
Em 3 de janeiro, o CEO e defensor do Bitcoin Samson Mow publicou na plataforma X que, em relação ao valor de mercado do Bitcoin comparado ao ouro ou à oferta global de moeda, atualmente o Bitcoin está subestimado entre aproximadamente 24% a 66%, enquanto o ouro apresenta sinais de “expansão excessiva”. A análise de Mow centra-se no indicador Z da relação Bitcoin-ouro, que atualmente está em cerca de -1,24. Dados históricos indicam que, quando esse indicador cai abaixo de -2, geralmente precede uma forte alta.
(Fonte: Trading View)
O valor Z da relação Bitcoin-ouro (ratio Z-score BTC/Gold) mede a discrepância atual em relação à média histórica. Um valor Z de 0 indica que a relação está alinhada com a média histórica; acima de 0 significa que o Bitcoin está supervalorizado em relação ao ouro; abaixo de 0 indica subavaliação.
Mow aponta que, quando esse indicador cai abaixo de -2, o Bitcoin costuma experimentar uma “grande” alta. Dois casos históricos confirmam esse padrão:
Novembro de 2022 (quebra da FTX): valor Z caiu abaixo de -3, levando o Bitcoin a subir mais de 150% nos 12 meses seguintes
Março de 2020 (queda devido à pandemia de COVID-19): valor Z caiu abaixo de -2, o Bitcoin caiu para cerca de US$ 3.717 e depois se recuperou, subindo mais de 300% nos 12 meses seguintes, atingindo aproximadamente US$ 69.000 em novembro de 2021
Até o momento da publicação, o valor Z da relação Bitcoin-ouro está em torno de -1,24, ainda não atingindo o ponto de disparo de uma grande alta histórica de -2, mas Mow acredita que essa subavaliação já é um sinal importante de potencial alta.
A análise otimista de Mow contrasta com outras opiniões do mercado. Neste fim de semana, a escalada do conflito entre EUA e Irã, com ataques aéreos, aumentou a incerteza dos investidores, levando o Bitcoin a cair mais de 50% de seu pico, chegando a uma baixa de cerca de US$ 60.000, com alguma recuperação, atualmente em torno de US$ 66.400. Alguns analistas de criptomoedas acreditam que o movimento atual é semelhante ao ciclo de baixa de 2022, prevendo que o Bitcoin possa cair ainda mais, até US$ 50.000.
O ouro, ao ultrapassar US$ 5.247, destacou ainda mais a subavaliação relativa do Bitcoin. No entanto, Mow vê isso como um sinal de oportunidade, não de pânico: a “expansão excessiva” do ouro sugere que os fundos podem eventualmente migrar de volta para o Bitcoin, ajudando a corrigir a disparidade de avaliação atual entre ambos.
Atualmente, o valor Z está em torno de -1,24, indicando que o Bitcoin está relativamente subvalorizado em relação ao ouro. Samson Mow afirma que, historicamente, quando esse indicador cai abaixo de -2, costuma preceder uma forte alta nos 12 meses seguintes, como ocorreu na crise da FTX em 2022 e na pandemia de COVID-19 em 2020.
A forte valorização do ouro amplia a diferença de avaliação do Bitcoin em relação ao valor de mercado do ouro. Mow calcula que o Bitcoin está subestimado entre aproximadamente 24% a 66% em relação à sua tendência. Ele acredita que o ouro, ao estar “em expansão excessiva”, pode estar criando uma oportunidade para que o fluxo de capital retorne ao Bitcoin, corrigindo a disparidade de avaliação.
Alguns analistas acreditam que o movimento atual é semelhante ao ciclo de baixa de 2022, com riscos de queda até US$ 50.000 devido à instabilidade geopolítica. No entanto, defensores como Samson Mow veem a subavaliação atual como uma configuração típica de reversão de ciclo, indicando potencial de recuperação, e essa visão também circula no mercado.
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