Source: PortaldoBitcoin
Original Title: Reino Unido apreende R$ 64 milhões da “Rainha das Criptomoedas”
Original Link:
Autoridades em Guernsey, uma Dependência da Coroa Britânica, apreenderam £ 9 milhões (R$ 64 milhões) em ativos ligados à fraude da OneCoin, um dos maiores e mais duradouros golpes com criptomoedas já registrados.
As autoridades não detalharam quais ativos digitais estavam envolvidos, mas avaliaram seu valor em pouco menos de £ 9 milhões, segundo uma reportagem publicada recentemente, citando processos no Tribunal Real.
A apreensão ocorreu após o Tribunal Real decidir manter uma ordem de confisco estrangeira solicitada em nome das autoridades alemãs de Bielefeld, com base nas leis de produtos do crime de Guernsey, atualizadas em 2024 para regular ativos apreendidos.
As autoridades não informaram se outros ativos ligados à OneCoin ainda estão sob análise. Nenhuma nova acusação criminal foi anunciada. Segundo relatos, os fundos estavam mantidos em uma conta do RBS International em Guernsey, em nome da Aquitaine Group Limited.
O colapso da OneCoin e a “Rainha das Criptos” Desaparecida
Ruja Ignatova surgiu como o rosto público da OneCoin em meados da década de 2010, promovendo-a globalmente como uma criptomoeda revolucionária, apesar de o projeto não possuir uma blockchain funcional. Em 2017, à medida que reguladores e promotores se aproximavam, a OneCoin entrou em colapso e Ignatova desapareceu, sumindo pouco antes de as autoridades dos EUA tornarem públicas acusações de fraude relacionadas ao esquema.
Nos anos seguintes, as investigações se expandiram por várias jurisdições, enquanto promotores perseguiam associados e rastreavam fundos ligados ao saque bilionário da OneCoin. Tribunais nos EUA e na Europa apresentaram acusações contra figuras de alto escalão, incluindo o irmão de Ignatova, enquanto evidências mostraram que os recursos circulavam por estruturas offshore e centros financeiros.
Em 2022, a cooperação internacional elevou ainda mais o caso, com o FBI adicionando Ruja Ignatova à sua lista dos Dez Fugitivos Mais Procurados e a Europol colocando-a em seu cadastro de mais procurados.
Reportagens mais recentes mantêm o mistério em aberto, com alegações que vão desde supostos avistamentos na Rússia até teorias de que Ignatova pode ter sido morta anos atrás. Até hoje, Ignatova continua sendo uma das fugitivas mais procuradas pelo FBI, e seu paradeiro permanece desconhecido.
Golpe seria mais difícil atualmente
“A fraude da OneCoin antecede as capacidades modernas de detecção on-chain. Os sistemas atuais de detecção de ameaças conseguem identificar padrões suspeitos em tempo real, incluindo transações financiadas por serviços de mixagem”, disse Ohad Shperling, CEO de uma empresa modular de segurança Web3.
Segundo Shperling, se essas tecnologias “tivessem existido e sido amplamente implantadas” em 2014, quando a OneCoin foi lançada, o esquema “poderia ter sido contido mais cedo por meio da sinalização automática de padrões anormais de transações e interações com contratos não verificados”.
A recuperação em Guernsey representa apenas “cerca de 0,2% das perdas totais da OneCoin” e mostra que ainda existem “barreiras formidáveis para a recuperação abrangente de ativos em casos de fraude com criptomoedas”.
Atores ilícitos ainda controlam dezenas de bilhões de dólares em criptoativos, mas a recuperação se torna difícil porque as autoridades precisam obter chaves privadas ou apreender fundos em exchanges centralizadas — ambas opções complicadas quando os suspeitos não estão sob custódia, explicou Shperling.
Fraudadores estão usando cada vez mais “técnicas que aumentam a privacidade, com moedas de privacidade representando 42% das transações de criptomoedas na dark web em 2024”. Isso torna a recuperação “exponencialmente mais difícil”, acrescentou.
Ainda assim, segundo Shperling, há motivos para um “otimismo cauteloso” de que recuperações possam ocorrer nos próximos anos. A oportunidade mais imediata está na prevenção, com avanços no monitoramento on-chain facilitando a identificação de atividades potencialmente fraudulentas “em seus estágios iniciais, antes que atinjam a escala catastrófica da OneCoin”.
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Reino Unido apreende R$ 64 milhões da "Rainha das Criptomoedas"
Source: PortaldoBitcoin Original Title: Reino Unido apreende R$ 64 milhões da “Rainha das Criptomoedas” Original Link: Autoridades em Guernsey, uma Dependência da Coroa Britânica, apreenderam £ 9 milhões (R$ 64 milhões) em ativos ligados à fraude da OneCoin, um dos maiores e mais duradouros golpes com criptomoedas já registrados.
As autoridades não detalharam quais ativos digitais estavam envolvidos, mas avaliaram seu valor em pouco menos de £ 9 milhões, segundo uma reportagem publicada recentemente, citando processos no Tribunal Real.
A apreensão ocorreu após o Tribunal Real decidir manter uma ordem de confisco estrangeira solicitada em nome das autoridades alemãs de Bielefeld, com base nas leis de produtos do crime de Guernsey, atualizadas em 2024 para regular ativos apreendidos.
As autoridades não informaram se outros ativos ligados à OneCoin ainda estão sob análise. Nenhuma nova acusação criminal foi anunciada. Segundo relatos, os fundos estavam mantidos em uma conta do RBS International em Guernsey, em nome da Aquitaine Group Limited.
O colapso da OneCoin e a “Rainha das Criptos” Desaparecida
Ruja Ignatova surgiu como o rosto público da OneCoin em meados da década de 2010, promovendo-a globalmente como uma criptomoeda revolucionária, apesar de o projeto não possuir uma blockchain funcional. Em 2017, à medida que reguladores e promotores se aproximavam, a OneCoin entrou em colapso e Ignatova desapareceu, sumindo pouco antes de as autoridades dos EUA tornarem públicas acusações de fraude relacionadas ao esquema.
Nos anos seguintes, as investigações se expandiram por várias jurisdições, enquanto promotores perseguiam associados e rastreavam fundos ligados ao saque bilionário da OneCoin. Tribunais nos EUA e na Europa apresentaram acusações contra figuras de alto escalão, incluindo o irmão de Ignatova, enquanto evidências mostraram que os recursos circulavam por estruturas offshore e centros financeiros.
Em 2022, a cooperação internacional elevou ainda mais o caso, com o FBI adicionando Ruja Ignatova à sua lista dos Dez Fugitivos Mais Procurados e a Europol colocando-a em seu cadastro de mais procurados.
Reportagens mais recentes mantêm o mistério em aberto, com alegações que vão desde supostos avistamentos na Rússia até teorias de que Ignatova pode ter sido morta anos atrás. Até hoje, Ignatova continua sendo uma das fugitivas mais procuradas pelo FBI, e seu paradeiro permanece desconhecido.
Golpe seria mais difícil atualmente
“A fraude da OneCoin antecede as capacidades modernas de detecção on-chain. Os sistemas atuais de detecção de ameaças conseguem identificar padrões suspeitos em tempo real, incluindo transações financiadas por serviços de mixagem”, disse Ohad Shperling, CEO de uma empresa modular de segurança Web3.
Segundo Shperling, se essas tecnologias “tivessem existido e sido amplamente implantadas” em 2014, quando a OneCoin foi lançada, o esquema “poderia ter sido contido mais cedo por meio da sinalização automática de padrões anormais de transações e interações com contratos não verificados”.
A recuperação em Guernsey representa apenas “cerca de 0,2% das perdas totais da OneCoin” e mostra que ainda existem “barreiras formidáveis para a recuperação abrangente de ativos em casos de fraude com criptomoedas”.
Atores ilícitos ainda controlam dezenas de bilhões de dólares em criptoativos, mas a recuperação se torna difícil porque as autoridades precisam obter chaves privadas ou apreender fundos em exchanges centralizadas — ambas opções complicadas quando os suspeitos não estão sob custódia, explicou Shperling.
Fraudadores estão usando cada vez mais “técnicas que aumentam a privacidade, com moedas de privacidade representando 42% das transações de criptomoedas na dark web em 2024”. Isso torna a recuperação “exponencialmente mais difícil”, acrescentou.
Ainda assim, segundo Shperling, há motivos para um “otimismo cauteloso” de que recuperações possam ocorrer nos próximos anos. A oportunidade mais imediata está na prevenção, com avanços no monitoramento on-chain facilitando a identificação de atividades potencialmente fraudulentas “em seus estágios iniciais, antes que atinjam a escala catastrófica da OneCoin”.