Quando se trata de planear a reforma, parece que todos têm uma regra prática em que confiam. Poupar 10%, gastar 4%, investir com base na sua idade—estas fórmulas rápidas têm circulado há décadas e parecem simples o suficiente. Mas segui-las cegamente pode deixá-lo pior do que pensa. Aqui está o porquê de estes benchmarks populares de reforma poderem não funcionar para a sua situação específica.
O Mito da Poupança de 10% Não Considera a Vida Moderna
Provavelmente já ouviu antes: poupe 10% do seu salário para a reforma. Há anos, esta regra fazia sentido porque as pessoas tinham pensões e Segurança Social para recorrer. A combinação podia cobrir despesas básicas enquanto as suas poupanças completavam o resto.
Hoje? Essa matemática já não se sustenta. As pensões desapareceram em grande parte, e o poder de compra da Segurança Social continua a diminuir. Dez por cento simplesmente não chega para a maioria das pessoas. Em vez de se fixar numa percentagem, calcule quanto realmente custa a sua reforma estimando as suas despesas futuras. Depois, trabalhe ao contrário para descobrir quanto precisa de poupar por mês. É mais trabalho inicialmente, mas evita ficar sem dinheiro mais tarde.
A Regra dos 70-80% Assume que a Sua Vida Não Vai Mudar
Outra regra comum: só vai precisar de 70-80% do seu rendimento antes da reforma assim que parar de trabalhar. A lógica parece sensata—sem hipotecas, sem deslocações, sem filhos para deixar na escola. Parece uma vitória financeira, certo?
Nem sempre. Esta percentagem genérica ignora os seus planos pessoais. Quer viajar bastante? Isso custa dinheiro. Enfrentar problemas de saúde inesperados? Isso custa ainda mais. Alguns reformados gastam significativamente mais de 80% do seu rendimento de trabalho porque o seu estilo de vida assim o exige. Construa o seu orçamento de reforma com base nos padrões de despesa reais que espera, não numa percentagem genérica.
A Regra dos 4% Não É Universal
A regra dos 4% é talvez a mais famosa regra prática na planificação de reformas: retire 4% das suas poupanças no primeiro ano, depois ajuste anualmente para a inflação. Teoricamente, isto faz o seu dinheiro durar 30 anos.
Mas aqui está o problema—a vida raramente segue um roteiro de 30 anos, especialmente se viver mais do que o esperado. E a regra dos 4% impõe um padrão rígido de retiradas que não corresponde ao modo como a maioria das pessoas realmente gasta dinheiro. Nos anos iniciais de reforma? Provavelmente está mais ativo e a gastar mais. Nos anos posteriores? As despesas podem diminuir à medida que fica mais em casa.
Uma abordagem mais inteligente: planeie retiradas flexíveis que correspondam aos seus padrões de despesa antecipados. Gaste mais nos anos ativos, menos mais tarde. Assim, mantém o controlo em vez de depender de uma fórmula que pode não se ajustar à sua realidade.
A Regra de Investimento Baseada na Idade Está Desatualizada
Aqui está uma regra antiga que finalmente está a ser atualizada: subtraia a sua idade de 100 para determinar qual a percentagem a investir em ações. Um de 30 anos teria 70% em ações e 30% em obrigações.
Esta recomendação era conservadora mesmo quando as pessoas viviam vidas mais curtas. Agora que a esperança de vida é maior, é demasiado cautelosa. A orientação atualizada? Use 110 menos a sua idade, o que para um de 30 anos significa 80% em ações e 20% em obrigações. Isto mantém mais dinheiro a trabalhar para crescimento durante um horizonte de reforma mais longo.
A sua alocação deve ainda deslocar-se gradualmente para obrigações à medida que envelhece, mas tem mais tempo para construir riqueza antes de fazer essa transição.
A Sua Verdadeira Regra Prática: Personalize Tudo
Sim, estas regras de reforma ajudaram milhões. Mas são pontos de partida, não mandamentos. O melhor plano de reforma é aquele adaptado ao seu estilo de vida real, às suas expectativas de saúde e à sua situação financeira. Faça as contas por si próprio, ajuste as suposições à medida que a sua vida muda, e não hesite em desviar-se da fórmula se ela não servir os seus objetivos. Essa é a verdadeira regra prática que vale a pena seguir.
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Estas "Regras Gerais" de Aposentadoria Podem Estar a Impedir Você—Aqui Está o Porquê
Quando se trata de planear a reforma, parece que todos têm uma regra prática em que confiam. Poupar 10%, gastar 4%, investir com base na sua idade—estas fórmulas rápidas têm circulado há décadas e parecem simples o suficiente. Mas segui-las cegamente pode deixá-lo pior do que pensa. Aqui está o porquê de estes benchmarks populares de reforma poderem não funcionar para a sua situação específica.
O Mito da Poupança de 10% Não Considera a Vida Moderna
Provavelmente já ouviu antes: poupe 10% do seu salário para a reforma. Há anos, esta regra fazia sentido porque as pessoas tinham pensões e Segurança Social para recorrer. A combinação podia cobrir despesas básicas enquanto as suas poupanças completavam o resto.
Hoje? Essa matemática já não se sustenta. As pensões desapareceram em grande parte, e o poder de compra da Segurança Social continua a diminuir. Dez por cento simplesmente não chega para a maioria das pessoas. Em vez de se fixar numa percentagem, calcule quanto realmente custa a sua reforma estimando as suas despesas futuras. Depois, trabalhe ao contrário para descobrir quanto precisa de poupar por mês. É mais trabalho inicialmente, mas evita ficar sem dinheiro mais tarde.
A Regra dos 70-80% Assume que a Sua Vida Não Vai Mudar
Outra regra comum: só vai precisar de 70-80% do seu rendimento antes da reforma assim que parar de trabalhar. A lógica parece sensata—sem hipotecas, sem deslocações, sem filhos para deixar na escola. Parece uma vitória financeira, certo?
Nem sempre. Esta percentagem genérica ignora os seus planos pessoais. Quer viajar bastante? Isso custa dinheiro. Enfrentar problemas de saúde inesperados? Isso custa ainda mais. Alguns reformados gastam significativamente mais de 80% do seu rendimento de trabalho porque o seu estilo de vida assim o exige. Construa o seu orçamento de reforma com base nos padrões de despesa reais que espera, não numa percentagem genérica.
A Regra dos 4% Não É Universal
A regra dos 4% é talvez a mais famosa regra prática na planificação de reformas: retire 4% das suas poupanças no primeiro ano, depois ajuste anualmente para a inflação. Teoricamente, isto faz o seu dinheiro durar 30 anos.
Mas aqui está o problema—a vida raramente segue um roteiro de 30 anos, especialmente se viver mais do que o esperado. E a regra dos 4% impõe um padrão rígido de retiradas que não corresponde ao modo como a maioria das pessoas realmente gasta dinheiro. Nos anos iniciais de reforma? Provavelmente está mais ativo e a gastar mais. Nos anos posteriores? As despesas podem diminuir à medida que fica mais em casa.
Uma abordagem mais inteligente: planeie retiradas flexíveis que correspondam aos seus padrões de despesa antecipados. Gaste mais nos anos ativos, menos mais tarde. Assim, mantém o controlo em vez de depender de uma fórmula que pode não se ajustar à sua realidade.
A Regra de Investimento Baseada na Idade Está Desatualizada
Aqui está uma regra antiga que finalmente está a ser atualizada: subtraia a sua idade de 100 para determinar qual a percentagem a investir em ações. Um de 30 anos teria 70% em ações e 30% em obrigações.
Esta recomendação era conservadora mesmo quando as pessoas viviam vidas mais curtas. Agora que a esperança de vida é maior, é demasiado cautelosa. A orientação atualizada? Use 110 menos a sua idade, o que para um de 30 anos significa 80% em ações e 20% em obrigações. Isto mantém mais dinheiro a trabalhar para crescimento durante um horizonte de reforma mais longo.
A sua alocação deve ainda deslocar-se gradualmente para obrigações à medida que envelhece, mas tem mais tempo para construir riqueza antes de fazer essa transição.
A Sua Verdadeira Regra Prática: Personalize Tudo
Sim, estas regras de reforma ajudaram milhões. Mas são pontos de partida, não mandamentos. O melhor plano de reforma é aquele adaptado ao seu estilo de vida real, às suas expectativas de saúde e à sua situação financeira. Faça as contas por si próprio, ajuste as suposições à medida que a sua vida muda, e não hesite em desviar-se da fórmula se ela não servir os seus objetivos. Essa é a verdadeira regra prática que vale a pena seguir.