As contas de contrato são criadas de forma distinta das EOA—resultam de transações. Ao implementar um contrato, a transação inclui o código do contrato e os parâmetros de inicialização, que são registados pelos nodos on-chain para gerar um endereço único.
Na execução da lógica de uma conta de contrato, todas as operações são desencadeadas por transações que podem ter origem numa EOA ou noutra conta de contrato. Os nodos executam as instruções linha a linha conforme o código do contrato inteligente, alterando o estado on-chain ou invocando outros contratos.
As principais características deste mecanismo são:
Na prática, o processo de execução de uma conta de contrato pode ser resumido assim:
Uma conta de contrato não serve apenas para armazenar código—também dispõe de funcionalidades de gestão de ativos. Todos os tokens e ETH recebidos durante a implementação ou execução pertencem à conta de contrato, estando a gestão de ativos integralmente regulada pela lógica do contrato inteligente.
Com o controlo lógico, uma conta de contrato pode viabilizar:
Este controlo programático reduz drasticamente os riscos operacionais e permite a execução flexível de regras em aplicações financeiras on-chain.
No DeFi, praticamente todos os protocolos centrais dependem de contas de contrato para gerir fundos e lógica. Por exemplo:
As contas de contrato permitem aos protocolos DeFi executar operações financeiras complexas sem intermediários centralizados, garantindo transparência, verificabilidade e execução automática. Este é o valor das contas programáveis on-chain—não são apenas ferramentas de gestão de ativos, mas constituem a infraestrutura central das finanças descentralizadas.