Senhor Saylor (fundador e presidente da MicroStrategy) destacou, numa entrevista no podcast “What Bitcoin Did”, que o sentimento de mercado que reage de forma emocional às flutuações de preço de curto prazo, chamando de “profecia autorrealizável”, é uma manifestação de uma mentalidade de previsões que se concretizam por si mesmas. Ele enfatizou que a verdadeira vitória do Bitcoin reside na consolidação de uma base institucional sólida. Ao longo de 2025, a realização de múltiplos marcos na ecologia do Bitcoin — desde a aprovação regulatória até a entrada de instituições financeiras — revela claramente o grau de maturidade do setor.
Aceleração da adoção institucional: mais de 200 empresas detêm Bitcoin em seus balanços
No final de 2024, cerca de 30 a 60 empresas possuíam Bitcoin em seus balanços, mas até o final de 2025, essa quantidade deve atingir aproximadamente 200 empresas. Saylor considera esse fenômeno uma “evidência clara de fundamentos sólidos”.
Tradicionalmente, companhias de seguros eram obrigadas a cancelar contratos com empresas que possuíam Bitcoin, mas essa situação melhorou significativamente em 2025. Destaca-se especialmente a introdução do princípio de contabilidade pelo valor justo, que permite às empresas reconhecer lucros não realizados. Antes, empresas com Bitcoin poderiam ser alvo de impostos sobre ganhos de capital não realizados, mas as orientações proativas do governo dissiparam essas preocupações.
Mudanças no ambiente regulatório: renascimento do setor de seguros e liberação de empréstimos bancários
Em 2025, o Bitcoin foi oficialmente reconhecido pelo governo como o maior produto digital do mundo. O impacto dessa certificação foi imenso. No início do ano, era possível obter apenas empréstimos de cerca de 5 centavos de dólar por cada dólar de Bitcoin como garantia, mas no final do ano, quase todos os principais bancos dos EUA começaram a oferecer empréstimos garantidos por IBIT (Bitcoin ETF), e cerca de 25% deles planejam oferecer empréstimos garantidos diretamente por Bitcoin.
Além disso, o Departamento do Tesouro dos EUA adotou orientações positivas quanto à inclusão de criptoativos, incluindo Bitcoin, em seus balanços. A Comissão de Comércio de Futuros de Commodities (CFTC) e a Comissão de Valores Mobiliários (SEC) também manifestaram apoio à indústria, indicando uma direção consistente por parte das autoridades reguladoras. Na Chicago Mercantile Exchange (CME), a comercialização de derivativos de Bitcoin avançou, e foi implementado um mecanismo que permite trocar até 1 milhão de dólares em Bitcoin por IBIT sem impostos.
Cuidado com a ‘profecia autorrealizável’ de curto prazo: a importância de uma visão de longo prazo
Entre os participantes do mercado, a teoria do ciclo de 4 anos está consolidada, mas Saylor aponta que essa visão cíclica do mercado, na verdade, gera uma “profecia autorrealizável” ao criar uma pressão de compra e venda alternada. Muitos traders acreditam que o ciclo de 4 anos chegou e, ao vender com base nessa expectativa, acabam realizando essa previsão automaticamente.
Segundo Saylor, ao avaliar o sucesso do Bitcoin, é necessário um horizonte de pelo menos 10 anos, ao invés de previsões de curto prazo de 90 ou 180 dias. Mesmo ao observar a história de 10.000 anos de movimentos ideológicos, aqueles que se dedicam a algo geralmente o fazem por uma década ou mais. Apesar da tendência de alta evidente na média móvel de 4 anos do Bitcoin, o mercado reage excessivamente às flutuações recentes, perpetuando a “profecia autorrealizável”.
O setor está avançando na direção certa e a rede funciona de forma saudável. Saylor destaca que as quedas nos últimos 90 dias foram uma oportunidade de compra para investidores com visão de futuro.
Bitcoin como capital universal: racionalidade na estratégia empresarial
Saylor defende que a estratégia de empresas que possuem Bitcoin é uma “ação racional para aumentar a produtividade”. Por exemplo, uma empresa que registra uma perda de 10 milhões de dólares por ano, mas possui 1 bilhão de dólares em Bitcoin e gera 30 milhões de dólares em ganhos de capital, levanta a questão: o que há de criticável nessa estratégia?
“Não devemos criticar as empresas que compram Bitcoin, mas sim aquelas que continuam a manter Bitcoin sem obter lucros, mesmo com perdas contínuas”, afirma Saylor.
Assim como a infraestrutura de energia elétrica é um “capital universal” que alimenta máquinas industriais, o Bitcoin é um “capital universal” na era digital. Existem cerca de 4 bilhões de empresas no mundo, e embora apenas cerca de 200 delas tenham Bitcoin, isso não torna o mercado incapaz de responder. Pelo contrário, a questão paradoxal de por que nem todas as 4 bilhões de empresas podem possuir Bitcoin sugere o potencial de escala do mercado.
O potencial ilimitado do mercado de crédito digital: a verdadeira visão da Strategy
A verdadeira estratégia da Strategy, liderada por Saylor, é desenvolver um mercado de “crédito digital” garantido por Bitcoin. A empresa não pretende atuar como banco, mas usar reservas em dólares para aumentar a credibilidade das empresas e entrar no mercado global de empréstimos digitais.
O tamanho desse mercado pode teoricamente atingir 10 trilhões de dólares. Se conquistar 10% do mercado de títulos do Tesouro dos EUA, seu valor pode chegar a 10 trilhões de dólares. Investidores que compram produtos de crédito valorizam mais a volatilidade do que os investidores em ações, e a Strategy demonstra sua credibilidade ao manter reservas em dólares.
Atualmente, muitas empresas já emitem crédito sênior e corporativo, mas oportunidades de mercado inexploradas — como plataformas de troca e derivativos garantidos por Bitcoin, ou seguradoras garantidas por Bitcoin — são infinitas. Nenhuma seguradora no mundo atualmente usa Bitcoin como garantia ou capital. Saylor avalia que “o potencial de crescimento dessa indústria é enorme”.
O valor de mercado de uma empresa depende não apenas do uso atual de capital, mas também de estratégias futuras viáveis. Se a Strategy se tornar líder em derivativos de Bitcoin e empréstimos garantidos por Bitcoin, o valor dessas empresas pode superar em muito as estimativas atuais.
Através das afirmações de Saylor, fica claro que o sucesso na institucionalização do Bitcoin em 2025 não é apenas uma alta temporária de preços, mas um sinal de uma transformação fundamental no sistema financeiro. Ignorar as “profecias autorrealizáveis” de curto prazo e reconhecer as mudanças estruturais ao longo de uma década será o caminho para a próxima fase de crescimento.
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Para além da 'Auto-realização da Profecia': o Sr. Saylor fala sobre a verdade da institucionalização do Bitcoin em 2025
Senhor Saylor (fundador e presidente da MicroStrategy) destacou, numa entrevista no podcast “What Bitcoin Did”, que o sentimento de mercado que reage de forma emocional às flutuações de preço de curto prazo, chamando de “profecia autorrealizável”, é uma manifestação de uma mentalidade de previsões que se concretizam por si mesmas. Ele enfatizou que a verdadeira vitória do Bitcoin reside na consolidação de uma base institucional sólida. Ao longo de 2025, a realização de múltiplos marcos na ecologia do Bitcoin — desde a aprovação regulatória até a entrada de instituições financeiras — revela claramente o grau de maturidade do setor.
Aceleração da adoção institucional: mais de 200 empresas detêm Bitcoin em seus balanços
No final de 2024, cerca de 30 a 60 empresas possuíam Bitcoin em seus balanços, mas até o final de 2025, essa quantidade deve atingir aproximadamente 200 empresas. Saylor considera esse fenômeno uma “evidência clara de fundamentos sólidos”.
Tradicionalmente, companhias de seguros eram obrigadas a cancelar contratos com empresas que possuíam Bitcoin, mas essa situação melhorou significativamente em 2025. Destaca-se especialmente a introdução do princípio de contabilidade pelo valor justo, que permite às empresas reconhecer lucros não realizados. Antes, empresas com Bitcoin poderiam ser alvo de impostos sobre ganhos de capital não realizados, mas as orientações proativas do governo dissiparam essas preocupações.
Mudanças no ambiente regulatório: renascimento do setor de seguros e liberação de empréstimos bancários
Em 2025, o Bitcoin foi oficialmente reconhecido pelo governo como o maior produto digital do mundo. O impacto dessa certificação foi imenso. No início do ano, era possível obter apenas empréstimos de cerca de 5 centavos de dólar por cada dólar de Bitcoin como garantia, mas no final do ano, quase todos os principais bancos dos EUA começaram a oferecer empréstimos garantidos por IBIT (Bitcoin ETF), e cerca de 25% deles planejam oferecer empréstimos garantidos diretamente por Bitcoin.
Além disso, o Departamento do Tesouro dos EUA adotou orientações positivas quanto à inclusão de criptoativos, incluindo Bitcoin, em seus balanços. A Comissão de Comércio de Futuros de Commodities (CFTC) e a Comissão de Valores Mobiliários (SEC) também manifestaram apoio à indústria, indicando uma direção consistente por parte das autoridades reguladoras. Na Chicago Mercantile Exchange (CME), a comercialização de derivativos de Bitcoin avançou, e foi implementado um mecanismo que permite trocar até 1 milhão de dólares em Bitcoin por IBIT sem impostos.
Cuidado com a ‘profecia autorrealizável’ de curto prazo: a importância de uma visão de longo prazo
Entre os participantes do mercado, a teoria do ciclo de 4 anos está consolidada, mas Saylor aponta que essa visão cíclica do mercado, na verdade, gera uma “profecia autorrealizável” ao criar uma pressão de compra e venda alternada. Muitos traders acreditam que o ciclo de 4 anos chegou e, ao vender com base nessa expectativa, acabam realizando essa previsão automaticamente.
Segundo Saylor, ao avaliar o sucesso do Bitcoin, é necessário um horizonte de pelo menos 10 anos, ao invés de previsões de curto prazo de 90 ou 180 dias. Mesmo ao observar a história de 10.000 anos de movimentos ideológicos, aqueles que se dedicam a algo geralmente o fazem por uma década ou mais. Apesar da tendência de alta evidente na média móvel de 4 anos do Bitcoin, o mercado reage excessivamente às flutuações recentes, perpetuando a “profecia autorrealizável”.
O setor está avançando na direção certa e a rede funciona de forma saudável. Saylor destaca que as quedas nos últimos 90 dias foram uma oportunidade de compra para investidores com visão de futuro.
Bitcoin como capital universal: racionalidade na estratégia empresarial
Saylor defende que a estratégia de empresas que possuem Bitcoin é uma “ação racional para aumentar a produtividade”. Por exemplo, uma empresa que registra uma perda de 10 milhões de dólares por ano, mas possui 1 bilhão de dólares em Bitcoin e gera 30 milhões de dólares em ganhos de capital, levanta a questão: o que há de criticável nessa estratégia?
“Não devemos criticar as empresas que compram Bitcoin, mas sim aquelas que continuam a manter Bitcoin sem obter lucros, mesmo com perdas contínuas”, afirma Saylor.
Assim como a infraestrutura de energia elétrica é um “capital universal” que alimenta máquinas industriais, o Bitcoin é um “capital universal” na era digital. Existem cerca de 4 bilhões de empresas no mundo, e embora apenas cerca de 200 delas tenham Bitcoin, isso não torna o mercado incapaz de responder. Pelo contrário, a questão paradoxal de por que nem todas as 4 bilhões de empresas podem possuir Bitcoin sugere o potencial de escala do mercado.
O potencial ilimitado do mercado de crédito digital: a verdadeira visão da Strategy
A verdadeira estratégia da Strategy, liderada por Saylor, é desenvolver um mercado de “crédito digital” garantido por Bitcoin. A empresa não pretende atuar como banco, mas usar reservas em dólares para aumentar a credibilidade das empresas e entrar no mercado global de empréstimos digitais.
O tamanho desse mercado pode teoricamente atingir 10 trilhões de dólares. Se conquistar 10% do mercado de títulos do Tesouro dos EUA, seu valor pode chegar a 10 trilhões de dólares. Investidores que compram produtos de crédito valorizam mais a volatilidade do que os investidores em ações, e a Strategy demonstra sua credibilidade ao manter reservas em dólares.
Atualmente, muitas empresas já emitem crédito sênior e corporativo, mas oportunidades de mercado inexploradas — como plataformas de troca e derivativos garantidos por Bitcoin, ou seguradoras garantidas por Bitcoin — são infinitas. Nenhuma seguradora no mundo atualmente usa Bitcoin como garantia ou capital. Saylor avalia que “o potencial de crescimento dessa indústria é enorme”.
O valor de mercado de uma empresa depende não apenas do uso atual de capital, mas também de estratégias futuras viáveis. Se a Strategy se tornar líder em derivativos de Bitcoin e empréstimos garantidos por Bitcoin, o valor dessas empresas pode superar em muito as estimativas atuais.
Através das afirmações de Saylor, fica claro que o sucesso na institucionalização do Bitcoin em 2025 não é apenas uma alta temporária de preços, mas um sinal de uma transformação fundamental no sistema financeiro. Ignorar as “profecias autorrealizáveis” de curto prazo e reconhecer as mudanças estruturais ao longo de uma década será o caminho para a próxima fase de crescimento.