comprarem, maior será a quantidade em circulação.

5. DAI: campo de testes para stablecoins descentralizadas

DAI é a única stablecoin verdadeiramente descentralizada no universo cripto. Diferente do USDT e do FDUSD, controlados por entidades centrais, a DAI foi lançada pelo MakerDAO em 2018, operando por meio do protocolo Maker na Ethereum.

A DAI mantém uma paridade “suave” com o dólar (objetivo 1:1), usando mecanismos inovadores que não dependem de nenhuma instituição. Usuários podem bloquear criptomoedas como Bitcoin ou Ethereum em contratos inteligentes chamados Maker Vaults, como garantia para gerar DAI. Atualmente, seu valor de mercado é de aproximadamente 4,33 bilhões de dólares, representando uma importante experiência de finanças descentralizadas.

6. eUSD e peUSD: a nova era das stablecoins que geram rendimento

A Lybra Finance criou uma plataforma para usuários de tokens de staking líquido (LST). Essas stablecoins que geram rendimento — eUSD e peUSD (versão para DeFi) — possuem características que outras stablecoins não têm: elas proporcionam ganhos aos seus detentores.

Esse design faz com que as stablecoins deixem de ser apenas uma reserva de valor, passando a funcionar como uma espécie de conta de rendimento. Elas oferecem estabilidade de preço e oportunidades de renda adicional, algo bastante raro nesse segmento.

7. Dólar sintético: nova visão de instrumentos de hedge

O dólar sintético é voltado para quem deseja estabilidade em dólares, mas não quer lidar com o sistema bancário tradicional. A ideia central é obter estabilidade de preço por meio de hedge de dois ativos relacionados.

Por exemplo, você abre uma posição de compra de Bitcoin de 100 dólares em uma corretora de derivativos, e ao mesmo tempo uma posição de venda equivalente — quando o Bitcoin sobe, a posição de hedge perde na mesma proporção, e vice-versa, mantendo a posição líquida inalterada. A Galoy, uma empresa que fornece infraestrutura bancária nativa de Bitcoin, lançou a funcionalidade Stablesats, que permite aos usuários obter um preço estável em dólares usando Bitcoin, exemplificando essa ideia.

Por que as stablecoins estão se tornando cada vez mais populares

Sangue do ecossistema DeFi

As stablecoins estão se tornando o elemento central do ecossistema DeFi. DeFi é um sistema de serviços financeiros abertos construídos sobre blockchain, prometendo eliminar intermediários, aumentar a transparência e reduzir custos. Nesse ambiente, as stablecoins funcionam como o sangue que circula.

Ao contrário da volatilidade do Bitcoin e do Ethereum, o preço estável das stablecoins as torna ativos ideais para plataformas de empréstimo e pools de liquidez. Por isso, são amplamente adotadas em financiamentos descentralizados. Mas é importante lembrar que, na história, algumas stablecoins também já apresentaram problemas, então os usuários devem estar atentos.

Empoderando países em desenvolvimento

Para regiões com alta inflação ou desvalorização cambial, as stablecoins são uma verdadeira salvação. Estar atrelado ao dólar equivale a possuir dólares — ajudando a proteger a riqueza contra riscos cambiais. Isso é especialmente valioso em locais com instabilidade econômica.

Mais do que isso, as stablecoins e a tecnologia blockchain contornam as limitações do sistema bancário tradicional. Em muitos países em desenvolvimento, serviços bancários são caros ou difíceis de acessar, mas as stablecoins oferecem uma forma rápida e barata de fazer pagamentos internacionais, permitindo que populações marginalizadas participem da economia global.

Riscos que não podem ser ignorados

Apesar do potencial promissor, as stablecoins também carregam riscos reais. Primeiramente, sua segurança depende totalmente dos ativos de respaldo e da reputação do emissor. Se o valor dos ativos cair ou a instituição enfrentar dificuldades, a stablecoin pode perder sua paridade.

Além disso, o ambiente regulatório ainda é incerto. Diante da rápida evolução do mercado de cripto, os órgãos reguladores de cada país ainda não estabeleceram um quadro claro de políticas para stablecoins. Essa incerteza representa um risco de longo prazo.

Outro ponto é que, embora as transações na blockchain sejam geralmente rápidas, congestionamentos podem causar atrasos, afetando o acesso aos fundos. O setor de stablecoins precisa urgentemente de melhores ferramentas de gestão de risco e infraestrutura aprimorada.

Avaliações de segurança feitas por instituições como Bluechip podem ajudar os usuários a entender a confiabilidade de diferentes projetos, considerando fatores como mecanismos de paridade, tipos de garantia, valor de mercado e estabilidade de preço.

Como adquirir stablecoins: várias opções ao seu alcance

A forma mais direta é comprar stablecoins com moeda fiduciária em exchanges centralizadas. Também é possível trocar outros criptoativos, como Bitcoin ou Ethereum, por stablecoins.

Para quem prefere métodos descentralizados, há a opção de comprar via P2P em DEXs. Muitos usuários preferem DEXs porque, durante a negociação, não precisam confiar seus ativos a terceiros, mantendo controle total de suas chaves privadas.

Considerações finais

As stablecoins já provaram seu papel central no mercado de finanças cripto. Elas criaram uma ponte entre o sistema financeiro tradicional e os ativos digitais, oferecendo uma alternativa mais segura do que Bitcoin ou Ethereum para quem busca estabilidade de preço. Com o surgimento de stablecoins descentralizadas como a DAI, o ecossistema de stablecoins continua inovando e se expandindo.

Com a adoção global de criptomoedas acelerando, a influência das stablecoins deve crescer ainda mais. Comprar e manter stablecoins hoje em dia não é difícil, mas, como qualquer investimento, uma pesquisa aprofundada antes de entrar é essencial.

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