Acordar e verificar a conta e ver que ela encolheu de novo? Não se precipite a jogar o telefone no chão. Essa queda parece ter sido feita pelo próprio mercado de criptomoedas, mas a realidade é bem mais complexa.
O mercado de ontem foi um pouco fora do comum: o Bitcoin caiu de 9,3 mil para 8,8 mil, o Ethereum não conseguiu ultrapassar a barreira de 3000 e, ao contrário, caiu ainda mais. O estranho é que o mercado de ações dos EUA também despencou, enquanto o ouro atingiu novas máximas. Essa cena, realmente, não é um problema só do mercado de criptomoedas — é uma grande movimentação de fundos globais.
À primeira vista, a "ameaça de tarifas" de Trump parece ter sido o estopim. Mas, pensando bem, o problema é bem mais profundo. A situação atual dos EUA é um pouco embaraçosa: uma dívida de 38 trilhões de dólares, com mais de 1 trilhão de dólares de juros ao ano. A inflação ainda não foi totalmente controlada, e não se pode cortar as taxas de juros com muita agressividade. E agora, com a ameaça de tarifas? É como jogar mais lenha na fogueira da inflação.
Quando o mercado ouve a palavra "tarifa", ele entende instantaneamente três coisas: as taxas de juros ficarão mais altas, o tempo de ajuste será maior, a liquidez se restringirá, e os ativos de risco sofrerão primeiro. Em outras palavras, não é uma crise só no mundo das criptomoedas, mas uma retirada sistêmica de sangue dos ativos de risco globais.
E aqui, é preciso desmascarar uma hipótese que vem sendo propagada há muito tempo.
Quando chegar o momento de buscar refúgio, o ouro sobe, mas o Bitcoin, junto com o Nasdaq, também é derrubado. Por quê? Porque, neste estágio, o Bitcoin ainda não é suficiente para ser considerado o "ouro digital". Sua essência continua sendo um amplificador da liquidez do dólar. Cada movimento do preço da criptomoeda está fortemente ligado à quantidade de liquidez do dólar ao redor do mundo. Simplificando, quando a liquidez do dólar se restringe, todos os ativos de risco têm que passar por isso.
Mas isso não é uma história de desespero. Cada crise deixa oportunidades para aqueles que conseguem pensar com clareza.
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screenshot_gains
· 8h atrás
Fiquei abalado... mais uma vez fui cortado. Ouvir essa análise realmente faz sentido, o Bitcoin não é de forma alguma um ativo de refúgio, é apenas um marionete da liquidez do dólar.
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LiquidatedNotStirred
· 8h atrás
Ainda vem? Quando o BTC cai abaixo de 90.000, começa a culpar a Federal Reserve, que rir. Para ser sincero, é só o dólar ficando forte que o preço despenca, e ainda assim fingem que descobriram algum grande segredo.
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ResearchChadButBroke
· 8h atrás
Portanto, o Bitcoin não é de forma alguma um ativo de proteção, ainda sendo puxado pela liquidez do dólar, essa é a verdade mais dolorosa, não é?
Acordar e verificar a conta e ver que ela encolheu de novo? Não se precipite a jogar o telefone no chão. Essa queda parece ter sido feita pelo próprio mercado de criptomoedas, mas a realidade é bem mais complexa.
O mercado de ontem foi um pouco fora do comum: o Bitcoin caiu de 9,3 mil para 8,8 mil, o Ethereum não conseguiu ultrapassar a barreira de 3000 e, ao contrário, caiu ainda mais. O estranho é que o mercado de ações dos EUA também despencou, enquanto o ouro atingiu novas máximas. Essa cena, realmente, não é um problema só do mercado de criptomoedas — é uma grande movimentação de fundos globais.
À primeira vista, a "ameaça de tarifas" de Trump parece ter sido o estopim. Mas, pensando bem, o problema é bem mais profundo. A situação atual dos EUA é um pouco embaraçosa: uma dívida de 38 trilhões de dólares, com mais de 1 trilhão de dólares de juros ao ano. A inflação ainda não foi totalmente controlada, e não se pode cortar as taxas de juros com muita agressividade. E agora, com a ameaça de tarifas? É como jogar mais lenha na fogueira da inflação.
Quando o mercado ouve a palavra "tarifa", ele entende instantaneamente três coisas: as taxas de juros ficarão mais altas, o tempo de ajuste será maior, a liquidez se restringirá, e os ativos de risco sofrerão primeiro. Em outras palavras, não é uma crise só no mundo das criptomoedas, mas uma retirada sistêmica de sangue dos ativos de risco globais.
E aqui, é preciso desmascarar uma hipótese que vem sendo propagada há muito tempo.
Quando chegar o momento de buscar refúgio, o ouro sobe, mas o Bitcoin, junto com o Nasdaq, também é derrubado. Por quê? Porque, neste estágio, o Bitcoin ainda não é suficiente para ser considerado o "ouro digital". Sua essência continua sendo um amplificador da liquidez do dólar. Cada movimento do preço da criptomoeda está fortemente ligado à quantidade de liquidez do dólar ao redor do mundo. Simplificando, quando a liquidez do dólar se restringe, todos os ativos de risco têm que passar por isso.
Mas isso não é uma história de desespero. Cada crise deixa oportunidades para aqueles que conseguem pensar com clareza.