Plataforma atinge recorde de receitas, mas o livro razão acende luzes vermelhas. Os dados financeiros recentemente divulgados pelo Telegram voltaram a gerar debates na comunidade: receita de 8,7 bilhões de dólares no primeiro semestre, aumento de 65% ao ano, mas ao mesmo tempo um prejuízo líquido de 2,22 bilhões de dólares. Por trás desses números aparentemente contraditórios, reflete-se a complexa interação entre o crescimento da comunidade do Telegram e as oscilações do mercado de criptomoedas.
As variáveis-chave apontam para um foco comum — o token TON. Essa infraestrutura de blockchain profundamente vinculada ao Telegram impulsionou o crescimento rápido da plataforma, mas também se tornou uma fonte central de risco na volatilidade dos resultados financeiros. Com a participação ativa da comunidade do Telegram em jogos, ecossistema de Bots e pequenas aplicações, o papel do TON torna-se cada vez mais crucial. Recentemente, a venda em grande escala de mais de 4,5 bilhões de dólares em tokens TON pelo Telegram gerou uma reflexão na comunidade sobre o futuro dessa relação.
Crescimento de receita impulsionado pela comunidade, por que o lucro virou negativo?
Do ponto de vista financeiro, o Telegram manteve seu forte crescimento no primeiro semestre de 2025: receita anual de 14 bilhões de dólares no ano passado, mais de 3 vezes maior que os 3,43 bilhões de 2023. E os 8,7 bilhões de dólares de receita no primeiro semestre de 2025 já se aproximam do dobro do mesmo período do ano passado.
Nesse ciclo de crescimento, a contribuição da comunidade do Telegram é evidente. A receita de publicidade cresceu apenas 5%, atingindo 1,25 bilhões de dólares, mas a receita de assinaturas premium disparou 88%, chegando a 2,23 bilhões de dólares. O ponto de maior destaque de crescimento veio do acordo exclusivo com a blockchain TON — a TON tornou-se a única infraestrutura de blockchain do ecossistema de miniaplicativos do Telegram, contribuindo com quase 3 bilhões de dólares para a plataforma.
Por trás desses números, há uma aceleração na expansão do Telegram em ecossistemas de jogos, Bots e pequenas aplicações. No entanto, a discrepância entre crescimento de receita e prejuízo de lucro também revela os novos desafios enfrentados pela plataforma.
Segundo reportagem do FT, no primeiro semestre de 2025, o Telegram obteve quase 4 bilhões de dólares de lucro operacional, mas acabou registrando um prejuízo líquido de 2,22 bilhões de dólares. Fontes próximas revelaram que isso se deve principalmente à necessidade de reavaliar os ativos em tokens TON que a empresa possui. Como o mercado de criptomoedas continuou sob pressão em 2025, o preço do token TON caiu mais de 73% na mínima. Isso significa que os ativos de tokens no balanço do Telegram sofreram uma grande desvalorização, impactando diretamente o resultado final.
Venda em grande escala de TON pelo Telegram, é traição ou ajuste de ecossistema?
Quando o FT reportou que as vendas de tokens TON pelo Telegram ultrapassaram 4,5 bilhões de dólares, surgiram vozes diversas na comunidade. Esse valor representa mais de 10% do valor de mercado circulante da TON, levando alguns a questionar se o Telegram estaria vendendo tokens em alta, realizando lucros; outros temem que isso possa impactar os usuários que possuem TON na comunidade.
Porém, de acordo com a resposta pública do presidente do conselho da TON Strategy (código Nasdaq: TONX), Manuel Stotz, a situação não é tão simples quanto parece.
Stotz revelou que todos os tokens TON vendidos pelo Telegram estão sujeitos a um mecanismo de desbloqueio parcelado em quatro anos. Ou seja, esses tokens não podem ser negociados no mercado secundário a curto prazo, evitando uma pressão de venda imediata. Os compradores são instituições de investimento de longo prazo, como a TONX, liderada por Stotz, que adquiriram esses tokens com o objetivo de mantê-los e fazer staking, e não para especulação.
Stotz enfatizou que o núcleo dessa operação não é realizar lucro rápido, mas otimizar a estrutura de ativos. Após a venda, o Telegram não reduziu significativamente sua quantidade de tokens TON em posse — na verdade, ela pode até ter aumentado —, pois a plataforma obteve tokens ao vender parte de seu estoque, recebendo tokens de bloqueio e distribuição de receita de publicidade, além de continuar gerando novos tokens TON com negócios relacionados. Assim, a posição de TON do Telegram permanece elevada.
Essa lógica está alinhada com o planejamento de longo prazo do fundador do Telegram, Pavel Durov. Desde 2024, Durov declarou publicamente que a equipe pretende manter a participação do Telegram em TON abaixo de 10%. Caso ultrapasse esse limite, a parte excedente será vendida a um preço ligeiramente inferior ao de mercado para investidores de longo prazo, com períodos de bloqueio e vesting, para evitar pressões de venda de curto prazo. O motivo dessa estratégia é que tokens excessivamente concentrados podem gerar preocupações de manipulação de mercado, prejudicando a descentralização do TON. Assim, a venda pelo Telegram é, na essência, um equilíbrio entre interesses comerciais e saúde do ecossistema.
Quebrando riscos de centralização, como o Telegram protege a confiança na comunidade TON
Para a comunidade do Telegram, o problema de concentração de tokens não é novidade. Nos estágios iniciais de projetos de blockchain, os fundadores costumam deter uma grande quantidade de tokens, o que pode gerar preocupações de manipulação de mercado e riscos de preço. O Telegram adota uma postura relativamente transparente — liberando gradualmente os tokens e dispersando a posse, para eliminar receios de centralização.
Nesse processo, o Telegram demonstra compromisso de longo prazo com o ecossistema TON. Diferente de outros projetos, o Telegram não está simplesmente vendendo tokens para realizar lucros rápidos, mas estruturando operações (parceladas em quatro anos, com investidores de longo prazo) para uma transição estável. Embora essa abordagem não elimine completamente as dúvidas do mercado, mostra uma postura cautelosa na governança de tokens.
Ao mesmo tempo, a participação da comunidade do Telegram no ecossistema TON também se aprofunda. De jogos a Bots, até o lançamento de novas funcionalidades comerciais, o Telegram está construindo um ecossistema centrado na comunidade. O papel do token TON, de uma ferramenta de troca, evolui para uma camada de incentivo e governança dentro desse ecossistema.
Rumo à pré-IPO, como os participantes do ecossistema Telegram devem se preparar
Além da venda de tokens, o Telegram tem uma alternativa de financiamento de longo prazo — o IPO.
Nos últimos anos, o Telegram realizou várias emissões de dívida, totalizando mais de 10 bilhões de dólares. Em 2025, a empresa emitiu mais 1,7 bilhão de dólares em bonds conversíveis, atraindo investidores como BlackRock, Mubadala de Abu Dhabi, entre outros. Atualmente, há duas principais dívidas em andamento: uma com cupom de 7%, com vencimento em março de 2026, e outra com cupom de 9%, com vencimento em 2030, sendo essa última uma debênture conversível.
Vale destacar que os 1,7 bilhões de dólares em bonds conversíveis incluem cerca de 955 milhões de dólares usados para trocar dívidas antigas, enquanto os restantes 745 milhões de dólares representam novos recursos. Além disso, esses bonds possuem cláusula de conversão em IPO — se a empresa for listada antes de 2030, os investidores poderão converter ou resgatar suas ações a aproximadamente 80% do preço do IPO, ou seja, com um desconto de 20%. Essa cláusula reflete a expectativa de que o Telegram consiga entrar no mercado de capitais até 2030, com uma avaliação atrativa.
Como Durov já antecipou a maior parte das dívidas que vencem em 2026 por meio de troca de dívida, a maior pressão de endividamento está concentrada na debênture de 2030. Isso oferece ao Telegram uma janela relativamente confortável para o IPO. No entanto, muitos investidores esperam que a empresa busque o mercado por volta de 2026-2027, realizando troca de dívida por ações e iniciando novas rodadas de captação. Perder essa oportunidade pode significar enfrentar juros de longo prazo e perder a chance de transformar dívida em capital próprio.
Do ponto de vista da comunidade, o IPO pode trazer mudanças no ecossistema do Telegram. A listagem atrairá mais fundos institucionais, o que é uma oportunidade e um desafio para o desenvolvimento do ecossistema TON. A entrada de capital institucional ampliará a liquidez e a reconhecimento do token, mas também pode alterar a volatilidade do preço, afetando a experiência dos usuários da comunidade.
O futuro sob a dualidade
De modo geral, a relação entre Telegram e TON forma um ecossistema de “ganha-ganha e perde-perde”. O Telegram, ao se envolver profundamente com TON, obteve novas fontes de receita e destaque de produto, mas também precisa lidar com as oscilações do mercado de criptomoedas que impactam seus resultados. Por outro lado, o envolvimento e a atividade da comunidade impulsionam o desenvolvimento do ecossistema TON.
Atualmente, o preço do token TON é de $1,56, uma recuperação em relação à mínima de 2025. Mas, pelos dados financeiros, ainda há incertezas na relação entre Telegram e TON. Por um lado, os ecossistemas de miniaplicativos e Bots continuam a se expandir, oferecendo mais cenários de participação comunitária; por outro, a volatilidade do token e o sentimento de mercado podem continuar pressionando os resultados da plataforma.
Para os participantes da comunidade do Telegram, entender essa relação complexa é fundamental. O crescimento da plataforma está acelerando, mas esse crescimento não é linear nem estável. Ao participar do ecossistema do Telegram e do token TON, é importante avaliar racionalmente os riscos, ao mesmo tempo em que se reconhece o pensamento de longo prazo do Telegram em relação à descentralização e governança do ecossistema. O futuro do Telegram será tanto uma plataforma social quanto uma economia comunitária baseada em criptomoedas, uma evolução que representa uma nova fase de exploração para todos os envolvidos.
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A nova dinâmica na ecologia das comunidades do Telegram: a verdade por trás do halo de crescimento do TON
Plataforma atinge recorde de receitas, mas o livro razão acende luzes vermelhas. Os dados financeiros recentemente divulgados pelo Telegram voltaram a gerar debates na comunidade: receita de 8,7 bilhões de dólares no primeiro semestre, aumento de 65% ao ano, mas ao mesmo tempo um prejuízo líquido de 2,22 bilhões de dólares. Por trás desses números aparentemente contraditórios, reflete-se a complexa interação entre o crescimento da comunidade do Telegram e as oscilações do mercado de criptomoedas.
As variáveis-chave apontam para um foco comum — o token TON. Essa infraestrutura de blockchain profundamente vinculada ao Telegram impulsionou o crescimento rápido da plataforma, mas também se tornou uma fonte central de risco na volatilidade dos resultados financeiros. Com a participação ativa da comunidade do Telegram em jogos, ecossistema de Bots e pequenas aplicações, o papel do TON torna-se cada vez mais crucial. Recentemente, a venda em grande escala de mais de 4,5 bilhões de dólares em tokens TON pelo Telegram gerou uma reflexão na comunidade sobre o futuro dessa relação.
Crescimento de receita impulsionado pela comunidade, por que o lucro virou negativo?
Do ponto de vista financeiro, o Telegram manteve seu forte crescimento no primeiro semestre de 2025: receita anual de 14 bilhões de dólares no ano passado, mais de 3 vezes maior que os 3,43 bilhões de 2023. E os 8,7 bilhões de dólares de receita no primeiro semestre de 2025 já se aproximam do dobro do mesmo período do ano passado.
Nesse ciclo de crescimento, a contribuição da comunidade do Telegram é evidente. A receita de publicidade cresceu apenas 5%, atingindo 1,25 bilhões de dólares, mas a receita de assinaturas premium disparou 88%, chegando a 2,23 bilhões de dólares. O ponto de maior destaque de crescimento veio do acordo exclusivo com a blockchain TON — a TON tornou-se a única infraestrutura de blockchain do ecossistema de miniaplicativos do Telegram, contribuindo com quase 3 bilhões de dólares para a plataforma.
Por trás desses números, há uma aceleração na expansão do Telegram em ecossistemas de jogos, Bots e pequenas aplicações. No entanto, a discrepância entre crescimento de receita e prejuízo de lucro também revela os novos desafios enfrentados pela plataforma.
Segundo reportagem do FT, no primeiro semestre de 2025, o Telegram obteve quase 4 bilhões de dólares de lucro operacional, mas acabou registrando um prejuízo líquido de 2,22 bilhões de dólares. Fontes próximas revelaram que isso se deve principalmente à necessidade de reavaliar os ativos em tokens TON que a empresa possui. Como o mercado de criptomoedas continuou sob pressão em 2025, o preço do token TON caiu mais de 73% na mínima. Isso significa que os ativos de tokens no balanço do Telegram sofreram uma grande desvalorização, impactando diretamente o resultado final.
Venda em grande escala de TON pelo Telegram, é traição ou ajuste de ecossistema?
Quando o FT reportou que as vendas de tokens TON pelo Telegram ultrapassaram 4,5 bilhões de dólares, surgiram vozes diversas na comunidade. Esse valor representa mais de 10% do valor de mercado circulante da TON, levando alguns a questionar se o Telegram estaria vendendo tokens em alta, realizando lucros; outros temem que isso possa impactar os usuários que possuem TON na comunidade.
Porém, de acordo com a resposta pública do presidente do conselho da TON Strategy (código Nasdaq: TONX), Manuel Stotz, a situação não é tão simples quanto parece.
Stotz revelou que todos os tokens TON vendidos pelo Telegram estão sujeitos a um mecanismo de desbloqueio parcelado em quatro anos. Ou seja, esses tokens não podem ser negociados no mercado secundário a curto prazo, evitando uma pressão de venda imediata. Os compradores são instituições de investimento de longo prazo, como a TONX, liderada por Stotz, que adquiriram esses tokens com o objetivo de mantê-los e fazer staking, e não para especulação.
Stotz enfatizou que o núcleo dessa operação não é realizar lucro rápido, mas otimizar a estrutura de ativos. Após a venda, o Telegram não reduziu significativamente sua quantidade de tokens TON em posse — na verdade, ela pode até ter aumentado —, pois a plataforma obteve tokens ao vender parte de seu estoque, recebendo tokens de bloqueio e distribuição de receita de publicidade, além de continuar gerando novos tokens TON com negócios relacionados. Assim, a posição de TON do Telegram permanece elevada.
Essa lógica está alinhada com o planejamento de longo prazo do fundador do Telegram, Pavel Durov. Desde 2024, Durov declarou publicamente que a equipe pretende manter a participação do Telegram em TON abaixo de 10%. Caso ultrapasse esse limite, a parte excedente será vendida a um preço ligeiramente inferior ao de mercado para investidores de longo prazo, com períodos de bloqueio e vesting, para evitar pressões de venda de curto prazo. O motivo dessa estratégia é que tokens excessivamente concentrados podem gerar preocupações de manipulação de mercado, prejudicando a descentralização do TON. Assim, a venda pelo Telegram é, na essência, um equilíbrio entre interesses comerciais e saúde do ecossistema.
Quebrando riscos de centralização, como o Telegram protege a confiança na comunidade TON
Para a comunidade do Telegram, o problema de concentração de tokens não é novidade. Nos estágios iniciais de projetos de blockchain, os fundadores costumam deter uma grande quantidade de tokens, o que pode gerar preocupações de manipulação de mercado e riscos de preço. O Telegram adota uma postura relativamente transparente — liberando gradualmente os tokens e dispersando a posse, para eliminar receios de centralização.
Nesse processo, o Telegram demonstra compromisso de longo prazo com o ecossistema TON. Diferente de outros projetos, o Telegram não está simplesmente vendendo tokens para realizar lucros rápidos, mas estruturando operações (parceladas em quatro anos, com investidores de longo prazo) para uma transição estável. Embora essa abordagem não elimine completamente as dúvidas do mercado, mostra uma postura cautelosa na governança de tokens.
Ao mesmo tempo, a participação da comunidade do Telegram no ecossistema TON também se aprofunda. De jogos a Bots, até o lançamento de novas funcionalidades comerciais, o Telegram está construindo um ecossistema centrado na comunidade. O papel do token TON, de uma ferramenta de troca, evolui para uma camada de incentivo e governança dentro desse ecossistema.
Rumo à pré-IPO, como os participantes do ecossistema Telegram devem se preparar
Além da venda de tokens, o Telegram tem uma alternativa de financiamento de longo prazo — o IPO.
Nos últimos anos, o Telegram realizou várias emissões de dívida, totalizando mais de 10 bilhões de dólares. Em 2025, a empresa emitiu mais 1,7 bilhão de dólares em bonds conversíveis, atraindo investidores como BlackRock, Mubadala de Abu Dhabi, entre outros. Atualmente, há duas principais dívidas em andamento: uma com cupom de 7%, com vencimento em março de 2026, e outra com cupom de 9%, com vencimento em 2030, sendo essa última uma debênture conversível.
Vale destacar que os 1,7 bilhões de dólares em bonds conversíveis incluem cerca de 955 milhões de dólares usados para trocar dívidas antigas, enquanto os restantes 745 milhões de dólares representam novos recursos. Além disso, esses bonds possuem cláusula de conversão em IPO — se a empresa for listada antes de 2030, os investidores poderão converter ou resgatar suas ações a aproximadamente 80% do preço do IPO, ou seja, com um desconto de 20%. Essa cláusula reflete a expectativa de que o Telegram consiga entrar no mercado de capitais até 2030, com uma avaliação atrativa.
Como Durov já antecipou a maior parte das dívidas que vencem em 2026 por meio de troca de dívida, a maior pressão de endividamento está concentrada na debênture de 2030. Isso oferece ao Telegram uma janela relativamente confortável para o IPO. No entanto, muitos investidores esperam que a empresa busque o mercado por volta de 2026-2027, realizando troca de dívida por ações e iniciando novas rodadas de captação. Perder essa oportunidade pode significar enfrentar juros de longo prazo e perder a chance de transformar dívida em capital próprio.
Do ponto de vista da comunidade, o IPO pode trazer mudanças no ecossistema do Telegram. A listagem atrairá mais fundos institucionais, o que é uma oportunidade e um desafio para o desenvolvimento do ecossistema TON. A entrada de capital institucional ampliará a liquidez e a reconhecimento do token, mas também pode alterar a volatilidade do preço, afetando a experiência dos usuários da comunidade.
O futuro sob a dualidade
De modo geral, a relação entre Telegram e TON forma um ecossistema de “ganha-ganha e perde-perde”. O Telegram, ao se envolver profundamente com TON, obteve novas fontes de receita e destaque de produto, mas também precisa lidar com as oscilações do mercado de criptomoedas que impactam seus resultados. Por outro lado, o envolvimento e a atividade da comunidade impulsionam o desenvolvimento do ecossistema TON.
Atualmente, o preço do token TON é de $1,56, uma recuperação em relação à mínima de 2025. Mas, pelos dados financeiros, ainda há incertezas na relação entre Telegram e TON. Por um lado, os ecossistemas de miniaplicativos e Bots continuam a se expandir, oferecendo mais cenários de participação comunitária; por outro, a volatilidade do token e o sentimento de mercado podem continuar pressionando os resultados da plataforma.
Para os participantes da comunidade do Telegram, entender essa relação complexa é fundamental. O crescimento da plataforma está acelerando, mas esse crescimento não é linear nem estável. Ao participar do ecossistema do Telegram e do token TON, é importante avaliar racionalmente os riscos, ao mesmo tempo em que se reconhece o pensamento de longo prazo do Telegram em relação à descentralização e governança do ecossistema. O futuro do Telegram será tanto uma plataforma social quanto uma economia comunitária baseada em criptomoedas, uma evolução que representa uma nova fase de exploração para todos os envolvidos.