Quando o tribunal de Hong Kong pediu a Xu Jiayin que pagasse custos de litígio de 1,2 milhões de dólares de Hong Kong, a sua resposta foi apenas duas palavras: “sem dinheiro”. Esta declaração simples revela a verdadeira condição do empresário que chegou a possuir 2 trilhões de rupias. Através da declaração do seu advogado em tribunal, podemos entender que, há mais de dois anos, Xu Jiayin perdeu completamente a sua liberdade.
860 Dias atrás das grades, Xu Jiayin perdeu toda a liberdade
Desde setembro de 2023, quando o anúncio oficial confirmou que Xu Jiayin estava detido por suspeitas de crimes, as especulações sobre o seu estado têm surgido na sociedade. Alguns dizem que ele está sob vigilância em casa, com condições relaxadas, vivendo numa grande vila. Outros afirmam que está preso criminalmente, e há rumores de suicídio a circular entre o público.
No entanto, a declaração do advogado de Xu Jiayin no tribunal de Hong Kong finalmente trouxe uma resposta verdadeira. O advogado afirmou que Xu Jiayin “está atualmente detido pelas autoridades continentais, e toda a comunicação dele é rigorosamente vigiada”. A palavra-chave aqui é “detido”, não “vigiado em casa”. A diferença é significativa: a detenção significa a privação total da liberdade pessoal, com a vida diária gerida pela prisão, sem espaço para autonomia, enquanto a vigilância em casa limita apenas o movimento.
Durante 860 dias, Xu Jiayin só pôde dar “instruções gerais” muito limitadas ao exterior. Essas instruções limitam-se a opiniões de princípio, sem detalhes operacionais, sem poder de decisão, e sem envolver questões sensíveis. Ou seja, ele não pode ordenar que alguém faça algo. Essas restrições foram criadas para impedir a transferência de ativos, dificultar testemunhas e atrapalhar investigações. É por isso que um pedido de pagamento de custos de litígio de 1,2 milhões, que seria “fácil” para um empresário bilionário, foi recusado com um “sem dinheiro”.
Estratégia de ocultação de ativos: de contas no exterior a trusts familiares
Por trás da incapacidade de Xu Jiayin pagar, revela-se uma estratégia sistemática para esconder ativos. O advogado de Xu mencionou que ele tinha uma garantia de 20 milhões numa firma de advogados para pagar custos de litígio, mas foi impedido pelas autoridades. Contudo, este não é o principal problema, pois a família de Xu possui ativos ocultos muito maiores.
Os credores descobriram quatro contas em nome de Ding Yumei (ex-esposa de Xu Jiayin), espalhadas pelo Canadá, Suíça, Singapura e Jersey, totalizando cerca de 1,5 mil milhões. Ding Yumei planejou dividir esse dinheiro em pequenas partes, guardando-as em vários bancos para dificultar a cobrança. Felizmente, os credores descobriram essa estratégia a tempo e congelaram temporariamente esses ativos.
Uma descoberta ainda mais surpreendente surgiu recentemente: o casal Xu Jiayin possui um trust familiar nos Estados Unidos, com um total de 16 mil milhões. Os trusts são conhecidos como “a arca de Noé dos ricos”, pois a sua singularidade garante que, mesmo que o proprietário declare falência, o trust continua a operar de forma independente, sem ser afetado por dívidas.
Decisão do tribunal de Hong Kong: trust de 16 mil milhões declarado inválido
Em 2019, o casal Xu Jiayin criou um trust familiar, estabelecendo que os seus dois filhos poderiam beneficiar do trust, enquanto o capital principal ficava para os netos. A estratégia visava garantir a herança familiar, mas acabou por “enganar-se a si próprio”.
O tribunal de Hong Kong concluiu que o motivo da criação do trust não era puro, tendo como principal objetivo “transferência fraudulenta de ativos”. Alguns fatores levaram a essa conclusão: primeiro, desde 2017, quando Xu Jiayin já tinha conhecimento dos problemas da Evergrande, ele insistiu em criar um trust de forma repentina em 2019, pouco antes da crise explodir. Essa ação abalou a base legal do trust.
Segundo, pouco depois de criado, o trust foi dissimuladamente dissolvido através de um divórcio “técnico”, para evitar credores. Terceiro, embora os beneficiários do trust fossem os filhos e netos, na prática, o casal Xu Jiayin interferiu na gestão e nos investimentos do trust, violando a regra de que o trust deve ser gerido por terceiros de forma independente.
Com base nesta análise aprofundada, o tribunal de Hong Kong decidiu que o trust não é válido, o que significa que os 16 mil milhões serão considerados como pagamento de dívidas de Xu Jiayin. Esta decisão marca o encerramento de todas as vias de proteção de ativos.
O caso de Xu Jiayin demonstra como o sistema de vigilância e investigação pode revelar estratégias estruturadas de ocultação de ativos. A questão que se impõe é: existem outros ativos escondidos? E como podem os reguladores reforçar o sistema para evitar casos semelhantes no futuro?
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De 2 Trilhões até "Sem Dinheiro", Xu Jiayin na verdade já foi totalmente detido
Quando o tribunal de Hong Kong pediu a Xu Jiayin que pagasse custos de litígio de 1,2 milhões de dólares de Hong Kong, a sua resposta foi apenas duas palavras: “sem dinheiro”. Esta declaração simples revela a verdadeira condição do empresário que chegou a possuir 2 trilhões de rupias. Através da declaração do seu advogado em tribunal, podemos entender que, há mais de dois anos, Xu Jiayin perdeu completamente a sua liberdade.
860 Dias atrás das grades, Xu Jiayin perdeu toda a liberdade
Desde setembro de 2023, quando o anúncio oficial confirmou que Xu Jiayin estava detido por suspeitas de crimes, as especulações sobre o seu estado têm surgido na sociedade. Alguns dizem que ele está sob vigilância em casa, com condições relaxadas, vivendo numa grande vila. Outros afirmam que está preso criminalmente, e há rumores de suicídio a circular entre o público.
No entanto, a declaração do advogado de Xu Jiayin no tribunal de Hong Kong finalmente trouxe uma resposta verdadeira. O advogado afirmou que Xu Jiayin “está atualmente detido pelas autoridades continentais, e toda a comunicação dele é rigorosamente vigiada”. A palavra-chave aqui é “detido”, não “vigiado em casa”. A diferença é significativa: a detenção significa a privação total da liberdade pessoal, com a vida diária gerida pela prisão, sem espaço para autonomia, enquanto a vigilância em casa limita apenas o movimento.
Durante 860 dias, Xu Jiayin só pôde dar “instruções gerais” muito limitadas ao exterior. Essas instruções limitam-se a opiniões de princípio, sem detalhes operacionais, sem poder de decisão, e sem envolver questões sensíveis. Ou seja, ele não pode ordenar que alguém faça algo. Essas restrições foram criadas para impedir a transferência de ativos, dificultar testemunhas e atrapalhar investigações. É por isso que um pedido de pagamento de custos de litígio de 1,2 milhões, que seria “fácil” para um empresário bilionário, foi recusado com um “sem dinheiro”.
Estratégia de ocultação de ativos: de contas no exterior a trusts familiares
Por trás da incapacidade de Xu Jiayin pagar, revela-se uma estratégia sistemática para esconder ativos. O advogado de Xu mencionou que ele tinha uma garantia de 20 milhões numa firma de advogados para pagar custos de litígio, mas foi impedido pelas autoridades. Contudo, este não é o principal problema, pois a família de Xu possui ativos ocultos muito maiores.
Os credores descobriram quatro contas em nome de Ding Yumei (ex-esposa de Xu Jiayin), espalhadas pelo Canadá, Suíça, Singapura e Jersey, totalizando cerca de 1,5 mil milhões. Ding Yumei planejou dividir esse dinheiro em pequenas partes, guardando-as em vários bancos para dificultar a cobrança. Felizmente, os credores descobriram essa estratégia a tempo e congelaram temporariamente esses ativos.
Uma descoberta ainda mais surpreendente surgiu recentemente: o casal Xu Jiayin possui um trust familiar nos Estados Unidos, com um total de 16 mil milhões. Os trusts são conhecidos como “a arca de Noé dos ricos”, pois a sua singularidade garante que, mesmo que o proprietário declare falência, o trust continua a operar de forma independente, sem ser afetado por dívidas.
Decisão do tribunal de Hong Kong: trust de 16 mil milhões declarado inválido
Em 2019, o casal Xu Jiayin criou um trust familiar, estabelecendo que os seus dois filhos poderiam beneficiar do trust, enquanto o capital principal ficava para os netos. A estratégia visava garantir a herança familiar, mas acabou por “enganar-se a si próprio”.
O tribunal de Hong Kong concluiu que o motivo da criação do trust não era puro, tendo como principal objetivo “transferência fraudulenta de ativos”. Alguns fatores levaram a essa conclusão: primeiro, desde 2017, quando Xu Jiayin já tinha conhecimento dos problemas da Evergrande, ele insistiu em criar um trust de forma repentina em 2019, pouco antes da crise explodir. Essa ação abalou a base legal do trust.
Segundo, pouco depois de criado, o trust foi dissimuladamente dissolvido através de um divórcio “técnico”, para evitar credores. Terceiro, embora os beneficiários do trust fossem os filhos e netos, na prática, o casal Xu Jiayin interferiu na gestão e nos investimentos do trust, violando a regra de que o trust deve ser gerido por terceiros de forma independente.
Com base nesta análise aprofundada, o tribunal de Hong Kong decidiu que o trust não é válido, o que significa que os 16 mil milhões serão considerados como pagamento de dívidas de Xu Jiayin. Esta decisão marca o encerramento de todas as vias de proteção de ativos.
O caso de Xu Jiayin demonstra como o sistema de vigilância e investigação pode revelar estratégias estruturadas de ocultação de ativos. A questão que se impõe é: existem outros ativos escondidos? E como podem os reguladores reforçar o sistema para evitar casos semelhantes no futuro?