A bolsa argentina Ripio é cética em relação ao mercado de criptomoedas de 2026, mas aposta em um período de crescimento de dez anos para as stablecoins
Num contexto de cautela relativamente à perspetiva geral do mercado de criptomoedas, a bolsa argentina Ripio aumentou, pelo contrário, os investimentos em stablecoins e obrigações tokenizadas. Por trás desta estratégia aparentemente contraditória, reflete-se uma compreensão profunda da segmentação do mercado e uma aposta a longo prazo na infraestrutura financeira regionalizada.
Da retalho à mudança de estratégia para infraestrutura
A trajetória de evolução da Ripio é bastante representativa. Esta bolsa, fundada em 2013, não se limitou ao negócio tradicional de retalho, mas foi progressivamente transformando-se num fornecedor de infraestrutura B2B. De acordo com as últimas notícias, os seus serviços atuais já abrangem bancos, empresas de tecnologia financeira e plataformas de grande dimensão como o Mercado Libre.
Expansão do portefólio de produtos
No que diz respeito às linhas de produtos, a ambição da Ripio é bastante clara. Os produtos atualmente disponíveis incluem:
Stablecoin em dólares Criptodólar (UXD)
Stablecoin em pesos argentinos wARS
Stablecoin em reais brasileiros wBRL
Stablecoin em pesos mexicanos wMXN
Versão tokenizada da obrigação soberana argentina AL30
Isto não é apenas uma diversificação de produtos, mas a construção de uma rede de stablecoins que cobre vários países da América Latina.
Divergências centrais na avaliação do mercado
A avaliação do mercado para 2026 feita pelo CEO da Ripio, Sebastián Serrano, merece atenção. Ele acredita que o mercado de criptomoedas como um todo apresentará uma tendência de “lateralização ou fraco desempenho”, uma previsão bastante conservadora. Mas há aqui uma viragem importante: ao mesmo tempo, ele acredita que as stablecoins poderão experimentar um ciclo de crescimento sustentado por uma década.
Porque é que se faz esta avaliação
Esta visão de segmentação é bastante razoável. Num ambiente de incerteza macroeconómica e maior volatilidade dos preços das moedas, as stablecoins ganham valor como instrumentos de proteção contra riscos e de liquidação de transações. Especialmente em países como a Argentina, que já passaram por múltiplas crises cambiais, a procura por stablecoins em moeda local é real.
O desempenho da obrigação tokenizada AL30 é uma prova disso. Segundo as últimas notícias, essa obrigação tokenizada atingiu, na semana da eleição presidencial argentina de outubro de 2025, um volume de negociação superior a 1 milhão de unidades. Isto demonstra que a aceitação de instrumentos financeiros inovadores, como as obrigações tokenizadas, está a crescer.
O significado estratégico das stablecoins regionais
A iniciativa da Ripio de promover stablecoins multimoeda é, na verdade, uma tentativa de aproveitar uma oportunidade de mercado que tem sido negligenciada. Os países da América Latina enfrentam, em geral, problemas de desvalorização cambial e dificuldades na conversão de moeda, enquanto os custos e a lentidão das transferências internacionais tradicionais são elevados. As stablecoins em moeda local podem, ao manterem as características da moeda, beneficiar da conveniência da tecnologia blockchain.
Para clientes B2B, como bancos e empresas de tecnologia financeira, trata-se de uma ferramenta com valor prático. Não para fins de trading, mas para resolver problemas financeiros reais.
Conclusão
A lógica estratégica da Ripio é bastante clara: enquanto mantém uma postura de cautela relativamente ao futuro do mercado de criptomoedas, concentra-se em setores mais seguros, como as stablecoins e as ferramentas tokenizadas. Isto não é uma aposta ao acaso, mas uma forma de encontrar o seu espaço na segmentação do mercado. A transição de uma bolsa de retalho para um fornecedor de infraestrutura B2B, de negociação de moedas para stablecoins e obrigações tokenizadas, aponta na mesma direção: usar a tecnologia blockchain para resolver problemas financeiros reais na América Latina. A sustentabilidade desta abordagem pode ser superior à de um negócio puramente de bolsa.
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A bolsa argentina Ripio é cética em relação ao mercado de criptomoedas de 2026, mas aposta em um período de crescimento de dez anos para as stablecoins
Num contexto de cautela relativamente à perspetiva geral do mercado de criptomoedas, a bolsa argentina Ripio aumentou, pelo contrário, os investimentos em stablecoins e obrigações tokenizadas. Por trás desta estratégia aparentemente contraditória, reflete-se uma compreensão profunda da segmentação do mercado e uma aposta a longo prazo na infraestrutura financeira regionalizada.
Da retalho à mudança de estratégia para infraestrutura
A trajetória de evolução da Ripio é bastante representativa. Esta bolsa, fundada em 2013, não se limitou ao negócio tradicional de retalho, mas foi progressivamente transformando-se num fornecedor de infraestrutura B2B. De acordo com as últimas notícias, os seus serviços atuais já abrangem bancos, empresas de tecnologia financeira e plataformas de grande dimensão como o Mercado Libre.
Expansão do portefólio de produtos
No que diz respeito às linhas de produtos, a ambição da Ripio é bastante clara. Os produtos atualmente disponíveis incluem:
Isto não é apenas uma diversificação de produtos, mas a construção de uma rede de stablecoins que cobre vários países da América Latina.
Divergências centrais na avaliação do mercado
A avaliação do mercado para 2026 feita pelo CEO da Ripio, Sebastián Serrano, merece atenção. Ele acredita que o mercado de criptomoedas como um todo apresentará uma tendência de “lateralização ou fraco desempenho”, uma previsão bastante conservadora. Mas há aqui uma viragem importante: ao mesmo tempo, ele acredita que as stablecoins poderão experimentar um ciclo de crescimento sustentado por uma década.
Porque é que se faz esta avaliação
Esta visão de segmentação é bastante razoável. Num ambiente de incerteza macroeconómica e maior volatilidade dos preços das moedas, as stablecoins ganham valor como instrumentos de proteção contra riscos e de liquidação de transações. Especialmente em países como a Argentina, que já passaram por múltiplas crises cambiais, a procura por stablecoins em moeda local é real.
O desempenho da obrigação tokenizada AL30 é uma prova disso. Segundo as últimas notícias, essa obrigação tokenizada atingiu, na semana da eleição presidencial argentina de outubro de 2025, um volume de negociação superior a 1 milhão de unidades. Isto demonstra que a aceitação de instrumentos financeiros inovadores, como as obrigações tokenizadas, está a crescer.
O significado estratégico das stablecoins regionais
A iniciativa da Ripio de promover stablecoins multimoeda é, na verdade, uma tentativa de aproveitar uma oportunidade de mercado que tem sido negligenciada. Os países da América Latina enfrentam, em geral, problemas de desvalorização cambial e dificuldades na conversão de moeda, enquanto os custos e a lentidão das transferências internacionais tradicionais são elevados. As stablecoins em moeda local podem, ao manterem as características da moeda, beneficiar da conveniência da tecnologia blockchain.
Para clientes B2B, como bancos e empresas de tecnologia financeira, trata-se de uma ferramenta com valor prático. Não para fins de trading, mas para resolver problemas financeiros reais.
Conclusão
A lógica estratégica da Ripio é bastante clara: enquanto mantém uma postura de cautela relativamente ao futuro do mercado de criptomoedas, concentra-se em setores mais seguros, como as stablecoins e as ferramentas tokenizadas. Isto não é uma aposta ao acaso, mas uma forma de encontrar o seu espaço na segmentação do mercado. A transição de uma bolsa de retalho para um fornecedor de infraestrutura B2B, de negociação de moedas para stablecoins e obrigações tokenizadas, aponta na mesma direção: usar a tecnologia blockchain para resolver problemas financeiros reais na América Latina. A sustentabilidade desta abordagem pode ser superior à de um negócio puramente de bolsa.