A PANews, a 4 de março, informou que o mundo político dos Estados Unidos está a tomar medidas de emergência para tentar conter a situação que pode abalar as eleições congressionais deste ano, devido ao aumento vertiginoso dos custos de eletricidade. O Departamento de Energia dos EUA já concedeu um empréstimo de 26,5 bilhões de dólares — o maior da sua história — com o objetivo de ajudar grandes empresas de serviços públicos do sudeste a reduzir os custos na construção de novas centrais elétricas na Geórgia e no Alabama. Ao mesmo tempo, o maior operador de rede elétrica do país propôs estabelecer um limite para os preços de venda por atacado, e alguns governadores estão considerando congelar as tarifas de serviços públicos para conter os gastos com eletricidade. Esta crise de acessibilidade levou a Casa Branca a convocar uma reunião com gigantes da tecnologia na quarta-feira. Trump solicitou que empresas como Amazon, Meta, Microsoft e Alphabet, dona do Google, assinassem compromissos de pagar pelos centros de dados de alto consumo energético. Esses centros de dados são apontados como os principais responsáveis pelo aumento dos preços da eletricidade: nas regiões onde estão ativos, os custos de energia aumentaram 267% em relação a cinco anos atrás; desde 2020, os preços ao consumidor nos EUA subiram mais de 30%.