Mensagem do Gate News, 21 de abril — A Hermès informou que as tensões crescentes entre o Irã e Israel reduziram seu crescimento mundial no primeiro trimestre em aproximadamente 1,5 ponto percentual, à medida que o fechamento temporário de lojas e uma queda acentuada no turismo pesaram sobre as vendas. A fabricante de produtos de luxo divulgou receita trimestral de €4,1 bilhões ($4,4 bilhões), com as vendas no Oriente Médio caindo 6% conforme o conflito se intensificou a partir de março.
O crescimento subjacente teria atingido 8,5% sem o impacto da guerra, em comparação com os 7% efetivamente reportados, segundo o CEO Alexandre Dumas. O Oriente Médio, que responde por cerca de 4% da receita global da Hermès, sofreu interrupções particularmente severas. O CFO Eric du Halgouët afirmou que a empresa fechou temporariamente lojas em Dubai, no Bahrein e no Kuwait no início de março, após ataques com mísseis e drones do Irã contra estados do Golfo, com algumas localidades registrando quedas de receita de 20 a 30% dependendo do dia. A Hermès emprega aproximadamente 500 pessoas no Oriente Médio, com cerca de 400 sediadas nos Emirados Árabes Unidos, uma região que havia sido um dos mercados de mais rápido crescimento do grupo, com as vendas subindo cerca de 15% no ano anterior.
O impacto do conflito vai além das lojas regionais. O negócio francês da Hermès sofreu pressão especial, já que mais da metade de suas vendas está ligada ao turismo e menos clientes do Oriente Médio visitaram Paris. Outros grupos de luxo, incluindo Richemont e Ermenegildo Zegna Group, relataram exposição semelhante à região. De acordo com a consultoria Bain & Company, 50 a 60% das vendas de luxo no Oriente Médio se originam de turistas.