O gráfico macroeconómico mais importante para 2026 pode não estar relacionado com taxas de juro, lucros ou mesmo o Fed. É o Bitcoin versus ouro, e de acordo com Mike McGlone da Bloomberg, está a mostrar o mesmo sinal vermelho que precedeu as quedas de 2008, 1973 e até 1929.
Duas perspetivas estão agora na linha da frente da conversa para McGlone. A primeira mostra o S&P 500 cotado em onças de ouro a cair abaixo de um nível-chave estabelecido em 1929. Este nível só foi ultrapassado durante quedas históricas do mercado, como a causada pelas políticas de Nixon e o colapso do Lehman Brothers.
Fonte: Mike McGlone A segunda mostra uma grande diferença entre a relação Bitcoin/ouro a cair e uma avaliação do mercado de ações ainda inflada, que representa quase 21% do PIB.
McGlone é direto, pois afirma que a quebra na relação S&P/ouro é fundamental, sendo uma fase clássica de “desenrolar beta” que tende a esmagar ativos de risco e valorizar reservas de valor. Esta mesma relação quebrou em 2008 e 1973. As ações, aliás, perderam mais de 50% em ambos os casos antes de se recuperarem.
A relação Bitcoin/ouro, que outrora era uma boa forma de medir o quão forte era a aposta das pessoas, está a cair mesmo com os índices de ações a atingirem novos máximos. McGlone vê isso de forma diferente. Ele acha que é uma armadilha, não uma divergência otimista, e que é uma contradição que será resolvida com as ações a seguirem o crypto para baixo — e não o contrário.
Uma análise completa desta relação poderia implicar uma drenagem de liquidez ao estilo de 2008, especialmente com a prata e o petróleo agora a parecerem “ridículos”. Também inverteria a narrativa sobre o Bitcoin, de proteção contra a inflação a indicador de risco sistémico.
De qualquer forma, 2026 pode ser o ano em que o mercado aprende a temer o ouro — não porque ele suba, mas porque tudo o resto cai.
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