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Rede de local: A próxima etapa para a privacidade — por que Vitalik enviou dinheiro para Session e SimpleX?
O que é uma rede local? Para responder a esta pergunta, vamos focar num evento que ocorreu no final de novembro de 2024. Vitalik Buterin anunciou que doou 128 ETH (aproximadamente 380 mil dólares) para cada uma das duas aplicações de comunicação confidencial — Session e SimpleX — totalizando 760 mil dólares em doações. Este não é um evento desconhecido; ele indica o quão importante Vitalik acredita que a arquitetura baseada em redes locais é para comunicação criptográfica.
Como funcionam os nós locais: a base técnica da descentralização e privacidade
Um dia antes da doação de Vitalik, o Conselho da União Europeia chegou a um acordo sobre a proposta “Chat Control”. Essa proposta exige que plataformas de comunicação escaneiem automaticamente as mensagens dos usuários — uma ameaça direta à criptografia de ponta a ponta. O que motivou Vitalik foi o seguinte: os modelos centralizados existentes não são suficientes, e são necessárias alternativas mais radicais baseadas em nós locais.
Vamos definir o que é uma rede local. Trata-se de uma arquitetura descentralizada, onde a informação não passa por um servidor único, mas é transmitida através de uma rede de nós independentes. Cada nó transmite informações úteis, mas nenhum nó consegue ver o quadro completo. Se você conversar com três pessoas e desejar manter sua confidencialidade sobre com quem está falando, os diferentes nós enviam informações por caminhos distintos — cada nó só resolve sua própria camada.
Session funciona dessa forma. Criada em 2020 pela Oxen Privacy Tech Foundation na Austrália, a aplicação atualmente tem quase 1 milhão de usuários. A principal característica do Session é que não exige número de telefone. Ao se registrar, você recebe um ID Session aleatório de 66 caracteres e guarda uma frase mnemônica de 12 palavras. Nenhum email, telefone ou identificação real é necessário.
Tecnicamente, como o Session usa seus nós locais? Cada mensagem passa por uma criptografia de três camadas. O primeiro nó não decifra a primeira camada — somente o segundo nó pode decifrá-la sem conhecer o conteúdo. O segundo nó também não decifra tudo, somente o terceiro pode. Assim, nenhum nó sabe de onde a mensagem veio ou para onde vai. Atualmente, há mais de 1500 nós Session em mais de 50 países. Qualquer pessoa pode se tornar parte desses nós locais — basta fazer staking de 25.000 SESH tokens.
Em maio de 2025, o Session passou por uma mudança importante. Antes, dependia da rede Oxen, agora migrou para a própria rede Session — uma rede de nós locais. Essa nova rede é baseada em proof-of-stake, onde os operadores de nós participam fazendo staking de SESH e recebem recompensas por roteamento de mensagens. Esse design cria incentivos econômicos para suportar os nós locais.
SimpleX: arquitetura local para eliminar metadados
Se o Session não exige número de telefone, o SimpleX é ainda mais radical: não exige nenhuma identificação de usuário. Isso muda o que vemos no Telegram, Signal ou outros aplicativos. Simplesmente — nesses aplicativos há pelo menos algum identificador. Telegram usa número de telefone, Signal só o número, Session usa ID aleatório. O SimpleX, por sua vez, não nomeia o usuário de forma alguma.
A abordagem de privacidade do SimpleX começa toda vez que uma nova pessoa de contato é criada. Sua mensagem para A, por exemplo, usa um endereço diferente daquele para B. Mesmo que alguém observe essas conversas, não consegue provar que são do mesmo usuário. O SimpleX chama isso de “registro não autorizado”.
Criado em 2021 por Evgeny Poberezkin em Londres, o SimpleX recebeu em 2022 um financiamento de US$ 370 mil com apoio de investidores renomados como Jack Dorsey, ainda na fase de seed pre-round. O aplicativo é de código aberto e passou por auditoria da empresa de segurança Trail of Bits.
Na abordagem de rede local, o SimpleX funciona de modo semelhante ao Session, mas com uma diferença: ele usa seu próprio Protocolo de Mensagens SimpleX. As mensagens são retransmitidas por servidores relay, que apenas armazenam temporariamente os dados criptografados. Após a entrega, as mensagens são apagadas. Os servidores não sabem quem são os remetentes ou destinatários. Essa arquitetura foca na privacidade do armazenamento local dos nós.
Principais desafios técnicos das redes locais: limites tecnológicos
O que motivou Vitalik a investir nesses dois projetos? A resposta é simples: eles enfrentam dificuldades reais. Infraestruturas de comunicação confidencial baseadas em redes locais são, do ponto de vista funcional, inferiores às aplicações centralizadas. Vitalik entende esses problemas e suas possíveis soluções, bem como suas limitações.
O primeiro problema é o atraso na entrega das mensagens. Se você aceita descentralização, as mensagens passam por vários nós. No Telegram ou WhatsApp, chegam em milissegundos. No Session e SimpleX, podem levar alguns segundos ou mais. A independência dos nós locais permite essa velocidade menor.
O segundo problema é a sincronização entre múltiplos dispositivos. No Telegram, ao usar um novo telefone, seu histórico de conversas é recuperado. Mas na arquitetura de nós locais, os dados não ficam em um servidor central. Para conectar um segundo dispositivo ao mesmo perfil, é preciso sincronizar chaves de ponta a ponta — o que não é simples.
O terceiro e mais importante problema é a defesa contra ataques Sybil e DoS. Plataformas centralizadas usam o número de telefone para filtrar spam. Sistemas baseados em nós locais podem ser vulneráveis a criação de contas falsas e ataques à rede. Isso torna a descentralização mais difícil — há um delicado equilíbrio entre privacidade e segurança.
Modelo de negócio: incentivo por tokens versus simplicidade financeira
Embora o Session e o SimpleX não se conectem diretamente às redes locais, suas estratégias de negócio são completamente diferentes. Essa diferença não é só sobre dinheiro, mas sobre a visão de como financiar a privacidade digital.
O Session escolheu o via Web3. O token SESH é a moeda nativa da rede, com três funções principais: incentivar operadores de nós com staking de 25.000 SESH, premiar serviços de suporte aos nós e, futuramente, cobrar por serviços como Session Pro e Session Name Service usando SESH. Esse modelo cria uma cadeia de incentivos — operadores têm interesse na estabilidade da rede, o mecanismo de staking torna ações maliciosas mais caras, e a circulação de tokens conecta o projeto a uma fonte de financiamento.
O SimpleX, por outro lado, adotou uma rota diferente: não emite tokens negociáveis. Seu fundador, Evgeny Poberezkin, acredita que a especulação com tokens prejudica o objetivo principal do projeto. O SimpleX é atualmente financiado por investimentos de venture capital e doações de usuários. Em 2026, planeja lançar os SimpleX Community Vouchers — tokens de utilidade limitados, sem negociação, pré-minados e com preço fixo. Assim, o SimpleX evita a especulação financeira propositalmente.
O que Vitalik diz sobre a doação?
Os US$ 760 mil são um valor grande, mas não pequeno. Um dia antes da doação, Vitalik twittou sobre “Chat Control”: a comunicação criptográfica é fundamental, e o próximo passo é garantir a criação de contas sem permissão e a privacidade de metadados. Essas são referências à arquitetura baseada em nós locais.
Vitalik investiu nesses dois projetos porque eles resolvem problemas estruturais do setor. Comunicação confidencial baseada em nós locais atualmente não é tão conveniente quanto Telegram ou Signal. Há atrasos, sincronização multi-dispositivo é complexa, a defesa contra Sybil é difícil. Mas esses problemas podem ser resolvidos tecnicamente — basta atenção e recursos.
Para o usuário comum, a transição completa para Session ou SimpleX ainda é cedo. Mas, se você valoriza sua privacidade digital, aprender o que esses aplicativos podem fazer de verdade é valioso. Afinal, se Vitalik está investindo seu dinheiro real, isso mostra que a infraestrutura de rede local não é só para geeks, mas para o grande universo digital.