Ouça 2026: O Ano da Mudança para os Mercados de Criptomoedas e Adoção Institucional

Se deseja ouvir especialistas sobre o futuro das criptomoedas e das finanças digitais, 2026 trará insights que não deve perder. Este artigo apresentará análises aprofundadas de figuras de destaque na indústria, incluindo CEOs, analistas e estrategistas de mercado, com uma visão abrangente de como o panorama dos mercados de crypto mudará neste ano.

No ano passado, o mercado passou por uma jornada dinâmica, desde o entusiasmo inicial até correções de mercado e desafios regulatórios. Mas o momentum continuou. Este ano, os especialistas esperam um ponto de inflexão crítico—não apenas nos preços dos ativos digitais, mas na transformação estrutural de todo o sistema financeiro.

De Processamento em Lote para Mercado 24/7: A Revolução da Tokenização

A principal visão de David Mercer, CEO do LMAX Group, refere-se diretamente a como a tokenização mudará a forma de operação dos mercados de capitais. O mercado tradicional baseia-se em uma premissa antiga: a busca por preços é impulsionada por acesso, liquidação em lote e garantias imobilizadas. Mas essa premissa já se quebrou.

À medida que a tokenização acelera e os ciclos de liquidação se tornam mais rápidos, de dias para segundos, 2026 marcará o ponto em que os mercados 24/7 passarão do conceito teórico para a realidade estrutural. Os participantes do mercado projetam um mercado de ativos tokenizados que atingirá US$ 18,9 trilhões em sete anos—representando uma Taxa de Crescimento Anual Composta extraordinária de 53%. Isso se baseia em padrões observados na tecnologia móvel e na aviação, onde a adoção em curva S ocorreu em velocidade vertiginosa.

A mudança verdadeiramente revolucionária não é apenas o horário de negociação. É a eficiência do capital. Atualmente, as instituições levam dias para preparar ativos para uma nova classe de investimento. A alocação de garantias e o onboarding podem levar de cinco a sete dias—um gargalo que gera atrito em todo o ecossistema.

A tokenização elimina esse atrito. Quando as garantias se tornam fungíveis e a liquidação ocorre em poucos segundos, em vez de dias, as instituições podem realocar carteiras continuamente, sem atrasos. Ações, títulos e ativos digitais tornar-se-ão componentes intercambiáveis de uma estratégia de alocação de capital unificada, sempre ativa.

Os efeitos secundários serão catastricamente otimistas para a liquidez. O capital preso nos ciclos de liquidação tradicionais será liberado novamente. Stablecoins e fundos de mercado monetário tokenizados serão o tecido conectivo entre as classes de ativos, proporcionando movimento instantâneo entre mercados anteriormente isolados. Os livros de ordens ficarão mais profundos, o volume aumentará, os preços se ajustarão mais rapidamente e o risco de liquidação diminuirá.

Para as equipes operacionais das instituições, 2026 será o ano da urgência. Os times de risco, tesouraria e liquidação precisarão fazer a transição de ciclos em lote discretos para processos contínuos. Isso significa gestão de garantias 24/7, sistemas AML/KYC em tempo real, integração de custódia digital e aceitação de stablecoins como meios de liquidação funcionais.

A infraestrutura já está sendo construída. Custodiantes regulados e soluções de intermediação de crédito passaram do conceito à produção. A aprovação da SEC ao DTCC (Depository Trust & Clearing Corporation) para desenvolver um programa de tokenização de títulos—que registrará a propriedade de ações, ETFs e instrumentos do tesouro na blockchain—é um sinal de mudança de jogo, indicando que os reguladores levam a sério essa transição.

Clareza Regulamentar e Preparação Institucional: Chaves para o Crescimento de 2026

O cenário regulatório tornou-se mais definido, apesar de tensões contínuas. A Interactive Brokers, uma das gigantes do trading eletrônico, começou a aceitar depósitos em USDC para financiamento de contas 24/7—incluindo suporte planejado para Ripple’s RLUSD e PayPal’s PYUSD. Isso não é apenas uma funcionalidade; é uma mudança fundamental na operação da infraestrutura de corretoras.

Na Ásia, a Coreia do Sul levantou sua proibição de décadas sobre investimentos corporativos em criptomoedas. A mudança regulatória permite que empresas públicas detenham até 5% de seu capital próprio em ativos cripto, limitados aos principais tokens como Bitcoin e Ethereum. Essa movimentação sinaliza uma mudança de sentimento em um dos maiores centros financeiros do mundo.

Apesar do progresso, ainda há obstáculos regulatórios. O Reino Unido propôs proibir doações políticas em criptomoedas devido a preocupações com interferência estrangeira. Nos EUA, as disposições sobre stablecoins na CLARITY Act enfrentam controvérsia, devido à tensão entre bancos tradicionais e emissores não bancários quanto aos mecanismos de rendimento.

A estratégia para CEOs e CFOs: concessões são necessárias para avançar na legislação fundamental. Pequenos pontos de atrito devem ser deixados de lado para obter clareza regulatória de longo prazo. Instituições com capacidade operacional para mercados 24/7 estão na posição ideal para acelerar após a consolidação dos frameworks regulatórios.

Bitcoin e Ethereum: Alinhamento ou Divergência no Novo Ciclo?

O cenário técnico mostra uma correlação interessante em mudança. Embora o ouro tenha atingido novas máximas históricas, a correlação móvel de 30 dias entre Bitcoin e ouro tornou-se positiva pela primeira vez neste ano, em nível de 0,40.

A configuração técnica atual indica divergência no desempenho de preços. O BTC caiu para US$ 87.920 (queda de 1,75% em 24h, 2,39% em 7 dias), enquanto o ETH caiu menos, para US$ 2.950 (queda de 2,43% em 24h). O BTC não conseguiu recuperar a média móvel exponencial de 50 semanas após a queda semanal, indicando fraqueza técnica no curto prazo.

A questão central para traders e alocadores: a contínua valorização do ouro dará suporte ao Bitcoin, ou a fraqueza contínua do BTC mostrará divergência em relação aos ativos tradicionais de refúgio seguro? A adoção de ETFs de Bitcoin e fluxos institucionais devem ser monitorados para pistas.

O Desafio do Segundo Ano: O Segundo Ano do Crypto

2025 foi reconhecido como o “ano de estreia” do crypto na finança institucional mainstream—um ano de euforia de orientação, seguido por duras realidades. O rali pós-eleitoral inicial deu lugar a correções significativas, com BTC caindo para a faixa de US$ 80.000 e ETH para US$ 1.500.

O trimestre seguinte mostrou impulso de recuperação, com IPO da Circl (CRCL) e avanços na legislação crítica, como o GENIUS Act. Mas o Q4 de 2025 foi decepcionante, marcado por falhas em provas intermediárias de Auto-Deleveraging e fraqueza que minaram a confiança.

2026 deve evitar a conhecida “depressão do segundo ano” com três prioridades críticas:

Primeiro: Avanço Legislativo - A indústria de crypto precisa abrir mão de disposições não essenciais para obter aprovação na CLARITY Act e regulações de stablecoins que realmente funcionem.

Segundo: Canais de Distribuição - O maior desafio é criar canais de distribuição relevantes além de traders autônomos. Até que o crypto alcance segmentos de varejo, alta renda e institucional com incentivos semelhantes às classes tradicionais, a adoção institucional não será sustentável em termos de retorno. Os produtos financeiros devem ser vendidos, não apenas oferecidos.

Terceiro: Qualidade acima de Especulação - O desempenho relativo do CoinDesk 20 (principais projetos) versus CoinDesk 80 (mid-cap) mostrou um claro vencedor: ativos digitais maiores e de maior qualidade consistentemente superam. Os 20 principais nomes—ativos monetários, plataformas de contratos inteligentes, protocolos DeFi, infraestrutura chave—oferecem diversificação suficiente e exposição temática sem sobrecarga cognitiva.

Pudgy Penguins e o Novo Paradigma NFT: De Luxo Especulativo a IP de Consumo

O cenário de NFTs evoluiu significativamente. Pudgy Penguins emerge como uma das marcas nativas de NFT mais fortes do ciclo, mudando de bens digitais de luxo especulativos para uma plataforma de IP de consumo multivertical.

A estratégia é elegante: adquirir usuários por canais tradicionais primeiro—brinquedos, parcerias de varejo, mídia viral—e integrá-los ao Web3 por meio de jogos, NFTs e o token PENGU. O ecossistema já abrange produtos físicos (mais de US$ 13M em vendas no varejo e mais de 1 milhão de unidades vendidas), jogos (Pudgy Party ultrapassou 500 mil downloads em duas semanas) e token amplamente distribuído (airdrops para mais de 6 milhões de carteiras).

O mercado precificou Pudgy com prêmio em relação a pares tradicionais de IP. O sucesso sustentado dependerá da execução em expansão de varejo, adoção de jogos e desenvolvimento de utilidade mais profunda do token. Com o preço atual do PENG em US$ 0,01, o projeto está em um ponto de inflexão crítico, onde lançamentos tangíveis de produtos são necessários para justificar a avaliação e o momentum do ecossistema.

Ouça, Leia e Assista: Você Está na Conversa Crypto 2026

Para quem deseja ouvir perspectivas de especialistas, o cenário de conteúdo oferece formatos diversos. Análises em podcasts—como “ETH a US$ 15.000 até o final do ano?”—contam com os fundadores da Etherealize, que detalham o roadmap do Ethereum para 2026.

Análises escritas em plataformas como Crypto para os Consultores exploram aplicações governamentais de blockchain, com perspectivas de candidatos à Câmara dos EUA e especialistas técnicos. Conteúdo em vídeo está disponível para aprendizes visuais, incluindo a série “Understanding the Shape of Crypto” da CoinDesk.

A conferência Consensus em Miami promete uma lineup de alto nível, com nomes como Paul Atkins, Alex Rodriguez e Mike Novogratz. Para quem quer ouvir as últimas tendências de mercado e fazer networking em nível institucional, este evento é essencial.

A Conclusão: 2026 como Ponto de Inflexão

2026 não será apenas mais um ano no ciclo de crypto. Será o ano em que os modelos teóricos de mercados 24/7, ativos tokenizados e infraestrutura institucional de crypto se tornarão realidade estrutural. Instituições com capacidade operacional para gerenciar mercados contínuos captarão fluxos de capital que outros não conseguirão.

A clareza regulatória está emergindo. A infraestrutura está sendo construída. A adoção cresce na Ásia, portas institucionais se abrem nos EUA, e os casos de uso evoluem de negociações especulativas para IP de consumo e serviços governamentais.

Para os profissionais que desejam manter-se atualizados com os desenvolvimentos, a importância de ouvir vozes de especialistas não pode ser subestimada. O cenário evolui rapidamente, e quem possui insights em tempo real estará muito à frente da curva.

A questão agora não é se os mercados 24/7 irão surgir. A questão é: sua instituição está pronta?

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