A Tezos está a alargar a sua presença institucional com uma nova estrutura regional, com o objectivo de tornar o ecossistema mais distribuído, mais local e, francamente, um pouco mais rápido na prática. A rede blockchain anunciou o lançamento da Tezos Middle East em Dubai e da Tezos Southeast Asia em Singapura, duas entidades independentes criadas para apoiar criadores, incubar projectos e reforçar o envolvimento do ecossistema em regiões que se tornaram cada vez mais importantes para o desenvolvimento da blockchain. Dubai e Singapura tornam-se centros de crescimento da Tezos As duas novas entidades deverão concentrar-se na expansão regional em sectores onde a Tezos já vê oportunidades, incluindo gaming, mercados de capitais, arte e finanças descentralizadas. Dubai e Singapura não foram escolhidos por acaso. Ambos construíram reputações como centros activos para o desenvolvimento de activos digitais, com um interesse institucional relativamente forte e um conjunto crescente de talento técnico. Isto é importante porque os ecossistemas de blockchain já não competem apenas no desenho de protocolos. Estão a competir pela presença, pelas relações e pela execução em mercados específicos. A Tezos afirmou que os novos escritórios se destinam a complementar, e não a substituir, o trabalho já realizado por organizações do ecossistema com longa data. A ideia é dar a estes grupos regionais mais autonomia para avançarem rapidamente, desenvolverem competências locais e responderem a oportunidades sem terem de esperar que uma estrutura mais centralizada o faça por eles. Aparece um modelo institucional mais distribuído Para ligar as novas entidades, a Tezos criou também a Tezos Patronage Association, ou TPA, uma associação suíça do sector destinada a ajudar a manter o alinhamento estratégico entre as organizações independentes do ecossistema. Isso dá à Tezos uma estrutura mais em camadas. Em vez de depender de um modelo único de fundação, está a caminhar para uma rede de organizações focadas a nível regional, ligadas entre si através de um organismo de coordenação partilhado. O cofundador da Tezos, Arthur Breitman, enquadrou a abordagem como um modelo mais distribuído que permite que diferentes entidades actuem com maior autonomia, contribuindo ainda assim para o crescimento mais amplo do ecossistema. A mudança também sinaliza algo maior. Numa altura em que algumas redes de blockchain estão a consolidar ou a abrandar a expansão, a Tezos está a seguir o caminho oposto, apostando que uma base institucional mais alargada e uma execução mais localizada vão importar mais na próxima fase de adopção.