O código aberto é a base da fé na blockchain, bem como uma condição necessária para construir sistemas sem confiança. Mas quando esses princípios encontram blockchains públicos de privacidade voltados para o setor financeiro, como o Dusk, os problemas tornam-se mais complexos.
Imagine uma grande instituição financeira considerando usar uma determinada blockchain para processar transações de ativos essenciais. O que eles devem fazer primeiro? Analisar o código-fonte de cima a baixo. Tornar o código aberto facilita a auditoria, mas qual é o custo disso? — Todos os detalhes técnicos, todas as possíveis vulnerabilidades, toda a lógica de negócios inteligente, ficam claros para concorrentes e hackers mal-intencionados.
Para projetos que se autodenominam "privacidade + conformidade", esse conflito é especialmente doloroso. Sua vantagem competitiva muitas vezes está escondida na lógica de design do código. Abrir totalmente o código equivale a entregar suas principais vantagens aos imitadores.
Um problema mais realista é que as instituições financeiras geralmente desenvolvem seus próprios contratos inteligentes proprietários na sua blockchain — esses contratos frequentemente carregam segredos comerciais e vantagens competitivas. Se os desenvolvedores obrigarem tudo a ser open source, essas instituições simplesmente não aceitarão. Isso cria um ciclo vicioso: para atrair grandes players financeiros, é preciso oferecer espaço para privacidade; mas fazer isso parece contrariar os princípios da comunidade open source.
A única saída aparente é uma estratégia em camadas — a infraestrutura central permanece aberta e transparente, ganhando confiança e segurança na auditoria; mas as aplicações superiores e a lógica de negócios deixam espaço suficiente para autonomia. Assim, evita-se tanto a completa capitulação às concessões comerciais quanto o afastamento de clientes por idealismo. A questão é: como percorrer essa linha tênue, sem uma resposta padrão?
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QuorumVoter
· 01-20 10:51
Resumindo, é a velha questão do peixe e do urso, abrir totalmente o código-fonte não assusta de forma alguma os gigantes financeiros
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WalletDetective
· 01-20 10:49
É por isso que as cadeias de privacidade estão sempre presas no meio, nem abertas demais nem fechadas demais
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HappyToBeDumped
· 01-20 10:47
Isto é um impasse, não é possível ter ambos, peixe e mão de urso...
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ProbablyNothing
· 01-20 10:43
Pois é, isto é o típico dilema entre o peixe e a mão, o idealismo do código aberto e os negócios comerciais reais não se encaixam.
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WalletInspector
· 01-20 10:40
A estratégia em camadas parece boa, mas a realidade costuma ser bastante dura...
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WhaleSurfer
· 01-20 10:26
Esta questão não tem solução, não se pode ter tudo: peixe e mão de urso realmente não podem ser ambos ao mesmo tempo.
O código aberto é a base da fé na blockchain, bem como uma condição necessária para construir sistemas sem confiança. Mas quando esses princípios encontram blockchains públicos de privacidade voltados para o setor financeiro, como o Dusk, os problemas tornam-se mais complexos.
Imagine uma grande instituição financeira considerando usar uma determinada blockchain para processar transações de ativos essenciais. O que eles devem fazer primeiro? Analisar o código-fonte de cima a baixo. Tornar o código aberto facilita a auditoria, mas qual é o custo disso? — Todos os detalhes técnicos, todas as possíveis vulnerabilidades, toda a lógica de negócios inteligente, ficam claros para concorrentes e hackers mal-intencionados.
Para projetos que se autodenominam "privacidade + conformidade", esse conflito é especialmente doloroso. Sua vantagem competitiva muitas vezes está escondida na lógica de design do código. Abrir totalmente o código equivale a entregar suas principais vantagens aos imitadores.
Um problema mais realista é que as instituições financeiras geralmente desenvolvem seus próprios contratos inteligentes proprietários na sua blockchain — esses contratos frequentemente carregam segredos comerciais e vantagens competitivas. Se os desenvolvedores obrigarem tudo a ser open source, essas instituições simplesmente não aceitarão. Isso cria um ciclo vicioso: para atrair grandes players financeiros, é preciso oferecer espaço para privacidade; mas fazer isso parece contrariar os princípios da comunidade open source.
A única saída aparente é uma estratégia em camadas — a infraestrutura central permanece aberta e transparente, ganhando confiança e segurança na auditoria; mas as aplicações superiores e a lógica de negócios deixam espaço suficiente para autonomia. Assim, evita-se tanto a completa capitulação às concessões comerciais quanto o afastamento de clientes por idealismo. A questão é: como percorrer essa linha tênue, sem uma resposta padrão?