Olhe para o mercado recente, o ouro e a prata estão a disparar, as ações nos EUA caem, e o mercado de criptomoedas também está a recuar. O que exatamente está a acontecer por trás de tudo isso?
No fundo, são as três forças de diferenciação: expectativas macroeconómicas, apetite ao risco e atributos dos ativos que estão a atuar. Simplificando, o dinheiro está a sair em grande quantidade de ativos de alto risco (ações nos EUA, criptomoedas) e a direcionar-se para ativos tradicionais de refúgio (ouro, prata).
**Por que o ouro e a prata estão a subir tão rapidamente?**
Primeiro, o sinal de redução de juros pelo Federal Reserve está claro. O rendimento real dos títulos do Tesouro de 10 anos está a diminuir, o que reduz o custo de oportunidade de manter metais preciosos sem juros. Em termos simples, colocar o dinheiro no ouro, embora não gere juros, torna-se mais vantajoso em comparação. Ao mesmo tempo, o índice do dólar está sob pressão, o que significa que comprar ouro e prata com dólares faz com que os preços subam.
Em segundo lugar, há sinais de risco por toda parte. Guerras comerciais entre EUA e Europa, instabilidade no Médio Oriente, turbulências na América do Sul, além de discussões sobre a independência do Federal Reserve, tudo isso leva os investidores a preferir ativos tradicionais de refúgio. Especialmente porque os bancos centrais de vários países continuam a comprar ouro, atingindo um pico recente em 2025, o que criou uma base sólida para o preço do ouro.
No caso da prata, há uma história adicional. A demanda por energia solar e novas energias tem crescido de forma explosiva nos últimos dois anos, e ambas precisam de prata. Mas a oferta de prata mineral não consegue acompanhar esse crescimento, levando a anos consecutivos de escassez, o que amplifica ainda mais a subida do preço da prata.
**O que estão a fazer as ações e as criptomoedas?**
O problema das ações nos EUA é que, num ambiente de juros elevados, as empresas enfrentam maior pressão nos lucros, e as avaliações também ficam mais baixas. Especialmente as ações de crescimento, que são particularmente sensíveis ao risco de juros. Além disso, há uma fuga de capital, que está a investir em metais preciosos e nos títulos do Tesouro, enquanto a instabilidade geopolítica e as incertezas nas políticas tarifárias também contribuem para a contínua correção do mercado acionista.
No mercado de criptomoedas, a situação é ainda mais severa. Os investidores tradicionais continuam a ver os ativos digitais como instrumentos de alta volatilidade e risco, e não como uma espécie de "ouro digital". Num ambiente de forte queda no apetite ao risco e de liquidez a diminuir, o capital no mercado de criptomoedas foi o primeiro a sair. Muitas posições alavancadas estão a ser liquidada, e as quedas podem ser ainda maiores do que as das ações.
**O que está a acontecer com o reequilíbrio de fundos?**
No final do ano e início do próximo, a liquidez já é escassa, e a volatilidade dos preços aumenta. Os investidores institucionais, para lidar com pressões de resgates ou requisitos de margem, começam a reduzir posições em ativos de alto risco e a aumentar as suas participações em metais preciosos. Isso cria um ciclo de "retroalimentação negativa": quanto mais vendem, mais os ativos de risco caem, o que incentiva ainda mais vendas, levando a um efeito de balança de pesos entre ativos de refúgio e de risco.
No final, é o mercado a votar com os pés, mostrando o quão incerto o cenário atual realmente é.
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SpeakWithHatOn
· 01-21 11:52
Mais do mesmo, o dinheiro vai para o ouro e a prata, o mercado de criptomoedas fica no fundo e é atingido. Só quero saber quando será o fundo.
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HappyToBeDumped
· 01-21 11:47
O mundo das criptomoedas realmente foi destruído, a liquidação de margem evaporou tudo de uma só vez, muito pior do que nas ações americanas.
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GweiTooHigh
· 01-21 11:39
Mais uma grande movimentação de ativos, o mundo das criptomoedas é sempre o primeiro a ser descartado
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SchrodingerWallet
· 01-21 11:37
Mais uma vez a história de cortar os lucros, o Banco Central comprando ouro é o fundo? Acorda, irmão.
Olhe para o mercado recente, o ouro e a prata estão a disparar, as ações nos EUA caem, e o mercado de criptomoedas também está a recuar. O que exatamente está a acontecer por trás de tudo isso?
No fundo, são as três forças de diferenciação: expectativas macroeconómicas, apetite ao risco e atributos dos ativos que estão a atuar. Simplificando, o dinheiro está a sair em grande quantidade de ativos de alto risco (ações nos EUA, criptomoedas) e a direcionar-se para ativos tradicionais de refúgio (ouro, prata).
**Por que o ouro e a prata estão a subir tão rapidamente?**
Primeiro, o sinal de redução de juros pelo Federal Reserve está claro. O rendimento real dos títulos do Tesouro de 10 anos está a diminuir, o que reduz o custo de oportunidade de manter metais preciosos sem juros. Em termos simples, colocar o dinheiro no ouro, embora não gere juros, torna-se mais vantajoso em comparação. Ao mesmo tempo, o índice do dólar está sob pressão, o que significa que comprar ouro e prata com dólares faz com que os preços subam.
Em segundo lugar, há sinais de risco por toda parte. Guerras comerciais entre EUA e Europa, instabilidade no Médio Oriente, turbulências na América do Sul, além de discussões sobre a independência do Federal Reserve, tudo isso leva os investidores a preferir ativos tradicionais de refúgio. Especialmente porque os bancos centrais de vários países continuam a comprar ouro, atingindo um pico recente em 2025, o que criou uma base sólida para o preço do ouro.
No caso da prata, há uma história adicional. A demanda por energia solar e novas energias tem crescido de forma explosiva nos últimos dois anos, e ambas precisam de prata. Mas a oferta de prata mineral não consegue acompanhar esse crescimento, levando a anos consecutivos de escassez, o que amplifica ainda mais a subida do preço da prata.
**O que estão a fazer as ações e as criptomoedas?**
O problema das ações nos EUA é que, num ambiente de juros elevados, as empresas enfrentam maior pressão nos lucros, e as avaliações também ficam mais baixas. Especialmente as ações de crescimento, que são particularmente sensíveis ao risco de juros. Além disso, há uma fuga de capital, que está a investir em metais preciosos e nos títulos do Tesouro, enquanto a instabilidade geopolítica e as incertezas nas políticas tarifárias também contribuem para a contínua correção do mercado acionista.
No mercado de criptomoedas, a situação é ainda mais severa. Os investidores tradicionais continuam a ver os ativos digitais como instrumentos de alta volatilidade e risco, e não como uma espécie de "ouro digital". Num ambiente de forte queda no apetite ao risco e de liquidez a diminuir, o capital no mercado de criptomoedas foi o primeiro a sair. Muitas posições alavancadas estão a ser liquidada, e as quedas podem ser ainda maiores do que as das ações.
**O que está a acontecer com o reequilíbrio de fundos?**
No final do ano e início do próximo, a liquidez já é escassa, e a volatilidade dos preços aumenta. Os investidores institucionais, para lidar com pressões de resgates ou requisitos de margem, começam a reduzir posições em ativos de alto risco e a aumentar as suas participações em metais preciosos. Isso cria um ciclo de "retroalimentação negativa": quanto mais vendem, mais os ativos de risco caem, o que incentiva ainda mais vendas, levando a um efeito de balança de pesos entre ativos de refúgio e de risco.
No final, é o mercado a votar com os pés, mostrando o quão incerto o cenário atual realmente é.