Três montanhas de pressão:Por que a onda de vencimentos é a “quarta parede”?
Para entender o significado dessa “parede”, é preciso primeiro compreender sua estrutura.
Números simples de 10 trilhões de dólares podem fazer perder a noção visual. Olhando por outro ângulo: o volume de vencimentos de 2026 ao longo do ano equivale à soma dos vencimentos de títulos públicos durante três anos consecutivos após a crise financeira de 2008 (2008-2010). Essa comparação revela de forma mais clara a sensação de opressão dessa “quarta parede” — não apenas pelo tamanho, mas também pela alta concentração.
Porém, o impacto real não está no volume, mas na vulnerabilidade estrutural.
Primeira montanha de pressão: o dilema da refinanciamento de curto prazo
Cerca de 67% da dívida a vencer são títulos de curto prazo (T-Bills), o que significa que o Tesouro precisa realizar uma grande operação de “empréstimo novo para pagar o antigo” em um período muito curto. Ainda mais grave, esses títulos carregam o legado do período de taxas de juros extremamente baixas de 2021 a 2023. Naquela época, títulos de 5, 7 e 10 anos tinham taxas nominais próximas de 1%. Agora, ao vencerem, o Tesouro terá que refinanciar a taxas de mercado de 4% ou mais, ou correr o risco de não encontrar compradores.
Essa escalada abrupta nas taxas de juros causa um impacto direto e severo no orçamento federal.
Segunda montanha de pressão: a quebra histórica nos custos de juros
Dados recentes do Congressional Budget Office (CBO) indicam que, no ano fiscal de 2026, os juros líquidos do governo federal ultrapassarão a marca de 1,12 trilhão de dólares. O que isso significa? Será a primeira vez que esse valor excede o somatório dos gastos com defesa e benefícios aos veteranos, tornando-se o maior item de despesa do orçamento federal. Em outras palavras, a cada dólar gasto pelo governo, uma fatia cada vez maior é destinada ao pagamento de juros da dívida passada. Uma pressão silenciosa sobre o espaço fiscal.
Terceira montanha de pressão: a incerteza nas escolhas políticas
Essas três montanhas de pressão convergem formando a “quarta parede” — uma situação onde não é possível atender a todas as condições simultaneamente. O governo teoricamente deseja alcançar três objetivos: manter a confiança fiscal, evitar aumentos de impostos e manter as taxas de juros livres de intervenções. Mas a realidade força a abrir mão de pelo menos um deles. Essa incerteza, por si só, torna-se o maior fator de risco para o mercado.
A “trava de política” e o jogo coletivo do mercado
Diante dessa “quarta parede”, o governo dos EUA enfrenta um dilema clássico de política — não conseguir realizar estabilidade fiscal, moderação tributária e mercado de taxas de juros livres ao mesmo tempo. O mercado está precificando as escolhas de trade-off entre esses três.
Se o governo optar por “manter as taxas de impostos estáveis”
Para atrair compradores suficientes para absorver a enorme emissão de novos títulos, o mercado exigirá maior compensação — ou seja, um “prêmio de prazo” mais alto. A rentabilidade dos títulos de 10 anos dos EUA já está sendo cotada em 5,5% ou mais, o que não é mais uma hipótese improvável. Isso representa um impacto sistêmico na avaliação de ativos globais. Com o aumento do WACC (custo médio ponderado de capital), a pressão sobre as avaliações será especialmente forte, especialmente em setores de alta avaliação, como ações de crescimento tecnológico, onde uma compressão de 15%-20% no índice P/E é plenamente possível.
Se o governo optar por “manter a independência das taxas”
Isso significa que o Federal Reserve recusará “intervir” para ajudar o Tesouro, levando o mercado a questionar a sustentabilidade fiscal. O prêmio de risco de crédito dos títulos de longo prazo dos EUA aumentará, e o desconto de crédito do dólar poderá se tornar mais evidente. Como uma “opção de baixa do crédito do dólar”, o ouro pode experimentar uma tendência de alta de longo prazo semelhante à dos anos 1970. De fato, várias instituições já consideram o ouro como um ativo central para hedge de risco fiscal.
Se o governo optar por “evitar uma crise fiscal”
Então, aumentos de impostos ou austeridade fiscal serão inevitáveis. Rumores de elevações de impostos corporativos ou de ganhos de capital irão impactar o mercado, transmitindo pressão por meio de “desvalorização de avaliações”. O impacto na lucratividade das empresas e na confiança dos investidores será duradouro.
Com base na precificação atual, a maioria dos participantes parece já ter assumido as opções de “manter as taxas de impostos estáveis” e “manter a sustentabilidade fiscal”, colocando toda a pressão na direção de uma alta nas taxas de juros. Isso explica por que os rendimentos dos títulos de longo prazo permanecem elevados — o mercado já precifica a próxima onda de oferta de títulos.
Como romper a quarta parede: como os investidores podem se posicionar em ciclos de alta volatilidade?
A onda de vencimentos por si só não necessariamente causará uma crise, mas certamente trará incerteza política e alta volatilidade de mercado. Para os investidores, 2026 é mais um período de “imposto de alta volatilidade” do que um “fim do mundo”. O segredo está em se preparar antecipadamente, até mesmo transformando a volatilidade em oportunidade de ganho.
Primeira estratégia: apostar na reação do Fed, não na oferta do Tesouro
Apostar diretamente na emissão de títulos do Tesouro é perigoso, pois o desequilíbrio de forças é evidente. Uma estratégia mais inteligente é prever em que cenário o Fed será forçado a intervir no mercado. A história mostra que, quando as taxas de longo prazo sobem a níveis que ameaçam a estabilidade financeira (por exemplo, rendimento de 10 anos acima de 5,5%), a postura de “esperar para ver” do Fed não é sustentável. O episódio de crise no mercado de recompra de 2019, que levou ao início do QE, é um exemplo clássico dessa intervenção passiva.
Assim, embora o primeiro semestre de 2026 possa ser o período de maior pressão sobre as taxas de longo prazo, também pode ser o gatilho para uma reversão de ciclo. Para ETFs de títulos de longo prazo, como o TLT, o segundo semestre pode formar um fundo importante de longo prazo.
Segunda estratégia: não fazer apenas venda a descoberto, mas usar gestão de volatilidade para obter ganhos
Diante do jogo complexo de política e moeda, apostar apenas na queda do mercado de ações não é uma estratégia de alta probabilidade. Uma abordagem mais eficiente é vender volatilidade — ou seja, vender “seguro” de opções. Por exemplo, vender opções de venda do S&P 500 deep out-of-the-money para o segundo semestre de 2026, recebendo prêmio de risco quando o mercado estiver mais assustado e a volatilidade estiver no pico, transformando parte da pressão de refinanciamento do governo em renda de opções.
Além disso, é importante ficar atento às oportunidades de “falhas de mercado” — movimentos extremos de precificação causados por choques de liquidez ou mudanças políticas inesperadas.
Terceira estratégia: reposicionar o papel do ouro e dos títulos de longo prazo
Nesse novo cenário, o ouro não deve ser visto apenas como um ativo de proteção, mas como uma ferramenta de hedge de crédito do dólar. Quando a dúvida sobre a sustentabilidade fiscal aumenta, o desempenho do ouro costuma superar as expectativas de mercado.
Quanto aos títulos de longo prazo, especialmente acima de 10 anos, seu papel está mudando. De um ativo de “refúgio temporário”, evoluem para “ativos de volatilidade” e “instrumentos de contraposição política”. A volatilidade será maior, mas as oportunidades geradas por uma possível mudança de postura do Fed também se ampliarão.
Reconstrução de ativos sob o novo paradigma
Ao integrar essas estratégias, os investidores precisam fazer uma revisão substantiva de suas carteiras.
A questão central é: sua alocação de ativos consegue se adaptar a um cenário de taxas de juros sustentadas em patamares elevados e de volatilidade crescente? Quais ativos são realmente “barcos” capazes de manter flutuabilidade em alta volatilidade; quais são apenas “tábuas” que se deixarão levar pelas ondas?
De uma perspectiva de equilíbrio, considere alguns critérios:
Aumentar a alocação em ativos reais — ouro não só como hedge, mas como um instrumento de precificação explícita do risco fiscal.
Reavaliar o papel de títulos de longo prazo — não mais como um colchão de segurança, mas como fonte potencial de retorno e ferramenta de gestão de volatilidade.
Otimizar a composição de ações — em um ambiente de altas taxas, empresas com baixo valuation e fluxo de caixa podem se sair melhor do que aquelas de crescimento sem lucro.
Construir mecanismos de geração de renda via volatilidade — usando estratégias de opções para obter renda contínua em períodos de alta volatilidade, ao invés de simplesmente suportar os impactos.
Conclusão: aproveitar as oportunidades na incerteza
A onda de vencimentos de 10 trilhões de dólares é um evento certo, que já se desenrola em janeiro de 2026. Ela trará incertezas, jogos políticos e volatilidade de mercado — riscos reais. Mas a verdadeira diferença não está na magnitude do risco, e sim na nossa capacidade de reconhecê-lo antecipadamente e de enfrentá-lo com uma nova mentalidade.
A aparição da “quarta parede” reflete, essencialmente, a impossibilidade de harmonizar os conflitos do antigo quadro de políticas. Mas, justamente nesses conflitos, residem as oportunidades. Quando o cenário político enfrenta o dilema do “tripé impossível”, os preços do mercado podem oscilar violentamente, e essa volatilidade, para investidores preparados, é uma nova fonte de lucros.
Retornando à questão inicial — “Onde você estará em 2026?” — a resposta depende do que você já fez de preparação. Verifique se sua embarcação está suficientemente sólida, pense em quais ativos podem manter valor em alta volatilidade, e use a racionalidade e a flexibilidade para enfrentar esse teste de resistência. Quando a maré chegar com uma escala certa, quem tiver a embarcação adequada verá, não o medo, mas o caminho.
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O dilema da "quarta parede" dos títulos de dívida dos EUA em 2026: como o mercado irá escolher?
2026年1月已经到来,曾经的预测正在变成现实。约10万亿美元的美国国债在这一年集中到期,其中近七成是短期债务,形成一道难以跨越的"第四面牆"。这不仅仅是财政数字的问题,更是一场政策、市场和投资者三方角力的压力测试。美联储、财政部和市场参与者,都在这场既定的债务洪峰中寻找自己的答案。
Três montanhas de pressão:Por que a onda de vencimentos é a “quarta parede”?
Para entender o significado dessa “parede”, é preciso primeiro compreender sua estrutura.
Números simples de 10 trilhões de dólares podem fazer perder a noção visual. Olhando por outro ângulo: o volume de vencimentos de 2026 ao longo do ano equivale à soma dos vencimentos de títulos públicos durante três anos consecutivos após a crise financeira de 2008 (2008-2010). Essa comparação revela de forma mais clara a sensação de opressão dessa “quarta parede” — não apenas pelo tamanho, mas também pela alta concentração.
Porém, o impacto real não está no volume, mas na vulnerabilidade estrutural.
Primeira montanha de pressão: o dilema da refinanciamento de curto prazo
Cerca de 67% da dívida a vencer são títulos de curto prazo (T-Bills), o que significa que o Tesouro precisa realizar uma grande operação de “empréstimo novo para pagar o antigo” em um período muito curto. Ainda mais grave, esses títulos carregam o legado do período de taxas de juros extremamente baixas de 2021 a 2023. Naquela época, títulos de 5, 7 e 10 anos tinham taxas nominais próximas de 1%. Agora, ao vencerem, o Tesouro terá que refinanciar a taxas de mercado de 4% ou mais, ou correr o risco de não encontrar compradores.
Essa escalada abrupta nas taxas de juros causa um impacto direto e severo no orçamento federal.
Segunda montanha de pressão: a quebra histórica nos custos de juros
Dados recentes do Congressional Budget Office (CBO) indicam que, no ano fiscal de 2026, os juros líquidos do governo federal ultrapassarão a marca de 1,12 trilhão de dólares. O que isso significa? Será a primeira vez que esse valor excede o somatório dos gastos com defesa e benefícios aos veteranos, tornando-se o maior item de despesa do orçamento federal. Em outras palavras, a cada dólar gasto pelo governo, uma fatia cada vez maior é destinada ao pagamento de juros da dívida passada. Uma pressão silenciosa sobre o espaço fiscal.
Terceira montanha de pressão: a incerteza nas escolhas políticas
Essas três montanhas de pressão convergem formando a “quarta parede” — uma situação onde não é possível atender a todas as condições simultaneamente. O governo teoricamente deseja alcançar três objetivos: manter a confiança fiscal, evitar aumentos de impostos e manter as taxas de juros livres de intervenções. Mas a realidade força a abrir mão de pelo menos um deles. Essa incerteza, por si só, torna-se o maior fator de risco para o mercado.
A “trava de política” e o jogo coletivo do mercado
Diante dessa “quarta parede”, o governo dos EUA enfrenta um dilema clássico de política — não conseguir realizar estabilidade fiscal, moderação tributária e mercado de taxas de juros livres ao mesmo tempo. O mercado está precificando as escolhas de trade-off entre esses três.
Se o governo optar por “manter as taxas de impostos estáveis”
Para atrair compradores suficientes para absorver a enorme emissão de novos títulos, o mercado exigirá maior compensação — ou seja, um “prêmio de prazo” mais alto. A rentabilidade dos títulos de 10 anos dos EUA já está sendo cotada em 5,5% ou mais, o que não é mais uma hipótese improvável. Isso representa um impacto sistêmico na avaliação de ativos globais. Com o aumento do WACC (custo médio ponderado de capital), a pressão sobre as avaliações será especialmente forte, especialmente em setores de alta avaliação, como ações de crescimento tecnológico, onde uma compressão de 15%-20% no índice P/E é plenamente possível.
Se o governo optar por “manter a independência das taxas”
Isso significa que o Federal Reserve recusará “intervir” para ajudar o Tesouro, levando o mercado a questionar a sustentabilidade fiscal. O prêmio de risco de crédito dos títulos de longo prazo dos EUA aumentará, e o desconto de crédito do dólar poderá se tornar mais evidente. Como uma “opção de baixa do crédito do dólar”, o ouro pode experimentar uma tendência de alta de longo prazo semelhante à dos anos 1970. De fato, várias instituições já consideram o ouro como um ativo central para hedge de risco fiscal.
Se o governo optar por “evitar uma crise fiscal”
Então, aumentos de impostos ou austeridade fiscal serão inevitáveis. Rumores de elevações de impostos corporativos ou de ganhos de capital irão impactar o mercado, transmitindo pressão por meio de “desvalorização de avaliações”. O impacto na lucratividade das empresas e na confiança dos investidores será duradouro.
Com base na precificação atual, a maioria dos participantes parece já ter assumido as opções de “manter as taxas de impostos estáveis” e “manter a sustentabilidade fiscal”, colocando toda a pressão na direção de uma alta nas taxas de juros. Isso explica por que os rendimentos dos títulos de longo prazo permanecem elevados — o mercado já precifica a próxima onda de oferta de títulos.
Como romper a quarta parede: como os investidores podem se posicionar em ciclos de alta volatilidade?
A onda de vencimentos por si só não necessariamente causará uma crise, mas certamente trará incerteza política e alta volatilidade de mercado. Para os investidores, 2026 é mais um período de “imposto de alta volatilidade” do que um “fim do mundo”. O segredo está em se preparar antecipadamente, até mesmo transformando a volatilidade em oportunidade de ganho.
Primeira estratégia: apostar na reação do Fed, não na oferta do Tesouro
Apostar diretamente na emissão de títulos do Tesouro é perigoso, pois o desequilíbrio de forças é evidente. Uma estratégia mais inteligente é prever em que cenário o Fed será forçado a intervir no mercado. A história mostra que, quando as taxas de longo prazo sobem a níveis que ameaçam a estabilidade financeira (por exemplo, rendimento de 10 anos acima de 5,5%), a postura de “esperar para ver” do Fed não é sustentável. O episódio de crise no mercado de recompra de 2019, que levou ao início do QE, é um exemplo clássico dessa intervenção passiva.
Assim, embora o primeiro semestre de 2026 possa ser o período de maior pressão sobre as taxas de longo prazo, também pode ser o gatilho para uma reversão de ciclo. Para ETFs de títulos de longo prazo, como o TLT, o segundo semestre pode formar um fundo importante de longo prazo.
Segunda estratégia: não fazer apenas venda a descoberto, mas usar gestão de volatilidade para obter ganhos
Diante do jogo complexo de política e moeda, apostar apenas na queda do mercado de ações não é uma estratégia de alta probabilidade. Uma abordagem mais eficiente é vender volatilidade — ou seja, vender “seguro” de opções. Por exemplo, vender opções de venda do S&P 500 deep out-of-the-money para o segundo semestre de 2026, recebendo prêmio de risco quando o mercado estiver mais assustado e a volatilidade estiver no pico, transformando parte da pressão de refinanciamento do governo em renda de opções.
Além disso, é importante ficar atento às oportunidades de “falhas de mercado” — movimentos extremos de precificação causados por choques de liquidez ou mudanças políticas inesperadas.
Terceira estratégia: reposicionar o papel do ouro e dos títulos de longo prazo
Nesse novo cenário, o ouro não deve ser visto apenas como um ativo de proteção, mas como uma ferramenta de hedge de crédito do dólar. Quando a dúvida sobre a sustentabilidade fiscal aumenta, o desempenho do ouro costuma superar as expectativas de mercado.
Quanto aos títulos de longo prazo, especialmente acima de 10 anos, seu papel está mudando. De um ativo de “refúgio temporário”, evoluem para “ativos de volatilidade” e “instrumentos de contraposição política”. A volatilidade será maior, mas as oportunidades geradas por uma possível mudança de postura do Fed também se ampliarão.
Reconstrução de ativos sob o novo paradigma
Ao integrar essas estratégias, os investidores precisam fazer uma revisão substantiva de suas carteiras.
A questão central é: sua alocação de ativos consegue se adaptar a um cenário de taxas de juros sustentadas em patamares elevados e de volatilidade crescente? Quais ativos são realmente “barcos” capazes de manter flutuabilidade em alta volatilidade; quais são apenas “tábuas” que se deixarão levar pelas ondas?
De uma perspectiva de equilíbrio, considere alguns critérios:
Aumentar a alocação em ativos reais — ouro não só como hedge, mas como um instrumento de precificação explícita do risco fiscal.
Reavaliar o papel de títulos de longo prazo — não mais como um colchão de segurança, mas como fonte potencial de retorno e ferramenta de gestão de volatilidade.
Otimizar a composição de ações — em um ambiente de altas taxas, empresas com baixo valuation e fluxo de caixa podem se sair melhor do que aquelas de crescimento sem lucro.
Construir mecanismos de geração de renda via volatilidade — usando estratégias de opções para obter renda contínua em períodos de alta volatilidade, ao invés de simplesmente suportar os impactos.
Conclusão: aproveitar as oportunidades na incerteza
A onda de vencimentos de 10 trilhões de dólares é um evento certo, que já se desenrola em janeiro de 2026. Ela trará incertezas, jogos políticos e volatilidade de mercado — riscos reais. Mas a verdadeira diferença não está na magnitude do risco, e sim na nossa capacidade de reconhecê-lo antecipadamente e de enfrentá-lo com uma nova mentalidade.
A aparição da “quarta parede” reflete, essencialmente, a impossibilidade de harmonizar os conflitos do antigo quadro de políticas. Mas, justamente nesses conflitos, residem as oportunidades. Quando o cenário político enfrenta o dilema do “tripé impossível”, os preços do mercado podem oscilar violentamente, e essa volatilidade, para investidores preparados, é uma nova fonte de lucros.
Retornando à questão inicial — “Onde você estará em 2026?” — a resposta depende do que você já fez de preparação. Verifique se sua embarcação está suficientemente sólida, pense em quais ativos podem manter valor em alta volatilidade, e use a racionalidade e a flexibilidade para enfrentar esse teste de resistência. Quando a maré chegar com uma escala certa, quem tiver a embarcação adequada verá, não o medo, mas o caminho.