Em 18 de maio de 2010, um programador chamado Laszlo Hanyecz fez uma oferta incomum no Fórum Bitcoin Talk: trocaria 10.000 bitcoins por duas pizzas grandes. Na altura, essas moedas valiam aproximadamente 30 dólares. Quatro dias depois, o negócio foi concluído — e Laszlo Hanyecz acabou de criar um dos momentos mais lendários da criptomoeda. O que ninguém percebeu naquele instante foi que estavam testemunhando a transformação do Bitcoin de uma moeda digital abstrata para uma ferramenta de pagamento prática e do mundo real.
De Minerador a Pioneiro: A Troca Histórica de Laszlo Hanyecz
Laszlo Hanyecz não era um trader nem um especulador. Era um programador e um dos primeiros mineiros de Bitcoin, ingressando no Fórum Bitcoin Talk em 16 de abril de 2010 — apenas semanas após o lançamento do Bitcoin. Naqueles dias iniciais, o Bitcoin permanecia em grande parte teórico. Poucos entendiam o que era, ainda menos acreditavam que tinha utilidade no mundo real, e praticamente ninguém tinha usado com sucesso para comprar algo tangível.
Foi isso que tornou a experiência de Laszlo Hanyecz com pizza tão inovadora. Quando ele publicou sua oferta em 18 de maio, buscando duas pizzas grandes em troca de 10.000 BTC, ele não pensava no valor futuro. Ele estava testando algo mais fundamental: o Bitcoin poderia realmente funcionar como moeda? Poderia comprar-lhe o jantar?
A resposta foi lenta. As primeiras consultas vieram de interessados, mas a maioria vivia fora dos Estados Unidos e não conseguiu concluir a transação. Laszlo Hanyecz começou a questionar se sua oferta era muito baixa. Mas em 22 de maio de 2010, ele publicou a confirmação: as pizzas chegaram. Ele até compartilhou uma foto. O Bitcoin tinha passado com sucesso da teoria digital para a realidade física. Aquele momento de 22 de maio — a data de conclusão, e não a de proposta — foi consagrado como o Dia da Pizza Bitcoin, uma lembrança anual do potencial do criptomercado no mundo real.
O Gênio Técnico por Trás da Transação
O que muitas vezes passa despercebido na história da pizza de Laszlo Hanyecz é quem ele era além daquela única transação. Laszlo Hanyecz não era apenas um participante precoce do Bitcoin — era um inovador. Como um dos primeiros a compreender as possibilidades técnicas do Bitcoin, ele pioneirou a mineração com GPU (unidade de processamento gráfico), uma inovação que aumentou dramaticamente a eficiência da mineração e democratizou o acesso à produção de Bitcoin.
De acordo com dados da blockchain da OXT, o saldo da carteira de Laszlo Hanyecz atingiu um pico de 20.962 BTC em maio de 2010, exatamente quando ele gastou os 10.000 BTC na pizza. Em junho de 2010, suas participações totais haviam aumentado para 43.854 BTC. Os dados revelam algo crucial: Laszlo Hanyecz não estava esgotando suas reservas de Bitcoin com aquela compra de pizza. Ele estava minerando Bitcoin mais rápido do que gastava, indicando tanto sua habilidade técnica quanto sua convicção precoce no projeto.
Além da transação da pizza, as contribuições de Laszlo Hanyecz se estenderam ao desenvolvimento do Bitcoin Core e à criação de ferramentas pioneiras de mineração GPU para macOS — trabalhos que ainda influenciam a infraestrutura de mineração de criptomoedas hoje. A pizza foi memorável, mas seu legado técnico foi profundo.
O Homem que Optou por Ficar na Sombra
O que distingue Laszlo Hanyecz de muitas outras figuras iniciais do Bitcoin é sua escolha deliberada de permanecer anônimo e discreto. Ele nunca buscou atenção da mídia, nunca capitalizou suas participações em Bitcoin para construir uma marca pessoal, e nunca se posicionou como uma celebridade do cripto. Mantinha um emprego normal enquanto tratava o Bitcoin como um projeto de paixão, e não uma carreira.
Quando entrevistado pela Bitcoin Magazine em 2019, Laszlo Hanyecz explicou essa preferência: “Eu meio que fiquei fora disso porque havia muita atenção. Não queria chamar essa atenção e certamente não queria que as pessoas pensassem que eu era o Satoshi. Achei melhor como um hobby. Tenho um emprego normal. Não estou fazendo Bitcoin em tempo integral. Não quero que seja minha responsabilidade e minha carreira. Estou feliz por ter podido participar até aqui.”
Essa filosofia revela algo importante sobre a adoção precoce do Bitcoin: nem todos que acreditavam na tecnologia viam nela um caminho para riqueza ou fama. Para Laszlo Hanyecz, contribuir com software de código aberto e com a comunidade importava mais do que acumular bens pessoais.
Jeremy Sturdivant: A Perspectiva do Vendedor de Pizza
A outra metade dessa transação lendária foi Jeremy Sturdivant, um residente de 19 anos da Califórnia que aceitou a oferta de Laszlo Hanyecz. Sturdivant entrou no ecossistema Bitcoin em 2009 e minerou milhares de bitcoins por conta própria. Curiosamente, ele não relutava em gastar sua criptomoeda — usava Bitcoin ativamente para compras online e offline sempre que possível, incorporando a visão original de dinheiro digital peer-to-peer.
Quando Sturdivant recebeu 10.000 bitcoins de Laszlo Hanyecz, posteriormente gastou-os em experiências de viagem com sua namorada. Em 2018, ao ser entrevistado sobre a transação, Sturdivant refletiu com clareza. Embora reconhecesse que a valorização do Bitcoin tinha superado suas expectativas na época, ele não se arrependeu. Sua justificativa era simples: ele tinha recebido $400 em valor pelas pizzas( uma apreciação de dez vezes a oferta original), e naquele momento de 2010, aquela transação representava um negócio justo e um lucro significativo.
Essa perspectiva — de ambos, Laszlo Hanyecz e Sturdivant — aponta para uma verdade muitas vezes negligenciada sobre as primeiras transações de Bitcoin. Os participantes não estavam apostando em preços futuros hiper-inflacionados; eles estavam usando o Bitcoin de forma genuína, como pretendido, como meio de troca. Os ganhos astronômicos subsequentes foram um bônus inesperado, não a motivação principal.
Os Números que Ninguém Esperava: De Pizza a Bilhões
Para entender a escala do que aconteceu, considere a matemática. Quando Laszlo Hanyecz gastou 10.000 bitcoins em pizza em maio de 2010, ele avaliou essas moedas em cerca de 30 dólares. Até 2025, esses mesmos bitcoins haviam apreciado para aproximadamente $260 milhões( — um fator de multiplicação superior a 8.600x.
Mas aqui é onde a história se torna ainda mais impressionante: registros indicam que Laszlo Hanyecz pode ter gasto cerca de 100.000 bitcoins ao longo de seu envolvimento inicial com o Bitcoin, explorando a utilidade da moeda em várias transações. Se esse número for preciso, o valor acumulado dos bitcoins que ele circulou como pagamento teria atingido bilhões de dólares em avaliações posteriores — um testemunho impressionante da velocidade e circulação do Bitcoin nos seus primeiros dias.
No entanto, Laszlo Hanyecz nunca reclamou publicamente ou expressou arrependimento. Quando questionado sobre a transação da pizza anos depois, sua resposta foi sempre filosófica: ele recebeu pizza grátis contribuindo para um projeto de código aberto, tinha um hobby produtivo ao invés de uma obsessão consumista, e participou da história do Bitcoin. Para ele, a troca valeu a pena.
Por que o Dia da Pizza Bitcoin perdura: A Filosofia da Adoção Precoce
O Dia da Pizza Bitcoin evoluiu para algo muito maior do que uma única transação. Todo 22 de maio, a comunidade de criptomoedas comemora o dia com memes, celebrações e reflexões sobre a evolução do Bitcoin de software experimental para uma classe de ativos de trilhões de dólares. Mas o verdadeiro significado está mais profundo do que a nostalgia.
A transação de pizza de Laszlo Hanyecz provou algo que os céticos ainda duvidam: o Bitcoin possui utilidade real como moeda. Pode ser gasto por bens tangíveis. Pode ser trocado entre partes sem intermediários. Funciona além das fronteiras e fusos horários. A pizza não era apenas comida; era uma validação de toda a tese do Bitcoin.
Além disso, a participação voluntária de Laszlo Hanyecz e Jeremy Sturdivant nesta troca — e a ausência de arrependimento subsequente — revela uma mentalidade diferente daquela que domina os mercados de cripto hoje. Eles não estavam fixados em estratégias de HODL)manter( ou na maximização de preços. Estavam envolvidos na exploração prática do que o Bitcoin poderia fazer, mesmo que isso significasse gastar ativos que se tornariam extremamente valiosos.
Legado Além do Meme: A Influência Duradoura de Laszlo Hanyecz
Dezesseis anos após Laszlo Hanyecz pedir aquelas duas pizzas, sua influência no Bitcoin vai muito além do meme famoso. Suas contribuições técnicas para mineração GPU e desenvolvimento do Bitcoin Core continuam moldando a forma como as pessoas interagem com a infraestrutura de criptomoedas. Sua abordagem de tratar o Bitcoin como um hobby, e não como um esquema para enriquecer rapidamente, representou uma ética que ajudou o Bitcoin a sobreviver às vulnerabilidades iniciais e a construir uma comunidade genuína.
A própria Bitcoin Magazine reconheceu o impacto multifacetado de Laszlo Hanyecz: “Ele nos forneceu o Bitcoin Core e mineração GPU no macOS — e o meme da pizza, que, embora talvez não tão importante ou impressionante quanto suas outras contribuições, torna o 22 de maio memorável )e delicioso para a comunidade a cada ano.”
Em 2026, com o Bitcoin consolidado como uma classe de ativos madura e a criptomoeda entrando na adoção mainstream, a questão de se Laszlo Hanyecz “perdeu algo” ao gastar 10.000 bitcoins em pizza parece quase ultrapassada. Ele não perdeu nada — participou de algo muito mais valioso: o nascimento de um novo protocolo financeiro e a prova de que ele funcionou. A pizza foi a evidência.
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A Pizza que Mudou Tudo: Como Laszlo Hanyecz Fez o Bitcoin Importar
Em 18 de maio de 2010, um programador chamado Laszlo Hanyecz fez uma oferta incomum no Fórum Bitcoin Talk: trocaria 10.000 bitcoins por duas pizzas grandes. Na altura, essas moedas valiam aproximadamente 30 dólares. Quatro dias depois, o negócio foi concluído — e Laszlo Hanyecz acabou de criar um dos momentos mais lendários da criptomoeda. O que ninguém percebeu naquele instante foi que estavam testemunhando a transformação do Bitcoin de uma moeda digital abstrata para uma ferramenta de pagamento prática e do mundo real.
De Minerador a Pioneiro: A Troca Histórica de Laszlo Hanyecz
Laszlo Hanyecz não era um trader nem um especulador. Era um programador e um dos primeiros mineiros de Bitcoin, ingressando no Fórum Bitcoin Talk em 16 de abril de 2010 — apenas semanas após o lançamento do Bitcoin. Naqueles dias iniciais, o Bitcoin permanecia em grande parte teórico. Poucos entendiam o que era, ainda menos acreditavam que tinha utilidade no mundo real, e praticamente ninguém tinha usado com sucesso para comprar algo tangível.
Foi isso que tornou a experiência de Laszlo Hanyecz com pizza tão inovadora. Quando ele publicou sua oferta em 18 de maio, buscando duas pizzas grandes em troca de 10.000 BTC, ele não pensava no valor futuro. Ele estava testando algo mais fundamental: o Bitcoin poderia realmente funcionar como moeda? Poderia comprar-lhe o jantar?
A resposta foi lenta. As primeiras consultas vieram de interessados, mas a maioria vivia fora dos Estados Unidos e não conseguiu concluir a transação. Laszlo Hanyecz começou a questionar se sua oferta era muito baixa. Mas em 22 de maio de 2010, ele publicou a confirmação: as pizzas chegaram. Ele até compartilhou uma foto. O Bitcoin tinha passado com sucesso da teoria digital para a realidade física. Aquele momento de 22 de maio — a data de conclusão, e não a de proposta — foi consagrado como o Dia da Pizza Bitcoin, uma lembrança anual do potencial do criptomercado no mundo real.
O Gênio Técnico por Trás da Transação
O que muitas vezes passa despercebido na história da pizza de Laszlo Hanyecz é quem ele era além daquela única transação. Laszlo Hanyecz não era apenas um participante precoce do Bitcoin — era um inovador. Como um dos primeiros a compreender as possibilidades técnicas do Bitcoin, ele pioneirou a mineração com GPU (unidade de processamento gráfico), uma inovação que aumentou dramaticamente a eficiência da mineração e democratizou o acesso à produção de Bitcoin.
De acordo com dados da blockchain da OXT, o saldo da carteira de Laszlo Hanyecz atingiu um pico de 20.962 BTC em maio de 2010, exatamente quando ele gastou os 10.000 BTC na pizza. Em junho de 2010, suas participações totais haviam aumentado para 43.854 BTC. Os dados revelam algo crucial: Laszlo Hanyecz não estava esgotando suas reservas de Bitcoin com aquela compra de pizza. Ele estava minerando Bitcoin mais rápido do que gastava, indicando tanto sua habilidade técnica quanto sua convicção precoce no projeto.
Além da transação da pizza, as contribuições de Laszlo Hanyecz se estenderam ao desenvolvimento do Bitcoin Core e à criação de ferramentas pioneiras de mineração GPU para macOS — trabalhos que ainda influenciam a infraestrutura de mineração de criptomoedas hoje. A pizza foi memorável, mas seu legado técnico foi profundo.
O Homem que Optou por Ficar na Sombra
O que distingue Laszlo Hanyecz de muitas outras figuras iniciais do Bitcoin é sua escolha deliberada de permanecer anônimo e discreto. Ele nunca buscou atenção da mídia, nunca capitalizou suas participações em Bitcoin para construir uma marca pessoal, e nunca se posicionou como uma celebridade do cripto. Mantinha um emprego normal enquanto tratava o Bitcoin como um projeto de paixão, e não uma carreira.
Quando entrevistado pela Bitcoin Magazine em 2019, Laszlo Hanyecz explicou essa preferência: “Eu meio que fiquei fora disso porque havia muita atenção. Não queria chamar essa atenção e certamente não queria que as pessoas pensassem que eu era o Satoshi. Achei melhor como um hobby. Tenho um emprego normal. Não estou fazendo Bitcoin em tempo integral. Não quero que seja minha responsabilidade e minha carreira. Estou feliz por ter podido participar até aqui.”
Essa filosofia revela algo importante sobre a adoção precoce do Bitcoin: nem todos que acreditavam na tecnologia viam nela um caminho para riqueza ou fama. Para Laszlo Hanyecz, contribuir com software de código aberto e com a comunidade importava mais do que acumular bens pessoais.
Jeremy Sturdivant: A Perspectiva do Vendedor de Pizza
A outra metade dessa transação lendária foi Jeremy Sturdivant, um residente de 19 anos da Califórnia que aceitou a oferta de Laszlo Hanyecz. Sturdivant entrou no ecossistema Bitcoin em 2009 e minerou milhares de bitcoins por conta própria. Curiosamente, ele não relutava em gastar sua criptomoeda — usava Bitcoin ativamente para compras online e offline sempre que possível, incorporando a visão original de dinheiro digital peer-to-peer.
Quando Sturdivant recebeu 10.000 bitcoins de Laszlo Hanyecz, posteriormente gastou-os em experiências de viagem com sua namorada. Em 2018, ao ser entrevistado sobre a transação, Sturdivant refletiu com clareza. Embora reconhecesse que a valorização do Bitcoin tinha superado suas expectativas na época, ele não se arrependeu. Sua justificativa era simples: ele tinha recebido $400 em valor pelas pizzas( uma apreciação de dez vezes a oferta original), e naquele momento de 2010, aquela transação representava um negócio justo e um lucro significativo.
Essa perspectiva — de ambos, Laszlo Hanyecz e Sturdivant — aponta para uma verdade muitas vezes negligenciada sobre as primeiras transações de Bitcoin. Os participantes não estavam apostando em preços futuros hiper-inflacionados; eles estavam usando o Bitcoin de forma genuína, como pretendido, como meio de troca. Os ganhos astronômicos subsequentes foram um bônus inesperado, não a motivação principal.
Os Números que Ninguém Esperava: De Pizza a Bilhões
Para entender a escala do que aconteceu, considere a matemática. Quando Laszlo Hanyecz gastou 10.000 bitcoins em pizza em maio de 2010, ele avaliou essas moedas em cerca de 30 dólares. Até 2025, esses mesmos bitcoins haviam apreciado para aproximadamente $260 milhões( — um fator de multiplicação superior a 8.600x.
Mas aqui é onde a história se torna ainda mais impressionante: registros indicam que Laszlo Hanyecz pode ter gasto cerca de 100.000 bitcoins ao longo de seu envolvimento inicial com o Bitcoin, explorando a utilidade da moeda em várias transações. Se esse número for preciso, o valor acumulado dos bitcoins que ele circulou como pagamento teria atingido bilhões de dólares em avaliações posteriores — um testemunho impressionante da velocidade e circulação do Bitcoin nos seus primeiros dias.
No entanto, Laszlo Hanyecz nunca reclamou publicamente ou expressou arrependimento. Quando questionado sobre a transação da pizza anos depois, sua resposta foi sempre filosófica: ele recebeu pizza grátis contribuindo para um projeto de código aberto, tinha um hobby produtivo ao invés de uma obsessão consumista, e participou da história do Bitcoin. Para ele, a troca valeu a pena.
Por que o Dia da Pizza Bitcoin perdura: A Filosofia da Adoção Precoce
O Dia da Pizza Bitcoin evoluiu para algo muito maior do que uma única transação. Todo 22 de maio, a comunidade de criptomoedas comemora o dia com memes, celebrações e reflexões sobre a evolução do Bitcoin de software experimental para uma classe de ativos de trilhões de dólares. Mas o verdadeiro significado está mais profundo do que a nostalgia.
A transação de pizza de Laszlo Hanyecz provou algo que os céticos ainda duvidam: o Bitcoin possui utilidade real como moeda. Pode ser gasto por bens tangíveis. Pode ser trocado entre partes sem intermediários. Funciona além das fronteiras e fusos horários. A pizza não era apenas comida; era uma validação de toda a tese do Bitcoin.
Além disso, a participação voluntária de Laszlo Hanyecz e Jeremy Sturdivant nesta troca — e a ausência de arrependimento subsequente — revela uma mentalidade diferente daquela que domina os mercados de cripto hoje. Eles não estavam fixados em estratégias de HODL)manter( ou na maximização de preços. Estavam envolvidos na exploração prática do que o Bitcoin poderia fazer, mesmo que isso significasse gastar ativos que se tornariam extremamente valiosos.
Legado Além do Meme: A Influência Duradoura de Laszlo Hanyecz
Dezesseis anos após Laszlo Hanyecz pedir aquelas duas pizzas, sua influência no Bitcoin vai muito além do meme famoso. Suas contribuições técnicas para mineração GPU e desenvolvimento do Bitcoin Core continuam moldando a forma como as pessoas interagem com a infraestrutura de criptomoedas. Sua abordagem de tratar o Bitcoin como um hobby, e não como um esquema para enriquecer rapidamente, representou uma ética que ajudou o Bitcoin a sobreviver às vulnerabilidades iniciais e a construir uma comunidade genuína.
A própria Bitcoin Magazine reconheceu o impacto multifacetado de Laszlo Hanyecz: “Ele nos forneceu o Bitcoin Core e mineração GPU no macOS — e o meme da pizza, que, embora talvez não tão importante ou impressionante quanto suas outras contribuições, torna o 22 de maio memorável )e delicioso para a comunidade a cada ano.”
Em 2026, com o Bitcoin consolidado como uma classe de ativos madura e a criptomoeda entrando na adoção mainstream, a questão de se Laszlo Hanyecz “perdeu algo” ao gastar 10.000 bitcoins em pizza parece quase ultrapassada. Ele não perdeu nada — participou de algo muito mais valioso: o nascimento de um novo protocolo financeiro e a prova de que ele funcionou. A pizza foi a evidência.