O progresso na regulamentação de criptomoedas pelo Congresso dos EUA voltou a ficar estagnado. O Comitê Judiciário do Senado enviou, em 17 de janeiro, uma carta severa ao Comitê Bancário, apontando que o Artigo 604 do Projeto de Lei de Determinabilidade de Regulação de Blockchain apresenta riscos legais significativos, solicitando sua remoção.
Este artigo, considerado pelos desenvolvedores como um amuleto de proteção, tem uma intenção clara — evitar que desenvolvedores de software sejam responsabilizados criminalmente por abusos de terceiros com suas ferramentas. No entanto, o presidente republicano do Comitê Judiciário, Chuck Grassley, e o principal legislador democrata, Dick Durbin, destacaram na carta que esse artigo, na verdade, enfraqueceria a autoridade federal na fiscalização de transferências de fundos não autorizadas, tocando no limite do que o departamento de justiça pode tolerar.
Casos reais se tornam o foco do debate
O Comitê Judiciário citou especificamente o caso de Roman Storm, desenvolvedor do Tornado Cash. Para eles, esse caso demonstra que o arcabouço legal atual é necessário e eficaz no combate às atividades ilegais de transferência de fundos. Remover ou modificar esse artigo seria criar obstáculos para as autoridades, permitindo que indivíduos que se apresentam como “desenvolvedores” participem de transferências de fundos com brechas legais.
Essa carta direcionada evidencia o conflito central entre defensores do DeFi e reguladores: como equilibrar a proteção à inovação com a prevenção de abusos.
O processo legislativo balança na corda bamba
O Comitê Bancário originalmente planejava votar o projeto de lei em 18 de janeiro, mas a forte oposição na quarta-feira à noite forçou o adiamento. Agora, se o Artigo 604 permanecer no projeto, o Comitê Judiciário — como o terceiro com poder decisório — certamente participará do processo final de coordenação e assinatura, complicando ainda mais toda a tramitação legislativa.
A comunidade DeFi já enviou sinais claros: se esses dispositivos de proteção aos desenvolvedores forem completamente removidos, eles considerarão retirar seu apoio ao projeto de lei. Isso coloca em risco a própria legislação de regulamentação de criptomoedas, que já vinha enfrentando dificuldades. A declaração final na carta do Comitê também reflete a gravidade dessa disputa: “Instamos o Comitê a rejeitar quaisquer propostas que possam enfraquecer a capacidade do governo de responsabilizar aqueles que realizam transferências de fundos não autorizadas, incluindo o Artigo 604.”
A complexidade do jogo político mais uma vez nos lembra que a regulamentação de criptomoedas não é uma simples questão política, mas um problema sistêmico envolvendo interesses judiciais, comerciais e de inovação.
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A carta do Comité Judicial desencadeia uma tempestade de propostas: a Seção 604 do projeto de lei CLARITY está por um fio
O progresso na regulamentação de criptomoedas pelo Congresso dos EUA voltou a ficar estagnado. O Comitê Judiciário do Senado enviou, em 17 de janeiro, uma carta severa ao Comitê Bancário, apontando que o Artigo 604 do Projeto de Lei de Determinabilidade de Regulação de Blockchain apresenta riscos legais significativos, solicitando sua remoção.
Este artigo, considerado pelos desenvolvedores como um amuleto de proteção, tem uma intenção clara — evitar que desenvolvedores de software sejam responsabilizados criminalmente por abusos de terceiros com suas ferramentas. No entanto, o presidente republicano do Comitê Judiciário, Chuck Grassley, e o principal legislador democrata, Dick Durbin, destacaram na carta que esse artigo, na verdade, enfraqueceria a autoridade federal na fiscalização de transferências de fundos não autorizadas, tocando no limite do que o departamento de justiça pode tolerar.
Casos reais se tornam o foco do debate
O Comitê Judiciário citou especificamente o caso de Roman Storm, desenvolvedor do Tornado Cash. Para eles, esse caso demonstra que o arcabouço legal atual é necessário e eficaz no combate às atividades ilegais de transferência de fundos. Remover ou modificar esse artigo seria criar obstáculos para as autoridades, permitindo que indivíduos que se apresentam como “desenvolvedores” participem de transferências de fundos com brechas legais.
Essa carta direcionada evidencia o conflito central entre defensores do DeFi e reguladores: como equilibrar a proteção à inovação com a prevenção de abusos.
O processo legislativo balança na corda bamba
O Comitê Bancário originalmente planejava votar o projeto de lei em 18 de janeiro, mas a forte oposição na quarta-feira à noite forçou o adiamento. Agora, se o Artigo 604 permanecer no projeto, o Comitê Judiciário — como o terceiro com poder decisório — certamente participará do processo final de coordenação e assinatura, complicando ainda mais toda a tramitação legislativa.
A comunidade DeFi já enviou sinais claros: se esses dispositivos de proteção aos desenvolvedores forem completamente removidos, eles considerarão retirar seu apoio ao projeto de lei. Isso coloca em risco a própria legislação de regulamentação de criptomoedas, que já vinha enfrentando dificuldades. A declaração final na carta do Comitê também reflete a gravidade dessa disputa: “Instamos o Comitê a rejeitar quaisquer propostas que possam enfraquecer a capacidade do governo de responsabilizar aqueles que realizam transferências de fundos não autorizadas, incluindo o Artigo 604.”
A complexidade do jogo político mais uma vez nos lembra que a regulamentação de criptomoedas não é uma simples questão política, mas um problema sistêmico envolvendo interesses judiciais, comerciais e de inovação.