Paolo Ardoino, CEO da Tether, fez uma declaração ousada, apelidando a IA centralizada de um “beco sem saída”. Isto desafia diretamente o panorama atual dominado pelas grandes empresas de tecnologia, que dependem fortemente de infraestruturas baseadas na cloud.
Com esta posição, a Tether sinaliza uma mudança de visão — uma que se alinha mais estreitamente com a descentralização, a propriedade por parte dos utilizadores e a independência do controlo centralizado. Reflete um debate crescente no mundo da tecnologia sobre quem deve controlar os dados, a inteligência e o poder de computação.
Para apoiar esta visão, a Tether apresentou o QVAC SDK, um kit de ferramentas de código aberto concebido para executar modelos de IA localmente nos dispositivos dos utilizadores. Em vez de depender de servidores remotos, esta abordagem permite que a IA funcione diretamente em smartphones, computadores portáteis e dispositivos de edge.
Isto representa uma mudança significativa face aos sistemas tradicionais de IA, nos quais os dados têm de ser enviados para servidores centralizados para processamento. Ao manter a computação local, o QVAC permite maior privacidade, controlo total sobre os dados e menor dependência de plataformas de terceiros. Em alguns casos, também pode melhorar a velocidade ao eliminar a necessidade de comunicação constante com a Internet.
A abordagem espelha a filosofia por trás da cripto — remover intermediários e dar aos utilizadores a propriedade direta da sua experiência digital. Também abre caminho para que os programadores construam aplicações de IA sem restrições rígidas de plataforma.
A mudança da Tether sinaliza ambições mais vastas para além das stablecoins. Ao entrar no espaço da infraestrutura de IA, a empresa posiciona-se na interseção de duas indústrias em rápida evolução — a blockchain e a inteligência artificial.
A visão de longo prazo aponta para uma rede de agentes de IA autónomos, milhares de milhões de dispositivos ligados e sistemas de inteligência descentralizada a operar sem supervisão centralizada. Se for bem-sucedido, este modelo pode desafiar a predominância dos fornecedores de IA baseados na cloud e redefinir a forma como os sistemas inteligentes são construídos e implementados. Este desenvolvimento realça uma tendência mais alargada na indústria. À medida que a IA continua a expandir-se, as questões sobre privacidade, controlo e centralização estão a tornar-se cada vez mais críticas. Ferramentas como o QVAC representam um caminho alternativo — no qual a inteligência é distribuída em vez de ser controlada por algumas entidades.
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