O cofundador do Ethereum, Vitalik Buterin, anunciou a 21 de janeiro uma grande mudança de direção — ele pretende regressar totalmente às redes sociais descentralizadas até 2026. Isto não é apenas uma escolha pessoal, mas uma crítica sistemática às questões estruturais das plataformas sociais mainstream atuais. Ele usa a palavra “corposlop” para apontar diretamente para a essência de muitas plataformas e projetos: manipular os utilizadores através de algoritmos e tokens, em vez de realmente melhorar a disseminação da informação.
As doenças das plataformas na perspetiva de Vitalik
Mecanismos de distorção da informação em plataformas centralizadas
Vitalik acredita que as plataformas centralizadas, impulsionadas por algoritmos e centradas na retenção de utilizadores, apresentam falhas fundamentais. Estas plataformas priorizam conteúdos que provocam reações emocionais, em vez de informações de alta qualidade. Qual é o resultado? O consenso racional da sociedade é fragmentado, e os utilizadores ficam presos nas suas próprias bolhas de informação.
Ele enfatiza que um sistema de comunicação pública mais saudável deve priorizar conteúdos de alta qualidade, servindo os interesses a longo prazo dos utilizadores, e não ser dominado por taxas de cliques e estímulos emocionais de curto prazo. Parece simples, mas para plataformas centralizadas com fins comerciais, quase impossível — pois o seu modelo de negócio baseia-se na retenção de utilizadores e na publicidade.
Críticas severas à “teoria do token universal”
Vitalik também critica duramente os projetos sociais nativos de criptomoedas. Aponta que muitas equipas pensam erroneamente que introduzir tokens especulativos equivale a inovação, mas na realidade apenas amplificam as desigualdades sociais existentes. O aumento do preço do token recompensa quem já tem influência, não a qualidade do conteúdo. E, eventualmente, com o estouro da bolha, esses projetos fracassam.
Ele afirma que isto não é uma evolução do mercado de informação, mas sim “corposlop” — um modo hipócrita de disfarçar especulação como inovação. Este ponto de vista serve de alerta para todo o ecossistema de redes sociais em criptomoedas: tokens não são a cura para tudo, mecanismos de governança e incentivos ao conteúdo são essenciais.
O valor real das redes sociais descentralizadas
Competição e controlo dos utilizadores são o núcleo
Vitalik destaca que o maior valor da descentralização reside na introdução de uma competição verdadeira. Quando múltiplos clientes se baseiam na mesma camada de dados partilhada, nenhum único plataforma ou algoritmo consegue monopolizar a atenção dos utilizadores. Isto significa que os utilizadores têm uma verdadeira liberdade de escolha — se não gostarem do algoritmo ou do design de um cliente, podem mudar para outro, sem perder os seus dados ou relações sociais.
Isto contrasta fortemente com o estado atual das plataformas centralizadas. No X, Instagram, etc., os dados dos utilizadores ficam presos às plataformas, e os algoritmos são controlados unilateralmente por elas, deixando os utilizadores numa posição passiva.
Experiência multi-protocolo na prática
Vitalik revela que, desde o início de 2026, quase toda a sua leitura e escrita é feita através do Firefly. A vantagem desta ferramenta é que permite aceder a múltiplas redes, como X, Lens, Farcaster e Bluesky, ao mesmo tempo. Esta experiência multi-protocolo permite-lhe perceber de forma direta como as ferramentas descentralizadas coexistem com as plataformas centralizadas, e como gradualmente o tráfego é direcionado para infraestruturas sociais mais abertas.
Em outras palavras, não é necessário abandonar de repente as plataformas existentes, mas sim gerir múltiplas identidades através de uma interface unificada, experimentando gradualmente as vantagens da descentralização.
Plano de ação concreto
Vitalik tem uma visão clara do futuro do ecossistema social descentralizado. Aprecia o compromisso de longo prazo da equipa da Aave com o Lens, considerando que a nova equipa que vai assumir o projeto tem uma vasta experiência na área de redes sociais em criptomoedas. Planeia falar mais frequentemente no Lens este ano, ao mesmo tempo que incentiva os utilizadores a explorar plataformas descentralizadas como o Farcaster.
Não se trata de uma proposta radical de “abandonar completamente as plataformas centralizadas”, mas sim de uma estratégia pragmática de migração — mantendo o contacto com o público atual, enquanto se faz uma transição gradual para plataformas descentralizadas.
Resumo
Estas declarações de Vitalik refletem uma reflexão profunda dentro da comunidade cripto: a inovação tecnológica não se resume a desempenho e escalabilidade, mas também à distribuição de poder e aos interesses fundamentais dos utilizadores. Como cofundador do Ethereum, critica não só o monopólio algorítmico das plataformas sociais centralizadas, mas também a mentalidade impaciente de muitos projetos de criptomoedas que veem os tokens como a chave universal.
Para Vitalik, 2026 será um marco simbólico — uma transição de criador técnico para crítico e praticante do ecossistema. A sua mensagem principal é simples: o valor da descentralização não está nos tokens, mas sim em dar aos utilizadores verdadeiro poder de escolha e controlo sobre os seus dados. Num tempo em que a informação é manipulada por algoritmos e as plataformas monopolizam a atenção, estas vozes tornam-se ainda mais importantes.
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Declaração de Vitalik nas redes sociais: Por que deixar o X e migrar para plataformas descentralizadas
O cofundador do Ethereum, Vitalik Buterin, anunciou a 21 de janeiro uma grande mudança de direção — ele pretende regressar totalmente às redes sociais descentralizadas até 2026. Isto não é apenas uma escolha pessoal, mas uma crítica sistemática às questões estruturais das plataformas sociais mainstream atuais. Ele usa a palavra “corposlop” para apontar diretamente para a essência de muitas plataformas e projetos: manipular os utilizadores através de algoritmos e tokens, em vez de realmente melhorar a disseminação da informação.
As doenças das plataformas na perspetiva de Vitalik
Mecanismos de distorção da informação em plataformas centralizadas
Vitalik acredita que as plataformas centralizadas, impulsionadas por algoritmos e centradas na retenção de utilizadores, apresentam falhas fundamentais. Estas plataformas priorizam conteúdos que provocam reações emocionais, em vez de informações de alta qualidade. Qual é o resultado? O consenso racional da sociedade é fragmentado, e os utilizadores ficam presos nas suas próprias bolhas de informação.
Ele enfatiza que um sistema de comunicação pública mais saudável deve priorizar conteúdos de alta qualidade, servindo os interesses a longo prazo dos utilizadores, e não ser dominado por taxas de cliques e estímulos emocionais de curto prazo. Parece simples, mas para plataformas centralizadas com fins comerciais, quase impossível — pois o seu modelo de negócio baseia-se na retenção de utilizadores e na publicidade.
Críticas severas à “teoria do token universal”
Vitalik também critica duramente os projetos sociais nativos de criptomoedas. Aponta que muitas equipas pensam erroneamente que introduzir tokens especulativos equivale a inovação, mas na realidade apenas amplificam as desigualdades sociais existentes. O aumento do preço do token recompensa quem já tem influência, não a qualidade do conteúdo. E, eventualmente, com o estouro da bolha, esses projetos fracassam.
Ele afirma que isto não é uma evolução do mercado de informação, mas sim “corposlop” — um modo hipócrita de disfarçar especulação como inovação. Este ponto de vista serve de alerta para todo o ecossistema de redes sociais em criptomoedas: tokens não são a cura para tudo, mecanismos de governança e incentivos ao conteúdo são essenciais.
O valor real das redes sociais descentralizadas
Competição e controlo dos utilizadores são o núcleo
Vitalik destaca que o maior valor da descentralização reside na introdução de uma competição verdadeira. Quando múltiplos clientes se baseiam na mesma camada de dados partilhada, nenhum único plataforma ou algoritmo consegue monopolizar a atenção dos utilizadores. Isto significa que os utilizadores têm uma verdadeira liberdade de escolha — se não gostarem do algoritmo ou do design de um cliente, podem mudar para outro, sem perder os seus dados ou relações sociais.
Isto contrasta fortemente com o estado atual das plataformas centralizadas. No X, Instagram, etc., os dados dos utilizadores ficam presos às plataformas, e os algoritmos são controlados unilateralmente por elas, deixando os utilizadores numa posição passiva.
Experiência multi-protocolo na prática
Vitalik revela que, desde o início de 2026, quase toda a sua leitura e escrita é feita através do Firefly. A vantagem desta ferramenta é que permite aceder a múltiplas redes, como X, Lens, Farcaster e Bluesky, ao mesmo tempo. Esta experiência multi-protocolo permite-lhe perceber de forma direta como as ferramentas descentralizadas coexistem com as plataformas centralizadas, e como gradualmente o tráfego é direcionado para infraestruturas sociais mais abertas.
Em outras palavras, não é necessário abandonar de repente as plataformas existentes, mas sim gerir múltiplas identidades através de uma interface unificada, experimentando gradualmente as vantagens da descentralização.
Plano de ação concreto
Vitalik tem uma visão clara do futuro do ecossistema social descentralizado. Aprecia o compromisso de longo prazo da equipa da Aave com o Lens, considerando que a nova equipa que vai assumir o projeto tem uma vasta experiência na área de redes sociais em criptomoedas. Planeia falar mais frequentemente no Lens este ano, ao mesmo tempo que incentiva os utilizadores a explorar plataformas descentralizadas como o Farcaster.
Não se trata de uma proposta radical de “abandonar completamente as plataformas centralizadas”, mas sim de uma estratégia pragmática de migração — mantendo o contacto com o público atual, enquanto se faz uma transição gradual para plataformas descentralizadas.
Resumo
Estas declarações de Vitalik refletem uma reflexão profunda dentro da comunidade cripto: a inovação tecnológica não se resume a desempenho e escalabilidade, mas também à distribuição de poder e aos interesses fundamentais dos utilizadores. Como cofundador do Ethereum, critica não só o monopólio algorítmico das plataformas sociais centralizadas, mas também a mentalidade impaciente de muitos projetos de criptomoedas que veem os tokens como a chave universal.
Para Vitalik, 2026 será um marco simbólico — uma transição de criador técnico para crítico e praticante do ecossistema. A sua mensagem principal é simples: o valor da descentralização não está nos tokens, mas sim em dar aos utilizadores verdadeiro poder de escolha e controlo sobre os seus dados. Num tempo em que a informação é manipulada por algoritmos e as plataformas monopolizam a atenção, estas vozes tornam-se ainda mais importantes.