Jovens investidores em criptomoedas no Brasil preferem baixa volatilidade

A economia de criptomoedas do Brasil está a evoluir para além da abordagem especulativa tradicional, entrando numa nova paradigma. De acordo com uma nova pesquisa da Mercado Bitcoin, o centro desta transformação são os investidores da Geração Z com menos de 24 anos. Os jovens estão a tornar o investimento em criptomoedas uma parte regular das suas rotinas financeiras semanais, adotando estratégias que minimizam o risco.

As dinâmicas do mercado já ultrapassaram a simples especulação. Enquanto o volume de negociações na plataforma Mercado Bitcoin aumentou 43% em termos anuais, os segundas-feiras continuam a ser os dias mais ativos, tanto em novos participantes como em atividade de negociação, indicando uma mudança estrutural no uso de criptomoedas.

Os comportamentos de investimento variam consoante os grupos etários

A participação de investidores com menos de 24 anos no mercado de criptomoedas aumentou 56% em relação ao ano anterior. Este crescimento rápido representa um ponto de viragem estratégico para o setor. O fator que molda as preferências dos jovens investidores não é tanto a tolerância ao risco, mas sim a busca por segurança e estabilidade.

Este grupo, que opta por stablecoins e ativos de baixa volatilidade como ponto de entrada, está a alterar profundamente a estrutura do ecossistema de criptomoedas. Segundo o relatório da Mercado Bitcoin, muitos jovens investidores estão a direcionar-se para produtos de rendimento fixo digitais, procurando alternativas aos serviços bancários tradicionais.

O nível de rendimento define a estratégia de investimento

A composição das carteiras dos investidores varia radicalmente consoante o nível de rendimento. Utilizadores de rendimento médio alocam 12% das suas carteiras em stablecoins, enquanto preferem manter 86% em ativos menos voláteis, como obrigações tokenizadas. Este padrão demonstra que a gestão de risco está diretamente relacionada com a segurança do rendimento.

Investidores de baixos rendimentos seguem uma estratégia diferente. Este grupo investe mais de 90% dos seus fundos em criptomoedas tradicionais, como o bitcoin. A expectativa de maiores retornos e a disposição para aceitar riscos adicionais são fatores principais que determinam as suas escolhas.

O Vice-Presidente de Cripto Negócios da Mercado Bitcoin, Fabrício Tota, explicou estes tendências com as palavras: “A regulamentação de criptomoedas pelo Banco Central e a ascensão das stablecoins aumentaram significativamente o interesse dos brasileiros por ativos digitais.”

Os produtos de rendimento fixo digital crescem rapidamente

Na plataforma Mercado Bitcoin, os produtos denominados Renda Fixa Digital (RFD) oferecem aos investidores frações de ativos do mundo real que geram rendimento, tokenizadas. Esta abordagem inovadora implementa a estratégia de “blockchain invisível”, escondendo a tecnologia por trás do sistema.

Até 2025, o volume destes produtos mais do que duplicou. A Mercado Bitcoin distribuiu cerca de 1,8 mil milhões de reais (aproximadamente 325 milhões de dólares) aos investidores ativos na plataforma. Em média, os produtos RFD proporcionaram 132% da taxa CDI, a referência de risco zero do Brasil, oferecendo uma alternativa convincente aos produtos bancários tradicionais.

Outras plataformas brasileiras, como Liqi e AmFi, também oferecem produtos de rendimento fixo baseados em blockchain, formando a base de um mercado competitivo.

Regulamentações do Banco Central apoiam o mercado de criptomoedas

Recentemente, o Banco Central do Brasil implementou novas regulamentações para fornecedores de serviços de criptomoedas. Estas regras obrigam as exchanges a obter licenças e estabelecem requisitos de capital específicos. A clarificação do quadro regulatório cria um ambiente de maior confiança para investidores institucionais e utilizadores individuais.

A postura proativa do Banco Central demonstra que o ecossistema de criptomoedas no Brasil amadureceu e está a ser reconhecido como uma ferramenta financeira legítima. Assim, o investimento em criptomoedas evolui de uma especulação arriscada para uma categoria financeira regulada e fiscalizável.

Estas evoluções fortalecem a posição estratégica do Brasil no que diz respeito a ativos digitais e aceleram a integração do setor de criptomoedas na finança convencional.

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